Não era a Madeira independente


jmmcc,

Alberto João Jardim ameaça desencadear processo de revisão constitucional. E o tom é mesmo ameaçador: «Se aqueles senhores no Continente resolverem adiar e não fazer a Revisão Constitucional, os deputados do PSD da Madeira vão convocá-la na mesma em sede da Assembleia da República, mesmo que ela seja chumbada, para depois, a seguir, podermos recorrer às instâncias internacionais.»

Estas ameaças em que ele é useiro e vezeiro levam-me sempre a pensar que já era altura de Portugal ser independente da Madeira…

25 comentários em “Não era a Madeira independente”

  1. Eu gostaria era de saber a que “instâncias internacionais” é que Alberto João gostaria de recorrer, e com que argumentos e objetivos.

    De qualquer forma, o João Carvalho não se apoquente, estes disparates que Alberto João agora debita não têm qualquer sentido e devem ser encarados apenas no âmbito da campanha eleitoral em curso na Região Autónoma.

    1. Em cheio caro Luís. Também muito gostaria eu de saber. Nem sei para que se esforça o homem com tanta baboseira numa reeleição que está ganha à partida.

      Eu cá se fosse Madeirense amava o Alberto João, como não sou queria mais era que ele azoigasse Decifrem lá essa directa da Madeira 😉 E quando assim é, estou com o João: Viva a República da Madeira!

  2. Não se confundam as coisas.

    Já seria altura de Portugal ser independente de Albertos Joões. Mas, aí, estaríamos a falar de um Portugal muito diferente…

      1. Quando começar o processo de extinção de municípios e freguesias, terá oportunidade de os observar. São mais que as mães…

  3. Já é altura é de Portugal ser independente daquele ditadorzinho de opereta! Bem sei que a Madeira o quer no poleiro, como continua a demonstrar nas eleições, mas o Cont’nente não tem de pagar eternamente as favas dessa excentricidade.

  4. Durante a campanha eleitoral vale tudo, especialmente quando se é pouco menos que inimputável.

    Uma história que me contaram: no ano passado, o anterior governo aprovou legislação para cortar o Rendimento Social de Inserção a quem tivesse mais de cem mil euros em depósitos bancários. Na Madeira, depois de, ainda antes do Verão, terem avisado do corte as pessoas em causa, suspenderam a aplicação da medida – em princípio só até às eleições mas desse pormenor não informaram os beneficiários.

      1. “A Madeira entende que não é abrangida por uma quantidade de limites a mordomias aplicadas no País”.

        Pelos vistos, isso é coisa que não se passa nos Açores…
        Boa!

  5. E, no entanto, neste caso em concreto faça-se um pouco de justiça ao Alberto João.

    É-me também bem difícil aceitar que o PSD anuncie que já não vai haver revisão constitucional nesta legislatura. Haverá, certamente, outras prioridades; mas, a nível simbólico, seria uma medida de extrema importância.

    Assim, continuaremos a ser um país oficialmente socialista, tendencionalmente comunista. Ou seja: uma anedota.

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