Do, Re, Mi / The sound of music (1959) – Rodgers and Hammerstein
Não me batam. Eu sei que The Sound of Music é um dos filmes da infância ou da adolescência de quase todos nós e que, apesar das repetições ad nauseam de que somos vítimas todos os Natais, continuamos a comover-nos com a ingenuidade da história e a beleza das melodias. A canção Do-Re-Mi é um desses mágicos momentos do filme, em que a maçadora aprendizagem do solfejo se transforma numa brincadeira divertida e contagiante e a cumplicidade se estabelece definitivamente entre Maria e as crianças. Do-Re-Mi acabou por ganhar vida própria e tornar-se numa das primeiras melodias ensinadas nas escolas de música, pela facilidade de memorização das sete notas da escala básica.
Nem a canção nem o filme precisam de apresentações, pelo que não vou alongar-me. E talvez a canção não seja um vulgar caso de plágio, já que me parece mais uma propositada e provocatória piscadela de olho ao compositor alemão. Ou até mesmo uma pequena vingança, se tivermos em conta o teor da história. Mas uma coisa é certa: a vertiginosa sequência melódica de Wagner dá o mote à canção, sem que haja lugar a grandes dúvidas. E, que eu tenha apurado, não há registo de “inspirações” reconhecidas. Fica a curiosidade.
Tannhauser Overture – Richard Wagner
Obrigada à Gi pela preciosa dica de hoje.

Aber das ist wunderbar, Ana! (Está bem escrito, Leonor? Hmm.) Vou invejar essa tua capacidade enquanto viver, e mesmo depois não sei, não sei.
Serão entregues.
Bom Natal para ti também.
🙂
Mas tem cuidado… diz que a inveja post mortem dá muita azia.
A ante mortem (bestial, como fazes isso dos itálicos :o) também. Podíamos talvez chamar-lhe itálico inveja aziática fim de itálico, só para culpar a mundialização.
Culpar? Não sei o que é. Será culpabilizar?…
Ou perspectivar a culpa?
A inveja aziática é como a prima gripe: fica-se amarelo e não há necessidade…
(os itálicos – e os italianos – são uma fraqueza minha, que queres?)
E eis que o Mundo desaba sobre mim!
Sobre nós, que eu também senti qualquer coisita.
Tenho sido toda ouvidos para a tua série, mas pela primeira vez parece-me que é excessivo considerar que isto é plágio. Vou mais na psicadela de olho, como referes no post, na inspiraçãozita, que não tem mal nenhum.
Amigos, estou inconsolável por ter-vos tirado as últimas ilusões… é quase como ter sido eu a dizer-vos que o Pai Natal não existe! Não acreditem no que eu digo, ok? Sou uma mentirosa compulsiva e só quero exibir-me, pronto.
🙁
Fa – a long long way to run
Sol- a needle pulling thread
La – a note to follow so
Qualquer coincidência é mera semelhança! 😉
Pois…
Claríssimo como água.
Pois…
Acht Minuten, Ana?!
Acht Minutem?!
Just einen Blick, nichts anderes, Ana! 😀
(tenho este Wagner num disco da minha grafonola, com coro… é de arrepiar)
(e sim, adoro quase todoas as músicas deste fabuloso filme)
🙂
Pronto, pronto… vai dormir, que já nem estás capaz de juntar as letras…
(glup! eu também vou, just in case)
Tenho alguma dificuldade em ver aqui um plágio. Terá sido coincidência, daquelas que há?
E as óperas de Wagner NÃO são intermináveis, Ana. 🙂
Quem sabe, Paulo? Mas é uma grande (e longa) coincidência, convenhamos. Enfim, se for comparada com as cerca de 16 horas da tetralogia de Wagner, por exemplo, a duração da coincidência é de um nano-segundo cósmico…
(Estou a meter-me contigo, claro. Não resisti.)
😉
Que exagero, Ana! O “Anel” costuma ficar-se apenas pelas quinze horas e mais uns trocos, o que, como vês, é coisa pouca. E o Senhor Dammann – que os deuses não no-lo devolvam -, quando era intendente da Ópera de Colónia, até conseguiu um feito notável: apresentou-o numa maratona de dois dias. Consta que foi a sorte grande que saiu aos massagistas da Renânia do Norte-Vestefália.
Ainda há quem veste Fália? Hoje vê-se mais quem veste Armani…
Penso que só mesmo lá na Fália. Na Itália, para não irmos mais longe, caiu completamente em desuso.
Bem me parecia que a Itália vai mais à frente…
Não admira que tenha morrido, coitado. Ganharam os massagistas e a Servilusa lá do sítio…
🙂