Se algo sobra na pátria é uma legião de senadores. Às vezes questiono-me se não podíamos exportá-los. Talvez assim conseguíssemos melhorar ainda mais o saldo da nossa balança comercial, que deve registar o primeiro balanço positivo desde 1943.
Não é possível exportá-los?
Pedro Correia,

E o Pedro, não quererá emigrar? Depois poderia enviar umas remessas para cá, melhorando o saldo da nossa balança de transações correntes e de caminho poupando alguns cobres ao Orçamento Geral do Estado.
Você é o mesmo Luís Lavoura que fez a apologia do homicídio na caixa de comentários do Delito de Opinião, no dia 14 de Fevereiro de 2011?
«A rapariga tinha umas pernas giras, mas acho que fizeram bem em matá-la, porque quem colabora naquilo com que ela colaborou não merece outra coisa.» Este é um comentário com o seu nome, num ‘post’ da Ana Margarida Craveiro sobre Sita Valles, a militante comunista luso-angolana barbaramente assassinada em Luanda em 1977.
Não me lembro de ler nada tão execrável na caixa de comentários do Delito – ou em qualquer outra. ml#comentarios
Quem duvide, pode confirmar aqui:
delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2704945.ht
Calma, não é preciso ficar tão excitado e desatar a fazer ataques ad hominem. Eu apenas sugeri que o Pedro seguisse his master’s voice e saísse da sua zona de conforto, contribuindo para a prosperidade do país. Se o Pedro não quiser seguir a minha sugestão, no problem. Não vale a pena começar a disparar, enervado, por tão pouco, sobre mim.
Não tenha ilusões: não me enervo com facilidade nem você alguma vez me fará enervar. Dei-lhe, isso sim, uma oportunidade para você pedir desculpa aos familiares de Sita Valles e a todos os leitores pela barbaridade que aqui escreveu há 17 meses. Lamento que tenha desperdiçado essa oportunidade, o que aliás não me surpreende. Espero que nunca ninguém escreva sobre a sua mulher, uma sua irmã ou uma filha sua aquilo que você escreveu sobre a jovem luso-angolana barbaramente assassinada em 1977.
Aos familiares de Sita Valles (que não tenho conhecimento que leiam este blogue) só teria a dizer que lamento que a menina tenha aderido a essa ideologia de bárbaros assassinos que é (ou era) o comunismo. E quem com ferro mata, com ferro morre, e nada há que lamentar por isso, bem pelo contrário.
O que acaba de escrever desqualifica-o por completo. É certo que você é uma espécie de inimputável da blogosfera. Mas mesmo assim aconselho-o a que não abuse.
Exportar senadores? Boa ideia.
É uma espécie que não pára de crescer, compadre. Em razão inversa da nossa taxa demográfica. Todos os dias surgem novos “senadores” neste país. Têm em comum o facto de possuirem soluções para todos os problemas nacionais. E de nunca as terem posto em prática, mesmo quando houve ocasião para o efeito.
Eu diria que quem não para de crescer são os assessores, não os senadores.
Os cretinos então multiplicam-se a uma velocidade estonteante.
Boa!
Exportamos os jovens a mando do Sr Coelho.
Exportamos os senadores a pedido do Sr Correia.
E com o que cá fica, dado que não sou nem jovem nem senador, garanto que serei dos primeiros a fugir. LOLLLLLLLLL
Com essa chalaça, e chamando-se você Veloso, fez-me lembrar uma oitava do Canto V d’ Os Lusíadas:
«Disse então a Veloso um companheiro
(Começando-se todos a sorrir)
-“Ó lá, Veloso amigo, aquele outeiro
É melhor de descer que de subir.”
– “Sim, é, (responde o ousado aventureiro)
Mas quando eu para cá vi tantos vir
Daqueles cães, depressa um pouco vim,
Por me lembrar que estáveis cá sem mim.»
Falta de imaginação a sua, mas desde já lhe digo que outra coisa não esperava de quem menospreza os senadores de um povo.
Que falta de apreço pelos clássicos…
Já exportamos tanta coisa, olhe que talvez não fosse má ideia…
Para quem exportasse não seria, de todo. Já para quem importasse era capaz de ser um péssimo negócio.
Pois. Sem dúvida que a cotação de uma das nossas mais valiosas commodities – os nossos emigrantes – diminuiria a pique…
Pode crer que sim.
Digo mais: exportá-los de borla. Primeiro por que ninguém dava nada por eles; depois porque só o que deixavam de “mamar” já dava um grande lucro ao País…
Mas como conseguiríamos nós sobreviver sem as magníficas receitas salvadoras que estão sempre prontos a debitar?