Navegações


Luís Naves,

Neste texto, Luís Rocha escreve o essencial sobre a actual crise financeira. O autor de Blasfémias revela uma capacidade de análise que vai faltando na blogosfera.

Sobre as perspectivas de Marinho e Pinto, o comentário de Mr. Brown e esta análise de Luís Moreira, em cheio no alvo. O populismo e a imprensa fazem um excelente casamento em momentos de crise e ainda veremos o ex-eurodeputado como fiel da balança do sistema político ou com votação que evite o bloco central.

O cenário que se avizinha está bem observado por Francisco Seixas da Costa, num texto que li depois de ler o post de Luís Moreira. O autor de Duas ou Três Coisas não é apenas bom prosador, mas também um atento cronista. Concordo com a sua conclusão sobre a direita portuguesa, que não deve ter ilusões sobre a derrota que a espera. Falta tempo, é certo, mas a distância entre o poder e o povo tem apenas aumentado. Este governo foi incapaz de explicar o que fez e por que razão.

E, finalmente, Desvio Colossal, de Pedro Pereira Romano, que tem sempre informação preciosa. Olhem com atenção para os dois gráficos. Será assim tão boa ideia uma viragem à esquerda?

Um comentário em “Navegações”

  1. O caro excelso tem um problema comum com uma certa “pseudo-esquerda” , (por ex.) a do PS que apoia António Costa que é verem tudo sobre um prisma esquerda / direita que é uma clivagem que esconde muito do que se tem passado nos últimos 10 anos em Portugal.

    O problema principal não é de esquerda vs direita, é um problema de valores, como solidariedade, honestidade ( sobretudo intelectual ), confiança, respeito, justiça e liberdade.

    É esta dissipação de valores que existe em toda a sociedade actual e para a qual o Governo em funções tem contribuído enormemente conseguindo gerar um ataque sem precedentes a uma fortaleza já em ruínas causada pelo PS de Sócrates.

    Quando os Portugueses confiaram nestes “actores” fizeram-no na crença que tempos difíceis viriam mas que pelas palavras veiculadas nas eleições de 2011 serviriam de base a um reerguer de uma sociedade com inúmeras clivagens latentes que agora já não são latentes, são fracturas expostas que minam até qualquer tentativa de pelo menos não as agravar e começar uma possível terapia.

    Eu considero que se alguém do PCP ou do PS ou até mesmo do defunto BE apresentar uma boa proposta ( correctamente fundamentada ) de resolução de um problema de Portugal e dos Portugueses não tenho qualquer problema em aceitá-la e defende-la e isso não é o que acontece nos dias que correm em que esse confronto ilusório esquerda / direita acontece e que é promovido também para muitos assuntos graves sanear sem o consentimento informado por parte dos cidadãos.

    A direita que você diz existir e que terá uma derrota ( ? ) nas próximas é igual á esquerda que apoiava o inginheiro , ou seja não pode qualificar-se de direita, quando muito a ultima direita que existiu em Portugal foi a que votou em Manuela Ferreira Leite , assim como a ultima esquerda foi aquela que elegeu António Guterres na 1ª maioria.

    Quanto a Marinho Pinto pois que venha, que se vier por bem, será de certo bem-vindo nem que seja para ser o fiel da balança e que provavelmente terá muitos votos que devem ser respeitados também pois ainda vivemos numa Democracia.

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