
Faz hoje nove meses. O ditador moscovita, Vladimir Putin, ordenou a brutal invasão da Ucrânia – reeditando a pior política de canhoneira imperial que caracterizou grande parte do século XIX e culminou na I Guerra Mundial.
Centenas de milhares de soldados russos foram mobilizados em 24 de Fevereiro de 2022 pela maior potência nuclear do globo contra o Estado vizinho, num ataque desproporcionado, não provocado e sem declaração de guerra. Objectivo: ocupar Kiev, desarmar o exército ucraniano, depor as instituições democráticas do país e deter ou assassinar Volodimir Zelenski.
Todos estes objectivos foram fracassados, tal como a ocupação de outras grandes cidades, como Carcóvia e Odessa. Putin falhou também na previsão de que a aliança euro-atlântica se fragmentaria. Pelo contrário: tornou-se ainda mais coesa, a NATO robusteceu-se com a admissão de dois novos Estados membros (Finlândia e Suécia) e Moscovo perdeu sucessivas votações na ONU, tanto no Conselho de Segurança (onde dispõe de direito de veto) como na Assembleia Geral.
Já em desespero, forçado a recuar perante a contra-ofensiva de Kiev iniciada a 29 de Agosto e que já levou à recuperação de mais de metade do território perdido nas primeiras semanas da invasão, o tirano do Kremlin organizou pseudo-plebiscitos para anexar quatro províncias ucranianas – uma vez mais, em grosseira violação de todas as normas do direito internacional, como a Carta das Nações Unidas e a Acta Final da Conferência de Helsínquia.
Confrontada com um poder bélico muito superior, que desalojou mais de 13 milhões de pessoas (quase um terço da população do país) e destruiu cerca de metade da sua rede de abastecimento energético e alimentar, a Ucrânia resiste. Unida em torno do seu líder, que recusou fugir da capital, recusando a oferta de refúgio que o Presidente norte-americano lhe propôs no final de Fevereiro.
Resiste com heróica tenacidade. Mesmo com o sacrifício de 50 mil vidas humanas, grande parte das suas infra-estruturas arrasadas e prejuízos económicos, sociais e ambientais incalculáveis.
A resistência está a ser bem-sucedida. O invasor vem recuando há dois meses, falhadas todas as tentativas de ocupação das principais cidades, fracassada a intenção de liquidar Kelenski e tomar de assalto as instituições políticas do país.
Onde os russos chegam, impera a tristeza, a desolação e o silêncio das ruínas. Quando os russos são expulsos, irrompe o júbilo e renasce a esperança.
Muitos de nós, nesta parcela do mundo livre, estamos solidários com a martirizada nação ucraniana. Conscientes, no entanto, de que o Dia D ainda vem longe: há que prosseguir a resistência ao invasor, que soltou ali três dos quatro cavalos do Apocalipse e até já ameaçou com um quarto – para arrasar em definitivo com a Ucrânia.
Putin e os seus lacaios – incluindo alguns portugueses, civis e militares – enganaram-se redondamente Mais depressa a demencial clique do Kremlin desaparecerá do que a Ucrânia será riscada do mapa.
O país de Zelenski vai emergir mais forte que nunca deste filme de terror iniciado há nove meses, quando as botas russas violentaram solo ucraniano com a intenção de tomar Kiev pela força em poucos dias.
Não passaram.
Não passarão.

Zelenski será lembrado pelos ucranianos e europeus que ainda não nasceram. Putin também, mas por motivos diametralmente opostos.
Poucas vezes é tão fácil escolher o lado que representa o bem e o que representa o mal.
Patrocinado pelos EUA, Zelenski ficará aí uns 30/35 anos no poder. Mais ou menos a meio do “mandato” que visa unicamente a reconstrução, união, libertação e etc. e tal do povo ucraniano, começará a ser visto como hostil para os interesses ocidentais.
Quem está há quase um quarto de século no poder é o velho abutre do Kremlin, cada vez mais entrincheirado no seu bunker.
Um herói do nosso tempo. Não vejo ninguém, no mundo contemporâneo, que mereça ser denominado assim.
Passarão? Um passaro grande
Um abutre, no caso do ditador russo.
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O novo Grande Khan Mongol(oide) está a rebentar com tudo o que pode até o Inverno se instalar e sabe que apenas vai penalizar civis ucranianos, principalmente os velhos e as crianças que são os que têm mais fragilidades. Dizem que já não sai do bunker. Pudera!
O velho abutre moscovita já mandou destruir cerca de metade da rede energética ucraniana, tentando condenar milhões de velhos e crianças ao frio.
Imita Estaline, que há 90 anos ordenou a morte de milhões de ucranianos à fome.
E o Catar é que mobiliza a canalha festiva?
È no Catar que se espezinha o direito à vida, à saúde, ao agasalho, ao sono?
O Catar é um paraíso…para o terrorismo islâmico. _state-sponsored_terrorism
https://en.wikipedia.org/wiki/Qatar_and
Li, e não é essa a conclusão.
Sugestão de leitura: ast-40246734
https://www.bbc.com/news/world-middle-e
A cultura da LGBT quer dar cabo do mundial do Catar. Manifestar apoio solidário a Ucrânia é que não. Será por Putin ser gay?
Putin é assassino de mulheres, velhas, crianças – e até bebés. Ainda ontem mandou bombardear uma maternidade. Matando um recém-nascido. ue-a-uma-maternidade-na-regiao-de-zapori jia-no-sul-da-ucrania
https://pt.euronews.com/2022/11/23/ataq
Imunda cascavel cobarde.
O que é a “cultura da LGBT”? Mas se tu gostas do Catar, podes emigrar para lá.
Entretanto, o parlamento europeu declarou a federação russa estado apoiante do terrorismo, com parte da esquerda portuguesa a abster-se, e outra parte a votar contra a proposta. São os merdas do costume que na sua doentia veneração pelo bolor soviético, se vergam e mostram o dito. Nas televisões e nos blogues vão desfilando os sabujos, generais fantoches ou traumatizados por tudo o que é ocidental, vão debitando asneiras sem conseguir disfarçar a sua frustração pela derrota consecutiva das ondas assassinas que ao serviço do carniceiro do Kremlin, vão tombando em solo ucraniano. Por aqui não passarão certamente, pois quando abandonam a posição de rastejantes, e procuram aparecer, apenas se revelam invisíveis e como tal, desprezíveis. A história se encarregará de os marcar como escória. Na Ucrânia, continua a se claro que os assassinos de mulheres e crianças não passarão. E se para isso esta guerra tiver que durar mais cinco anos, que assim seja. De 1938 a 1945 a Europa resistiu ao terror nazi, e se agora em pleno século XXI tiver que fazer o mesmo, assim será. E quem achar que não se aguenta, que arrei ou fuja. Dos fracos não reza a história. Slavia Ucrânia.
Sem surpresa, os deputados do PCP votaram ontem no Parlamento Europeu contra a resolução que condena a Rússia como Estado patrocinador do terrorismo.
Resolução aprovada por esmagadora maioria: 494 votos a favor, 58 contra e 44 abstenções
https://sol.sapo.pt/artigo/786294/pcp-v ota-contra-classificacao-da-r-ssia-como-e stado-patrocinador-do-terrorismo
Sempre, sempre ao lado de Putin.
58 contra e 44 abstenções? ?
Não haverá engano? Ou ainda haverá, mesmo assim, tantos putinistas ou contra a guerra duma forma geral?
Também falta referir no ‘Não passaram, Não passarão’ o que está a acontecer a nível da economia mundial, devido às sanções aplicadas à Rússia, principalmente a crise energética.
E por isso aparece destas constatações inocentes:
Numa família do ocidente uma criança perguntou ao pai porque estava tanto frio em casa. O pai respondeu: por causa dos russos. A criança, querendo saber mais, voltou a interpelar o pai sobre o porquê.
O pai respondeu: porque os russos invadiram a Ucrânia.
E daí?, perguntou a criança.
Tivemos de impor sanções aos russos para que eles tivessem juízo, respondeu o pai.
E a criança pergunta: Pai, nós somos russos?
Tudo a tremer de frio? A sério? onio-guterres-estamos-numa-autoestrada-p ara-o-inferno-climatico
E eu a pensar que vivíamos em pleno “aquecimento global”. Com o pastor Guterres, qual profeta milenarista, a aludir às penas do inferno.
https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/ant
O Delito de Opinião é constituído por escumalha negacionista?
Escumalha negacionista é a que nega o Holodomor, genocídio praticado por Estaline há 90 anos, quando condenou milhões de ucranianos a morrer de fome, e agora nega o Kholodomor, tentativa de genocídio praticada por Putin ao condenar milhões de ucranianos a morrer de frio
Típico de mente limitada
Correcção: de 1939 a 1945.
Hordas assassinas e não Ondas assassinas.
Hordas, sim. O termo certo.
o estalinismo tem profundas raízes
é pior que o rás putine
O estalinismo tem raízes profundas nas mais fétidas catacumbas humanas.
Fantástico texto Caro Pedro Correia.
A Ucrânia vencerá e o Zelenski será lembrado como o rosto de um povo que está disposto a morrer para poder viver. Um imenso respeito por este povo, pelos que continuam a lutar na frente de batalha, por todos os outros que ajudam como podem em condições desumanas e pelos tantos inocentes que morreram ou viram as suas vidas destruídas devido a esta brutal agressão.
O canalha do Putin, quero acreditar, que, mais tarde ou mais cedo, cairá, o mais certo às mãos dos sabujos que agora o veneram, e não será agradável de ver e ainda bem. é o que merece não só pela destruição de um país soberano mas também pela completa falta de empatia que tem pelo seu próprio povo.
Obrigado, Elsa. Tenho também a convicção profunda de que a Ucrânia vencerá. E sairá desta tragédia com imbatível força moral.
Precisamente ao contrário da Rússia.
Está excelente este texto, Pedro.
E a fotografia também é magnífica.
Tenho para mim que se Zelenski tivesse aceitado aquela boleia do Biden a Ucrânia não demoraria muito tempo a capitular. Às vezes um homem faz toda a diferença.
É verdade, Susana. Cada vez estou mais convicto disso.