Vejo alguns minutos do debate do Estado da Nação. É quanto basta. José Sócrates, em vez de argumentos políticos, recorre ao insulto, como habitualmente, vergastando Paulo Portas e Francisco Louçã com as frases mais rasteiras: ‘aldrabice’, ‘desonestidade’, ‘mentira’.
Não há marketing que resista. Este homem não muda mesmo.

Pedro a melhor frase de Sócrates é quando ele se vira para Louçã, com a mão no peito e diz:
“Eu sinto a pobreza”.
Um filme de série B, Daniela.
É uma análise irrealista abordar apenas o discurso de Sócrates. Os outros fazem melhor? Por que razão não fala de Paulo Rangel? Quase me comovo com tamanha vontade de dizer mal deste governo. Talvez chegue às lágrimas.
É pecado criticar o Governo? É pecado criticar o primeiro-ministro? Veja lá se já chegámos ao Irão…
Criticar o Governo é diferente de ser constantemente contra tudo aquiloe que é feito. Além do mais, temos de ser imparcias se queremos ter rigor nas análises, não se pode apenas criticar uma das partes. É uma das regras da democracia. Como diz, não estamos no Irão, mas por lá parece que também só se analisa uma das partes.
Critiquei, como sempre o faço, o insulto no debate político. E dei o exemplo de três expressões que considero inaceitáveis numa discussão parlamentar. Poucas coisas afungentam tanto os cidadãos da política como isto. Lamento se o incomodei por ter criticado José Sócrates. Mas digo-lhe desde já que continuarei a proceder desta forma sempre que se justificar.
A mim não me incomoda. Eu tenho a minha própria opinião. O que eu vejo é a desonestidade na análise do debate político. É um facto que o debate político em Portugal +e de baixo nível, mas não é exclusivo do governo. Por que razão não tem uma palavrinha para o PSD? Vá lá temos de ser abrangentes na análise.
Agora com licença, que vou ali ver o vídeo com os ‘corninhos’ do ministro Pinho.
Pedro, concordo consigo e com os termos que escolheu, mas o deputado Paulo Rangel, ainda por cima na despedida do hemiciclo, meteu dó ao falar por cima de Jaime Gama, figura máxima do Parlamento e nº 2 nacional, faltando-lhe ao respeito e contrariando-o e sempre de dedo em riste e com o tom de voz a subir. Estiveram bm um para o outro.
Abraço.
PS: quanto ao Ministro, sem palavras. Não deveria demitir-se, mas sim ser demitido pelo PM. Pelo que temos visto como ministro, não é defeito, é feitio.
Ao que julgo saber, foi mesmo o PM que lhe apontou a porta de saída. Sem contemplações. Único gesto que lhe competiria depois de ter acontecido o que aconteceu.
Se assim foi, fez o primeiro ministro muito bem! É que não há palavras para falar daquele gesto. Fica-se com um nó na garganta.
“mas o deputado Paulo Rangel, ainda por cima na despedida do hemiciclo, meteu dó ao falar por cima de Jaime Gama, figura máxima do Parlamento e nº 2 nacional”
Bem afinal sempre apareceram… Já estávamos a estranhar…
Os blogues xuxinhas é que estão muito em silêncio, até o blog do Filipe e do L. Bernardo.
Quem apareceu? Sinceramente não entendi… Será que trocou o post para comentar?…
“Este homem não muda mesmo”.
Uma vergonha para um país com mais de 8 séculos e que merece melhor.