Não muda mesmo


Pedro Correia,

Vejo alguns minutos do debate do Estado da Nação. É quanto basta. José Sócrates, em vez de argumentos políticos, recorre ao insulto, como habitualmente, vergastando Paulo Portas e Francisco Louçã com as frases mais rasteiras: ‘aldrabice’, ‘desonestidade’, ‘mentira’.

Não há marketing que resista. Este homem não muda mesmo.

15 comentários em “Não muda mesmo”

  1. É uma análise irrealista abordar apenas o discurso de Sócrates. Os outros fazem melhor? Por que razão não fala de Paulo Rangel? Quase me comovo com tamanha vontade de dizer mal deste governo. Talvez chegue às lágrimas.

      1. Criticar o Governo é diferente de ser constantemente contra tudo aquiloe que é feito. Além do mais, temos de ser imparcias se queremos ter rigor nas análises, não se pode apenas criticar uma das partes. É uma das regras da democracia. Como diz, não estamos no Irão, mas por lá parece que também só se analisa uma das partes.

        1. Critiquei, como sempre o faço, o insulto no debate político. E dei o exemplo de três expressões que considero inaceitáveis numa discussão parlamentar. Poucas coisas afungentam tanto os cidadãos da política como isto. Lamento se o incomodei por ter criticado José Sócrates. Mas digo-lhe desde já que continuarei a proceder desta forma sempre que se justificar.

          1. A mim não me incomoda. Eu tenho a minha própria opinião. O que eu vejo é a desonestidade na análise do debate político. É um facto que o debate político em Portugal +e de baixo nível, mas não é exclusivo do governo. Por que razão não tem uma palavrinha para o PSD? Vá lá temos de ser abrangentes na análise.

          2. Pedro, concordo consigo e com os termos que escolheu, mas o deputado Paulo Rangel, ainda por cima na despedida do hemiciclo, meteu dó ao falar por cima de Jaime Gama, figura máxima do Parlamento e nº 2 nacional, faltando-lhe ao respeito e contrariando-o e sempre de dedo em riste e com o tom de voz a subir. Estiveram bm um para o outro.
            Abraço.

            PS: quanto ao Ministro, sem palavras. Não deveria demitir-se, mas sim ser demitido pelo PM. Pelo que temos visto como ministro, não é defeito, é feitio.

          3. Ao que julgo saber, foi mesmo o PM que lhe apontou a porta de saída. Sem contemplações. Único gesto que lhe competiria depois de ter acontecido o que aconteceu.

          4. Se assim foi, fez o primeiro ministro muito bem! É que não há palavras para falar daquele gesto. Fica-se com um nó na garganta.

          5. “mas o deputado Paulo Rangel, ainda por cima na despedida do hemiciclo, meteu dó ao falar por cima de Jaime Gama, figura máxima do Parlamento e nº 2 nacional”

            Bem afinal sempre apareceram… Já estávamos a estranhar…

          6. Os blogues xuxinhas é que estão muito em silêncio, até o blog do Filipe e do L. Bernardo.

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