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Luís Naves,

Luís Aguiar-Conraria, em Destreza das Dúvidas, faz este comentário pertinente sobre um exemplo de exagero pedante. A língua como ciência terá interesse, mas o excesso de conceitos que nada dizem aos estudantes mata o gosto das novas gerações pela literatura. Os burocratas não gostam de livros, detestam escritores e odeiam a poesia.

Este brilhante texto de Rui Ângelo Araújo, em Os Canhões de Navarone, refere a ligeireza de tantos comentadores do espaço público no uso da boa escrita. A situação pode piorar, sobretudo se houver insistência na aprendizagem de conceitos dispensáveis à clareza da linguagem que devia ser um dos objectivos do ensino da língua, sendo o outro despertar o interesse dos estudantes pelos clássicos. 

Um excelente texto de JM Ferreira de Almeida, em Quarta República, onde o autor explica a forma como as formações tradicionais da esquerda e da direita têm convergido em políticas pragmáticas. Concluo, da leitura, que o mundo está em mudança, não sendo sensato insistir nas divisões ideológicas entre esquerda ou direita, pois as diferenças entre os dois estão a esbater-se.

Recomendo a leitura cuidadosa desta reflexão de Pedro Romano, em Desvio Colossal. O autor tenta explicar que o cumprimento das regras impostas pelos credores parece mais fácil do que a resistência ao ajustamento, que implicará eventualmente o regresso ao escudo. Ou seja, a dívida pública será sustentável, como aliás indicam as taxas de juro. O respectivo pagamento é do interesse do País.

     

Quando em 2005 comecei a escrever na blogosfera, num obscuro blog literário chamado Prazeres Minúsculos, a Bomba Inteligente já era um clássico. Este blog habituou-nos à boa escrita e ao bom gosto. Há vida inteligente na blogosfera.

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