Nascidos a 5 de Julho.


Luís Menezes Leitão,

mov57.png

É evidente que a forma mais eficaz de derrotar a geringonça passa por uma união dos partidos de centro-direita. A mesma só pode, porém, fazer-se através de um acordo entre esses partidos, não através de movimentos inorgânicos, ainda mais patrocinados por quem promoveu cisões, o que só enfraqueceu o combate político do centro-direita à geringonça. Para além disso, remeter para o saudosismo de uma aliança partidária constituída há quarenta anos, e várias vezes replicada não é seguramente a melhor forma de apresentar algo novo aos eleitores. A designação dos Nascidos a 5 de Julho só faz lembrar o filme Nascido a 4 de Julho. Se bem me lembro o protagonista tinha um triste destino.

0 comentários em “Nascidos a 5 de Julho.”

  1. Excelente post. Concordo plenamente com ambos os pontos. Não faz sentido clamar “novidade” para um movimento cujo nome remete para um evento ocorrido há 40 anos. E não faz sentido ter um movimento cuja principal reivindicação é a união entre dois (de facto) partidos. A união tem que partir do interior dos partidos, não de fora deles.

  2. a cadeira de rodas destes meninos é eléctrica e topo de gama !…só eles ideologicamente é que continuam paraplégicos…!!!

  3. Como existe uma bibliofobia por este país, incluindo as que vêm de sectores eclesiásticos – vem a propósito de se procurar interditar em tribunais o uso pedagógico deste conjunto de livros e não só um Livro, portanto, uma biblioteca, que faz parte da raiz cultural ocidental e também de partes da Ásia e oriente médio, permito-me ir contra as Catarinas, Mortáguas, géneros e congéneros, magistrados e juristas, e até mesmo da nova classe de cientistas que revelam uma ciência sem classe -, permito-me trazer à colação uma parte da riqueza contida nesta biblioteca, designado por o Livro, para demonstrar que tal originalidade existe, mas ainda necessita ser descoberta e aplicada.

    Cerca de 2000 anos antes de Cristo as civilizações daquela e outras regiões encontravam-se em estado que hoje se designaria por estado selvagem, ainda que a selva se mantenha.
    A inexistência de parlamentos civis e estruturas constitucionais, e no sentido de se prover um avanço civilizacional, isto é, de se civilizar os povos, fez com que fossem elaborados códigos legais para regular a relação entre os homens (as mulheres e congéneros que não gostarem de se ver incluídos neste adjectivo, por favor, aguentem-se). Nestes regulamentos e códigos morais pode verificar-se também o respeito e o direito conferido a escravos e estrangeiros. Certamente que não se encontra ausente destes preceitos a experiência histórica dos judeus e/ou hebreus (passantes) que, por largos períodos, foram estrangeiros e em alguns casos escravos de outros e entre si. O caso de José, dito do Egipto, o 12º filho de Jacob, vendido, por mãos de seus próprios irmãos aos ismaelitas que passavam em caravana comercial, como escravo serve como exemplo; e que depois se tornou regente no citado país vindo a salvar sua família da miséria e da fome.
    Obviamente não faltou que nestes códigos bastante elaborados fossem acrescentados diversos comentários e as classes dominantes se tivessem apropriado dos preceitos para não só falar de Deus como também em nome de Deus, esvaziando, tal como hoje acontece nas diversas religiões e pela mão dos denominados novos cientistas, Sua presença e o Conhecimento de Deus, confundindo o sentido do Homem, ou dos homens.
    A Pessoa de Jesus, o homem Deus e o Deus homem (aguentem-se também as mulheres e os congéneros por Deus ter gerado um filho homem), veio confundir de forma muito provocadora os legisladores e também os “donos” de Deus.
    Jesus, ao afirmar que não veio alterar a Lei e os Profetas, mas sim aperfeiçoá-la e confirmar os profetas (pois a Lei e os Profetas duraram até João e a partir daquele momento anunciava-se o Reino de Deus ou o Reino dos Céus, é uma citação), repescou a matriz original, rejeitando os acrescentos, classificando como núcleo essencial deste Reino, terminologia que usa como substituição à Lei, os 2 pontos relevantes; 1 encontra-se no Deuteronómio (“Amarás o Senhor teu Deus com todas as tuas forças, com toda a tua mente com toda a tua alma…”) e, por injunção, o 2º encontra-se no Levítico (“Amarás o próximo como a ti mesmo”).
    Mas não ficou por aqui, avançou para as Bem-aventuranças (in Sermão da Montanha, narrado em Mateus, e Sermão da planície, registado em Lucas) fazendo como primeira bem-aventurança no acesso a este Reino “os pobres de espírito”, isto é, aqueles cujos pensamentos estão acima das coisas materiais e cujo espírito não está focado no poder e nas posses materiais.

    Portanto, o ser humano tem de ser “regenerado”, um processo que não pode ser realizado por via da obediência a um conjunto interminável de leis e preceitos e tampouco pelas boas obras hipócritas que visam atrair atenções, e agora votos, mas que depende totalmente da Graça de Deus, da qual o Filho é, por meio de seu sacrifício, O símbolo e instrumento. A alma fiel não é a que obedece à Lei, mas a que, deixando transformar o espírito, acede ao Reino e concretiza-o. A unidade é o tema de Fundo, porque ao usar a expressão Pai-Nosso faz da Humanidade uma irmandade, à semelhança do Filho, isto é, filhos no Filho.
    Em conclusão, a vida deve ser dedicada inteiramente a uma autotransformação cujo processo se torna mais facilitado pelo facto do Filho se ter feito homem, carne.
    Será que preciso alongar-me mais sobre a originalidade, Luís?

    1. “Cerca de 2000 anos antes de Cristo as civilizações daquela e outras regiões encontravam-se em estado que hoje se designaria por estado selvagem, ainda que a selva se mantenha.”

      Ur, Uruk, Kish, Lagash – Suméria- , Jericó, Moenjodaro (India), Egipto, China, Grécia já existiam como civilizações antes do Livro.

      “direito conferido a escravos”

      Os povos nomádas, os povos germânicos, não conheciam a instituição cultural da escravatura. A escravatura foi uma invenção da Cidade.

      1. Você tem necessidade de mostrar que sabe umas coisitas; e para o efeito necessita sair to texto e do contexto para escrever umas excepções, o caso dos povos germânicos, para confirmar a regra.
        Sobre a escravatura, o meu caro anda muito equivocado. Aliás, anda bastante equivocado em vastas matérias.
        E sim, meu caro, o Livro, para além dos aspectos sociológicos, fala-nos de uma história de amor jamais apresentada à humanidade em qualquer parte do mundo.
        Portanto, os caminhos do e para o Invisível são vários, mas nenhum destes caminhos é sério e realizável se não passar por Cristo. Sim, é óbvio que a “Porta” é estreita. Para passar através dela é necessário fazer uma cura da “obesidade”. Por isto mesmo é mais fácil uma “camelo” passar pela agulha que um “rico” entrar no Reino dos Céus.
        Em conclusão, meu caro Pedro, a sua riqueza é de uma enorme pobreza para esta matéria.

  4. A esquerda, o PS, venceu as últimas eleições europeias.
    O presidente da câmara de Lisboa, achou poucochinho, espetou várias facas nas costas do Dr. António José Seguro.
    Concorreu às legislativas e perdeu para o PSD do Dr. Passos Coelho.
    Neste mundo de “faz de conta” às vezes é bom recordar quem venceu o quê…

  5. Só que Sá Carneiro era social-democrata, de centro-esquerda. Algo que o PSD de hoje esquece. A direita radical que não tente apropriar-se de figuras da esquerda portuguesa.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *