Tal como já referi noutro comentário neste blogue, hoje em dia, dado que as pessoas cada vez têm menos filhos, cada vez mais o papel que os filhos tradicionalmente nelas ocupavam é substituído pelos animais de estimação. As pessoas tratam os animais de estimação por “minha menina”, tratam-nos como pessoas. Os animais de estimação tomam nos afetos das pessoas o lugar que deveria ser dos filhos. O partido PAN é um reflexo político dessa evolução social.
Eh eh … Mas a verdade é que cada pessoa se equilibra num mundo de afectos possíveis. E se ela recorreu a um veterinário para efectuar, na cachorrinha, um procedimento sem riscos e na sequência ela morre, é normal e legítimo que ela fique triste e exija explicações. E é uma perda, lógico.
Comentários completamente disparatados, que só visam atingir a actriz por não ter filhos. Como se as pessoas não pudessem ter sentimentos por animais. Uns canastrões, portanto.
O essencial da questão é que a medicina veterinária é um negócio e muitas vezes há negligência grosseira(como parece ser o caso) sem que haja consequências para os hospitais veterinários. Mas isso é capaz de ser fútil para algumas pessoas, só porque f******, as gajas pariram e têm uma prole. Parabéns.
Claro que em todos os negócios há, por vezes, negligências grosseiras. Mas, na maior parte dos negócios, não se processa o negociante por ele ter sido negligente; simplesmente, deixa-se de frequentar e de recomendar aquele negócio.
Por exemplo, se um restaurante me serve um prato confecionado de forma negligente, eu não processo o restaurante; deixo simplesmente de lá ir, e não o recomendo aos meus conhecidos.
Só se processa um negociante quando a negligência dele conduziu a um resultado muito, muito grave.
E a morte de uma cadela é tudo menos algo de grave, para uma pessoa normal.
Ah. Curioso exercício. Vai dar ao mesmo, ainda que fosse essa – originalmente e não, tão convenientemente, agora invocada – a sua intenção: ou gente a desconsiderar por conduta socialmente censurável, ou imbecis de conduta pueril e imatura irresponsabilidade.
Ao contrário de outras opiniões, penso no marketing e na propaganda, quando são criadas “necessidades desnecessárias” porque o problema nem será ela considerar a cadela como filha ou qualquer outro substituto emocional, o problema é que, tanto querem ser “bonzinhos” que acabam por desrespeitar o animal, querendo tirar dele outro tipo de comportamento ou tratá-lo como se ele não fosse um cão, coisa que, suponho, o cão terá orgulho em ser aquilo que é. Já tive dois cães, ambos viveram mais do que seria esperado, nunca fizeram destartarizações mas, nunca lhes faltou uns bons ossos, de preferência joelho de vaca, para roer, precisamente aquilo que lhes limpa e fortalece os dentes. Claro que há quem prefira o não natural, dar-lhes sempre comida tipo “cereais” ou “papas” talvez, por não gostar de ver o osso rolar na alcatifa mas, aí, mais valia não ter cão e arranjar um canário, desde que não começasse a pensar que lhe ficaria bem… uma dentadura postiça e, provavelmente, bastaria uma boa campanha publicitária para angariar clientela 😉
Com filhos, netos e gatos, considero-me partidária dos direitos de todos os animais, racionais e irracionais. Já perdi dois gatos, excelentes companheiros de leitura e despertadores excepcionais. São da família, fazem mais companhia do que se possa imaginar, e têm a vantagem de não reponder torto quando estou com os azeite. Se senti mais a perda dos gatos do que um tetraprimo de o pé do Ocreza? Sem dúvida. Devo , portanto, fazer parte da tal canalha. Como diz o outro… Bimbo ! … Com muito gosto.
As pessoas gostam de quem lhes faz companhia e não é uma ameaça. Isso é natural. Coisa diferente é ter um desejo genérico de equiparar animais a pessoas.
Se um dos meus gatos, que são saudáveis, morresse na sequência de um tratamento por negligência da clínica veterinária, ficaria também bastante deprimido e pensaria em processar os culpados. Tudo isto me parece normalíssimo. O que não é normal é a cadela de alguém, ou alguém com uma cadela, virar notícia de uma revista ou jornal.
Tal como já referi noutro comentário neste blogue, hoje em dia, dado que as pessoas cada vez têm menos filhos, cada vez mais o papel que os filhos tradicionalmente nelas ocupavam é substituído pelos animais de estimação. As pessoas tratam os animais de estimação por “minha menina”, tratam-nos como pessoas.
Os animais de estimação tomam nos afetos das pessoas o lugar que deveria ser dos filhos.
O partido PAN é um reflexo político dessa evolução social.
Vê-se logo que os Pan estão-se nas tintas para os humanos pobres ou em necessidade; Síria, v.g.
Aguarda-se um comunicado do Partido dos Animais sobre tão comovente questão. Diria mesmo magna questão não fosse estar em causa uma chihuahua.
Eh eh …
Mas a verdade é que cada pessoa se equilibra num mundo de afectos possíveis. E se ela recorreu a um veterinário para efectuar, na cachorrinha, um procedimento sem riscos e na sequência ela morre, é normal e legítimo que ela fique triste e exija explicações. E é uma perda, lógico.
Comentários completamente disparatados, que só visam atingir a actriz por não ter filhos. Como se as pessoas não pudessem ter sentimentos por animais. Uns canastrões, portanto.
O essencial da questão é que a medicina veterinária é um negócio e muitas vezes há negligência grosseira(como parece ser o caso) sem que haja consequências para os hospitais veterinários. Mas isso é capaz de ser fútil para algumas pessoas, só porque f******, as gajas pariram e têm uma prole. Parabéns.
Claro que em todos os negócios há, por vezes, negligências grosseiras. Mas, na maior parte dos negócios, não se processa o negociante por ele ter sido negligente; simplesmente, deixa-se de frequentar e de recomendar aquele negócio.
Por exemplo, se um restaurante me serve um prato confecionado de forma negligente, eu não processo o restaurante; deixo simplesmente de lá ir, e não o recomendo aos meus conhecidos.
Só se processa um negociante quando a negligência dele conduziu a um resultado muito, muito grave.
E a morte de uma cadela é tudo menos algo de grave, para uma pessoa normal.
f******, as gajas pariram e têm uma prole
Uma descrição modernista do significado que ter filhos tem para um pai.
Mas já nada me admira, infelizmente, da canalha dos defensores dos animais.
“(a)canalha dos defensores dos animais.”
Palavras que o definem, Lavoura. E a mim também.
A mim, como um canalha.
Costa
“um canalha”
Eu não escrevi “o canalha” nem “um canalha”, mas sim “a canalha”.
“A canalha” significa, na minha terra, as crianças.
Ah. Curioso exercício. Vai dar ao mesmo, ainda que fosse essa – originalmente e não, tão convenientemente, agora invocada – a sua intenção: ou gente a desconsiderar por conduta socialmente censurável, ou imbecis de conduta pueril e imatura irresponsabilidade.
Costa
Resolvi vir aqui em vossa defesa.
os desempregados e sem abrigo desejam
ter vida de cão
Coitada! E porque é que a desgraçada da cadela teve que sujeitar-se a uma destartarização? Que arrelia!
Ao contrário de outras opiniões, penso no marketing e na propaganda, quando são criadas “necessidades desnecessárias” porque o problema nem será ela considerar a cadela como filha ou qualquer outro substituto emocional, o problema é que, tanto querem ser “bonzinhos” que acabam por desrespeitar o animal, querendo tirar dele outro tipo de comportamento ou tratá-lo como se ele não fosse um cão, coisa que, suponho, o cão terá orgulho em ser aquilo que é.
Já tive dois cães, ambos viveram mais do que seria esperado, nunca fizeram destartarizações mas, nunca lhes faltou uns bons ossos, de preferência joelho de vaca, para roer, precisamente aquilo que lhes limpa e fortalece os dentes. Claro que há quem prefira o não natural, dar-lhes sempre comida tipo “cereais” ou “papas” talvez, por não gostar de ver o osso rolar na alcatifa mas, aí, mais valia não ter cão e arranjar um canário, desde que não começasse a pensar que lhe ficaria bem… uma dentadura postiça e, provavelmente, bastaria uma boa campanha publicitária para angariar clientela 😉
“Julga-se que a necessidade cria a coisa; mas é a coisa na maior parte das vezes, que cria a necessidade.”
É uma pena que os refugiados da guerra da Síria não sejam tratados como animais.
Bloco de Esquerda convoca de urgência Ministro da Saúde para dar explicações sobre morte de Amélie.
Ordem dos Enfermeiros nega suspeitas da prática de eutanásia em clínicas veterinárias e matadouros.
Governo ameaça demitir-se se se confirmar que Amélie era lésbica.
João Soares assume pasta da Veterinária e promete um salutar par de ferradelas aos prevaricadores.
Decisão do Conselho de Ministros: “Amélie vai para o Panteão”.
Toda esta série de comentários, mas sobretudo os finais, arrancaram-me umas valentes


Com filhos, netos e gatos, considero-me partidária dos direitos de todos os animais, racionais e irracionais.
Já perdi dois gatos, excelentes companheiros de leitura e despertadores excepcionais. São da família, fazem mais companhia do que se possa imaginar, e têm a vantagem de não reponder torto quando estou com os azeite.
Se senti mais a perda dos gatos do que um tetraprimo de o pé do Ocreza? Sem dúvida.
Devo , portanto, fazer parte da tal canalha.
Como diz o outro… Bimbo ! … Com muito gosto.
As pessoas gostam de quem lhes faz companhia e não é uma ameaça. Isso é natural. Coisa diferente é ter um desejo genérico de equiparar animais a pessoas.
Se um dos meus gatos, que são saudáveis, morresse na sequência de um tratamento por negligência da clínica veterinária, ficaria também bastante deprimido e pensaria em processar os culpados. Tudo isto me parece normalíssimo. O que não é normal é a cadela de alguém, ou alguém com uma cadela, virar notícia de uma revista ou jornal.
A verdadeira notícia aqui é a falta de privacidade de MJB.