Bons exemplos de textos da concorrência sobre os desenvolvimentos políticos:
Em Nada os Dispõe à Acção, Pedro Picoito opina sobre a dinâmica de vitória do PS, as expectativas elevadas em relação a António Costa e a resposta da coligação, com a possível tentação da demagogia. Os anos eleitorais são tramados. Só que, ao contrário de 2009, desta vez temos a troika à perna. O texto é excelente e, por erro, foi atribuído em versão anterior deste post a Filipe Nunes Vicente, autor que considero um dos mais argutos da blogosfera. Peço imensa desculpa pelo lamentável equívoco.
Acho notável este texto de rui a., em Blasfémias. O autor fala de um padrão constante na política portuguesa, a existência do número dois nas lideranças e questiona-se sobre quem será o possível braço direito de António Costa.
Francisco Seixas da Costa sublinha a forte legitimidade do novo líder do PS, que é superior à que teria numa vitória em congresso. Isto representa um capital político inestimável.
Também há textos como este, de Isabel Moreira, publicado em Aspirina B antes da votação nas primárias. A prosa sugere que o PS sai da crise (ou transição) com feridas profundas. As clivagens são entre os que querem uma coligação mais à esquerda, que nos levaria a uma possível ruptura europeia, e os moderados que julgam inevitável um bloco central que prossiga as reformas estruturais.
Finalmente, este é um dos melhores textos que li sobre o tema. O autor é Rui Bebiano. Simplesmente brilhante.


http://www.youtube.com/watch?v=2GmZPtd3y lo
not myne, Luís.
Lamentável erro da minha parte, que vou rectificar imediatamente
O problema do PS, o que o PS tem de perceber, é que se quer chegar a uma política verdadeiramente de centro — que concilie na tradição social democrata um conjunto importante de direitos laborais e sociais, por um lado e a necessária liberdade económica (nunca absoluta) para uma sociedade dinâmica — tem que fazer o caminho muito à esquerda do que tem feito, porventura buscando aliados desse lado.
E a razão é simples, num ambiente político cultural e mediático impregnado de ideias (más, mas para muitos sedutoras) de direita, só será possivel equilibrar a balança partindo de uma posição muito à esquerda da pretendida como final, e captando apoios desse lado.
Para o resultado final ser minimamente “centrista”, a posição de partida tem que ser tão radical à esquerda como radical de direita é o adversário. E não pode ser bluff.
mine, perdão
O 1º da lista assina como PPicoito?
Navegações… Navegantes.-
(Ferro Rodrigues é o novo líder parlamentar do PS)
… Os “destroços” começaram a dar à Costa!