Para transformar a UE no inimigo. Para justificar posições de força dos parceiros da geringonça. Para ajudar a explicar os maus resultados que chegarão dentro de uns meses.
(Exagero, claro. Desde 2005, o PS é campeão em arranjar desculpas. Também desta vez as arranjará.)
Desde logo estas últimas semanas de “vai haver-não vai haver”. Perfeita desculpa para justificar desconfiança de agentes económicos, contracção de investimento, adiamento de decisões. Tudo num período crítico, tudo para sabotar a acção governativa. Tudo, obviamente, com repercussões a meses (anos?) de distância. Bem aproveitadinhas, ainda vão render muito…
É de crer, aliás, que o plano de comunicação da verdade a que temos direito (essa, evidentemente) está pronto há muito. Em versões com e sem sanções ou multas. Esta gente não brinca em serviço.
Durante bastante tempo alguns tentaram retirar das costas o défice de 2015, considerando que a existir sanções não seriam relativas ao excesso do défice, mas um claro aviso às actuais políticas governativas do PS.
Hoje, esses mesmos afirmam que se tratou de encerrar a questão do défice de 2015. Não se percebe o que aconteceu ao argumento de as sanções serem para penalizar o actual governo.
O discurso político tem esta capacidade de se adaptar às circunstancias. Um bom político nunca recua nos argumentos perante um revés, adapta-se e segue em frente.
Permita: “Relativamente às sanções também sou da opinião que o PS anda a fabricar uma cortina de fumo. E anda na medida em que as sanções não serão aplicadas”. Veja aqui: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/rabulas-8501406#comentarios
Mais: “Fico com a sensação que a malta ainda não compreendeu que a historieta das sanções, que não serão aplicadas, só estão aí para camuflar o inépcia das instituições europeias e dos governos europeus e fazer pressão sobre o que não conseguiram obter de Portugal no Orçamento aprovado e dizer a Espanha para não fazer o mesmo”.
Setembro aproxima-se. E em Novembro, com os dados das diversas instituições no domínio público, constataremos os resultados desta política que tantos criticavam.
Caro Carlos, quando pagarmos – e muito – pela orgia (a funcionários públicos e reformados que o resto dos cidadãos servem é para a pagar: tanto assim que nem aparecem no discurso da nossa chefe de governo não oficial) presente, não sei se isso que agora nos aconselha o aliviará a si. Mesmo em doses cavalares.
A menos que V. faça parte da camada mais protegida da clientela política em causa, claro. É bem capaz…
Que desculpas?
Para transformar a UE no inimigo. Para justificar posições de força dos parceiros da geringonça. Para ajudar a explicar os maus resultados que chegarão dentro de uns meses.
(Exagero, claro. Desde 2005, o PS é campeão em arranjar desculpas. Também desta vez as arranjará.)
Tem toda a razão. Também tenho saudades de Passos Coelho porque esse não arranjava desculpas para nada.
Desde logo estas últimas semanas de “vai haver-não vai haver”. Perfeita desculpa para justificar desconfiança de agentes económicos, contracção de investimento, adiamento de decisões. Tudo num período crítico, tudo para sabotar a acção governativa. Tudo, obviamente, com repercussões a meses (anos?) de distância. Bem aproveitadinhas, ainda vão render muito…
É de crer, aliás, que o plano de comunicação da verdade a que temos direito (essa, evidentemente) está pronto há muito. Em versões com e sem sanções ou multas. Esta gente não brinca em serviço.
Costa
Durante bastante tempo alguns tentaram retirar das costas o défice de 2015, considerando que a existir sanções não seriam relativas ao excesso do défice, mas um claro aviso às actuais políticas governativas do PS.
Hoje, esses mesmos afirmam que se tratou de encerrar a questão do défice de 2015. Não se percebe o que aconteceu ao argumento de as sanções serem para penalizar o actual governo.
O discurso político tem esta capacidade de se adaptar às circunstancias. Um bom político nunca recua nos argumentos perante um revés, adapta-se e segue em frente.
Não há.
Permita: ulas-8501406#comentarios
“Relativamente às sanções também sou da opinião que o PS anda a fabricar uma cortina de fumo. E anda na medida em que as sanções não serão aplicadas”.
Veja aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/rab
Mais:
“Fico com a sensação que a malta ainda não compreendeu que a historieta das sanções, que não serão aplicadas, só estão aí para camuflar o inépcia das instituições europeias e dos governos europeus e fazer pressão sobre o que não conseguiram obter de Portugal no Orçamento aprovado e dizer a Espanha para não fazer o mesmo”.
Veja aqui: ue-pensam-os-alemaes-8597860#comentarios
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-q
Setembro aproxima-se. E em Novembro, com os dados das diversas instituições no domínio público, constataremos os resultados desta política que tantos criticavam.
Kompensan?… Pastilhas Rennie?… Olhe que essa azia toda lhe azeda o cérebro…
Caro Carlos, quando pagarmos – e muito – pela orgia (a funcionários públicos e reformados que o resto dos cidadãos servem é para a pagar: tanto assim que nem aparecem no discurso da nossa chefe de governo não oficial) presente, não sei se isso que agora nos aconselha o aliviará a si. Mesmo em doses cavalares.
A menos que V. faça parte da camada mais protegida da clientela política em causa, claro. É bem capaz…
Costa