Não somos nada


Rui Rocha,

Maria João Bastos está destroçada com a morte de Amélie: a sua chihuahua, de 5 anos, morreu na sequência de uma destartarização.

A atriz garante que Amélie era uma cadela saudável, sem problemas, e não se conforma com as circunstâncias em que ela morreu. Depois da destartarização, a chihuahua de Maria João deixou de comer e de beber, e ficou com dificuldades em respirar. Os sintomas foram sempre desvalorizados pela médica veterinária, e Amélie acabou por morrer.

Descontente com a assistência que lhe foi dada depois da intervenção, a atriz pondera processar o Hospital Veterinário Vasco da Gama por desconfiar de negligência médica, e afirma que vai até às últimas consequências para descobrir o que levou à morte da sua “menina”.

0 comentários em “Não somos nada”

  1. Tal como já referi noutro comentário neste blogue, hoje em dia, dado que as pessoas cada vez têm menos filhos, cada vez mais o papel que os filhos tradicionalmente nelas ocupavam é substituído pelos animais de estimação. As pessoas tratam os animais de estimação por “minha menina”, tratam-nos como pessoas.
    Os animais de estimação tomam nos afetos das pessoas o lugar que deveria ser dos filhos.
    O partido PAN é um reflexo político dessa evolução social.

    1. Eh eh …
      Mas a verdade é que cada pessoa se equilibra num mundo de afectos possíveis. E se ela recorreu a um veterinário para efectuar, na cachorrinha, um procedimento sem riscos e na sequência ela morre, é normal e legítimo que ela fique triste e exija explicações. E é uma perda, lógico.

  2. Comentários completamente disparatados, que só visam atingir a actriz por não ter filhos. Como se as pessoas não pudessem ter sentimentos por animais. Uns canastrões, portanto.

    O essencial da questão é que a medicina veterinária é um negócio e muitas vezes há negligência grosseira(como parece ser o caso) sem que haja consequências para os hospitais veterinários. Mas isso é capaz de ser fútil para algumas pessoas, só porque f******, as gajas pariram e têm uma prole. Parabéns.

    1. Claro que em todos os negócios há, por vezes, negligências grosseiras. Mas, na maior parte dos negócios, não se processa o negociante por ele ter sido negligente; simplesmente, deixa-se de frequentar e de recomendar aquele negócio.

      Por exemplo, se um restaurante me serve um prato confecionado de forma negligente, eu não processo o restaurante; deixo simplesmente de lá ir, e não o recomendo aos meus conhecidos.

      Só se processa um negociante quando a negligência dele conduziu a um resultado muito, muito grave.

      E a morte de uma cadela é tudo menos algo de grave, para uma pessoa normal.

    2. f******, as gajas pariram e têm uma prole

      Uma descrição modernista do significado que ter filhos tem para um pai.

      Mas já nada me admira, infelizmente, da canalha dos defensores dos animais.

      1. “(a)canalha dos defensores dos animais.”

        Palavras que o definem, Lavoura. E a mim também.

        A mim, como um canalha.

        Costa

          1. Ah. Curioso exercício. Vai dar ao mesmo, ainda que fosse essa – originalmente e não, tão convenientemente, agora invocada – a sua intenção: ou gente a desconsiderar por conduta socialmente censurável, ou imbecis de conduta pueril e imatura irresponsabilidade.

            Costa

  3. Ao contrário de outras opiniões, penso no marketing e na propaganda, quando são criadas “necessidades desnecessárias” porque o problema nem será ela considerar a cadela como filha ou qualquer outro substituto emocional, o problema é que, tanto querem ser “bonzinhos” que acabam por desrespeitar o animal, querendo tirar dele outro tipo de comportamento ou tratá-lo como se ele não fosse um cão, coisa que, suponho, o cão terá orgulho em ser aquilo que é.
    Já tive dois cães, ambos viveram mais do que seria esperado, nunca fizeram destartarizações mas, nunca lhes faltou uns bons ossos, de preferência joelho de vaca, para roer, precisamente aquilo que lhes limpa e fortalece os dentes. Claro que há quem prefira o não natural, dar-lhes sempre comida tipo “cereais” ou “papas” talvez, por não gostar de ver o osso rolar na alcatifa mas, aí, mais valia não ter cão e arranjar um canário, desde que não começasse a pensar que lhe ficaria bem… uma dentadura postiça e, provavelmente, bastaria uma boa campanha publicitária para angariar clientela 😉

  4. “Julga-se que a necessidade cria a coisa; mas é a coisa na maior parte das vezes, que cria a necessidade.”

  5. Com filhos, netos e gatos, considero-me partidária dos direitos de todos os animais, racionais e irracionais.
    Já perdi dois gatos, excelentes companheiros de leitura e despertadores excepcionais. São da família, fazem mais companhia do que se possa imaginar, e têm a vantagem de não reponder torto quando estou com os azeite.
    Se senti mais a perda dos gatos do que um tetraprimo de o pé do Ocreza? Sem dúvida.
    Devo , portanto, fazer parte da tal canalha.
    Como diz o outro… Bimbo ! … Com muito gosto.

  6. As pessoas gostam de quem lhes faz companhia e não é uma ameaça. Isso é natural. Coisa diferente é ter um desejo genérico de equiparar animais a pessoas.

  7. Se um dos meus gatos, que são saudáveis, morresse na sequência de um tratamento por negligência da clínica veterinária, ficaria também bastante deprimido e pensaria em processar os culpados. Tudo isto me parece normalíssimo. O que não é normal é a cadela de alguém, ou alguém com uma cadela, virar notícia de uma revista ou jornal.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *