O tempo que passa, não passa depressa, o que passa depressa é o tempo que passou.
Vergílio Ferreira
Perguntaram-me o que queria este Natal. E eu pedi tempo.
Não preciso de roupas ou adornos. Para que os quero, se nem tenho tempo para os usar ?
Não preciso de doces ou cálidos vinhos. Para que os quero se não tenho tempo de os saborear?
Para quê pedir saúde se nem tempo tenho para poder estar doente ?
Fiz uma pesquisa na internet, fonte de todas as soluções para quem como eu sofre de síndrome crónica de falta de tempo.
Li por lá que é apenas uma questão de saber geri-lo com comedimento e sensatez.
Abri uma conta-poupança de tempo, que gere e aplica não as horas mortas, que essas são um luxo que desconheço há muito tempo, mas contabiliza ao centésimo de segundo o tempo desocupado e, com sorte, daqui a 10 anos talvez consiga um dia inteirinho de qualidade só para mim.
Quando finalmente tiver a sorte de ter tempo, afinal acabou o meu tempo, quem sabe.
Não podendo dar tempo ao tempo nem mais tempo a mim própria , aproveitei uma consulta online para passar aqui, cinco anos depois de muitas alegrias, alguma decepção e bastante marasmo – mea culpa- para desejar a todos os amigos e a todos os que nunca desistiram de me ler, mesmo quando nada escrevia , um SANTO NATAL.
Bem hajam e que o tempo seja para vós uma enorme jubilação .


Um feliz e santo Natal. Que receba tempo no sapatinho 🙂
Obrigada , Maria.
Festas Felizes e u beijinho.
Votos de um Santo Natal
Obrigada Pedro. Festas Fantásticas para si e para os seus.
Abraço a Oriente.
Ter ou não ter tempo… Eis a questão!
Neste dilema, o que importa é geri-lo priorizando os afetos.
BJOS
Exactamente Odete. A questão é que há o querer e há o dever que tantas vezes se confrontam, e tantas mas tantas são as vezes que eu acabo por fazer o que devo e não o que quer, justamente porque já não sobra tempo. A consciência é uma coisa dos diabos. ☺☺☺
Beijinho e Festas Felizes