Não é o leitor, sou eu


cosenosapo,

O momento em que chego ao Delito – vivemos tempos conturbados mas desses não falarei, já basta a realidade. O virtual serve-me de descanso e recreio – é aquele em que me encontro a tomar conta de um bebé (não meu, filho de amigos) no meu dia a dia, vivo a temporada de prémios de cinema, e a que espero seja a recuperação pós crise da equipa de futebol do meu clube. Vivo mais coisas, mas ficam estas para o primeiro retrato. 

Pelo virtual alterno entre saltinhos e desabafos. Tanto me dá para dissertar um ódio de morte a quem se (e me) atropela nos transportes para apanhar um lugar sentado, como quanto me é indiferente estar numa praia cheia de gente. Tanto me dá para estar serena e ver passar as modas, como implicar com uma tendência. Tal como gosto de tendências e me aborrece estar quieta. É isto, o meu “não és tu, sou eu” aplicado ao blog.  

Quando escrevo tento ser coerente. Ou não, sou-o sem querer e se não o sou talvez (só talvez) repense o caso. Dizem que os peixes estão representados em direcções opostas, circulando sem nunca se encontrarem. Eu sou peixes, e nem ligo a estas coisas (cá está, um para cada lado).

Eu sou de gostos e paixões, sou de birras e implicações. É muito provável que os venha desabafar no Delito e achei por bem fazer o disclaimer.   

 

Obrigada ao Pedro Correia pelo convite, espero estar à altura. 

 

PS – vi que escolhi estrear-me numa altura triste para o DO. Lamento o sucedido e o momento doloroso para todos.

20 comentários em “Não é o leitor, sou eu”

  1. Bem chegada sejas, Marta (o tutear aqui é regra).
    Não sei, porque também não percebo nada disso (falámos disso no último almoço, eu e os que me antecederam nos comentários), se os peixes e sagitários se dão bem. Mas cá estaremos para confirmar a regra, seja ou não pela excepção.

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