
Parece que agora Passos Coelho pede aos portugueses para não serem piegas. Eu até posso compreender a necessidade de impor sacrifícios e medidas de austeridade, mas já me custa a aceitar a insensibilidade que este tipo de discurso demonstra. Nada disto está de acordo com a tradição humanista do PSD e corre o risco de gerar situações de indignação nas pessoas, com consequências imprevisíveis. Passos Coelho acha que deve ter uma relação com os cidadãos semelhante à de um imperador romano. Com a diferença, como aqui escrevi, que não lhes dá pão nem circo.

Notícia de última hora;
primeiro ministro esclarece que generalizou, mas que a piada era uma indirecta ao desgraçadinho do aníbal mais a sua maria, que se queixaram das reformas, pois, cito, “ninguém os mandou viver acima das suas possibilidades”.
Ser piegas é coisa de Banqueiro. Povo que é povo aguenta e não chora.
Só se for um povo de brandos costumes como o nosso. E mesmo assim não sei.
Como é possível que este homem se dirija a um reformado ( falando para todos pode ser qualquer um), que não tem dinheiro para comer nem comprar medicamentos e lhe diga:
-Não seja piegas.
Alguém me explica ?
Eu entendo os sacrifícios, mesmo que não tenha vivido nunca acima das minhas possibilidades (nem cartão de crédito tenho) entendo que existe a necessidade de um esforço enorme, para tornar viável este país, mas por favor não brinquem connosco, piegas é a tia dele, ninguém lhe deu o direito, (penso que nem os que votaram nele) de gozar com as pessoas, certo?
Mesmo que todos os portugueses merecessem esse comentário, bastava existir um que não se enquadrasse, para inviabilizar o mesmo.
Alguém lhe tem de dizer para comer uma fatia de bolo de vez enquanto e tomar um chá de cidreira.
Ele é que é um piegas, lá porque vai ao Continente comprar um litro de leite, uma garrafa de refrigerante e um saco de comida de gato, não pense que ganhou o direito de dizer o que lhe apetece. Pelo menos o Paulo Portas sempre respeitou as pessoas.
Demonstra uma enorme falta de sensibilidade. E isto é grave num Primeiro-Ministro a governar em época de crise. Razão tinha o Jerónimo quando lhe disse que ele não sabia o que era a vida.
“Como é possível que este homem se dirija a um reformado ( falando para todos pode ser qualquer um), que não tem dinheiro para comer nem comprar medicamentos e lhe diga:
-Não seja piegas.
Alguém me explica ?”
Eu explico:
Não é possível. Não aconteceu. Como pode ver quem se der a esse trabalho:
http://aeiou.expresso.pt/passos-pede-aos-p ortugueses-para-serem-menos-piegas=f7031 70
Desculpe lá IsabelPS, mas temos que nos dar mesmo ao trabalho se a intenção for repor a veracidade do apelo do Primeiro ministro.
Infelizmente não posso deixar de pensar que quando o este senhor faz um apelo aos portugueses, é mesmo a todos os portugueses, ou é apenas em quem votou nele, ou numa outra parte da população?
Neste seguimento, aqui coloco a figura do reformado sem dinheiro, como posso pôr outras muitas mais figuras, até a minha…
Olhe e também lhe digo que estou no meu direito de não gostar que me chamem piegas.
Repare que não estou aqui a dizer que a situação não é critica e não mereça medidas enérgicas, mas não devemos generalizar e achar que tratamos todos como se fossem uns incapacitados.
Obrigada na mesma pela tentativa de resposta, mas infelizmente não me convenceu.
Voltei a ouvir. Só posso dizer que não tivemos de certeza os mesmos professores de português. 😉
Já ando muito cansada dos conselhos de Pedro Passos Coelho. Mais respeitinho por quem aguenta tantos sacrifícios não lhe ficaria nada mal!
Exactamente.
Para não serem piegas tinham de deixar de ser católicos primeiro.
Os católicos festejam o Carnaval. Os protestantes é que não.
Vergonhoso! Uma total falta de respeito e de sensibilidade.
Desonestidade intelectual. O PM falava da pieguice que se tem em desculpar os alunos… “coitadinhos”… por terem de se esforçar!
Reparem como ele era magrinho. Até parecia piegas junto do duo ” heinsdufur “…
Acautela-te Coelho, que a vida é bela e há que vivê-la o melhor que se pode. ” Custe o que custar”…
“impor sacrifícios e medidas de austeridade”
Não há sacrificios nenhuns nem medidas de austeridade algumas.
O cartão de crédito do Governo em nosso nome continua a pedir dinheiro emprestado, infelizmente.