Há , pelo menos, dois dias que não comento, mas tenho-vos lido….Hoje, embora a más horas, não posso deixar de dizer qualquer coisa – bastou-me, João – uma única viagem,(acho que já lhe falei sobre isso), um tanto ao quanto acidentada, para ficar cativa da paisagem da linha do Tua…Não me me conformo….
Descobri um queijo da Graciosa que acho de “rechupete” !! Mas eu,espanhol arraçado,confesso um fraco pelas ilhas da bruma…onde há que anos e quando nem havia iluminação doméstica e pública na aldeia das Sete-Cidades,lá passei 2 ou 3 dias e olhando as Lagoas ao luar alguém me alcunhou de “coisinha r’quinha”(ler em micaelense por favor). O primeiro que se rir estrafego-o…
“Coisinha r’quinha?” Não admira que tenha ficado freguês das ilhas, Fernando… 🙂
Pois estrafegue-se todo, que os queijos Terra Nostra já estão todos nas mãos dos espanhois…
Nao culpem os “governantes”, culpem os portugueses porque sempre sabem tudo e no final elegem os políticos de sempre, os profissionais, que nao sabem mais do que levar para casa o que é dos portugueses. Que nao sejam mais condescendentes com eles, portanto fora que ontem já era tarde. F.B.
Ainda sobre o que pretendem fazer no Tua, nao será que aparecem mais figuras e acbam por parar com as obras? Deviam era conservar e por ao serviço dos turistas todas esses ramais ferroviarios regionais em lugar de distribuir milhoes a titulo de Turismo de habitaçao que nao é mais do que aumentar o patrimonio de quem já tem. Verifiquem se todos os que receberam subsidios, a fundo perdido, estao realmente à disposiçao dos turistas. Alguns passam a resiodencias secundarias. F.B.
Bem, eu a linha do Tua não conheço, por isso não me pronuncio. Mas a avaliar pela acuidade da análise da “Linha Férrea de Miranda do Corvo-Coimbra”…. Primeiro não se chama assim: a linha vai de Serpins a Coimbra, e é conhecida por ramal da Lousã. Depois, a linha foi encerrada porque está em obras, para instalação do metro de superfície desde Serpins a Coimbra, com construção ainda de um ramal urbano dentro de Coimbra, inclusive com ligação aos hospitais, portanto…. Mas não quero de modo nenhum tirar a carga dramática e romântica aos “103 anos”… era fantástica e muito cómoda a chocolateira e os “turistas” que todos os dias faziam a viagem podiam ir apreciando devagarinho a paisagem, sentados ou a pé… 😉
Também não falo do que não sei. Mas sei que o Tua não é um caso isolado em matéria de enormidades relativas a muitas decisões sobre comboios, ramais e apeadeiros destruídos. Por sinal, muitos deles apenas deixados ao abandono mais estúpido década após década.
A destruição das linhas de caminho de ferro em favor de linhas de TGV é algo que vejo como crime contra o progresso. Ainda há ums duas semanas vi um episódio do Top Gear em que faziam uma corrida entre um carro, uma mota e um comboio dos anos (creio que) 50 para ver qual era mais rápido. O carro era-o mas por pouco. O comboio, por outro lado, era mais confortável, mais bonito e mais romântico (além de mais eficiente, considerando a quantidade de gente que transporta). Isso fez-me lembrar do que se vai fazendo em Portugal e quase me dá vontade de gritar.
Uma nota sobre a barragem: um caudal nada tem a ver com o potencial hidroeléctrico da barragem. É a altura da coluna de água que conta. O caudal pode é influenciar quanto tempo demoraria a encher a barragem.
Mais uma memória que lá vai, mais uma linha histórica (e não só), destruída em nome de um progresso balofo, mais que duvidoso, para beneficiar os mesmos interesses de sempre. É com estas ‘linhas’ que eles se cosem e, de preferência, sempre a dois carrinhos. Por falar em linhas e carrinhos: não é o rei da sucata que está a manobrar a maquineta e a levantar os carris?
Aqui está algo que me deixa totalmente revoltado. Se isto é “progresso”, prefiro o retrocesso.
Há , pelo menos, dois dias que não comento, mas tenho-vos lido….Hoje, embora a más horas, não posso deixar de dizer qualquer coisa – bastou-me, João – uma única viagem,(acho que já lhe falei sobre isso), um tanto ao quanto acidentada, para ficar cativa da paisagem da linha do Tua…Não me me conformo….
Lembro-me de ter feito uma viagem que nada teve de agradável para si. Por isso, é totalmente insuspeita.
(Já andava a estranhar a sua ausência…)
Já somos alguns. Mal sucedidos, é certo, mas alguns.
Detesto este “progresso” que é feito sobre os escombros de memórias que deviam ser preservadas.
Completamente de acordo, como é óbvio.
Achas que devemos incluir esta matéria na manif?…
Claro! Tua acima, TGV abaixo!
Grande slogan 🙂
Já somos dois. Pena é que o comentário da Ana Vidal não se possa tornar realidade.
🙂 Vícios de publicitária…
:))
Se assim for – desloco-me ao continente e aproveito para levar à Ana Vidal – o verdelho e o queijo do Pico – já há muito prometido ….
Oh, que maravilha! Maria, assim vou começar a promover manifestações mensais…
🙂
Descobri um queijo da Graciosa que acho de “rechupete” !! Mas eu,espanhol arraçado,confesso um fraco pelas ilhas da bruma…onde há que anos e quando nem havia iluminação doméstica e pública na aldeia das Sete-Cidades,lá passei 2 ou 3 dias e olhando as Lagoas ao luar alguém me alcunhou de “coisinha r’quinha”(ler em micaelense por favor). O primeiro que se rir estrafego-o…
“Coisinha r’quinha?”
Não admira que tenha ficado freguês das ilhas, Fernando…
🙂
Pois estrafegue-se todo, que os queijos Terra Nostra já estão todos nas mãos dos espanhois…
Nao culpem os “governantes”, culpem os portugueses porque sempre sabem tudo e no final elegem os políticos de sempre, os profissionais, que nao sabem mais do que levar para casa o que é dos portugueses.
Que nao sejam mais condescendentes com eles, portanto fora que ontem já era tarde.
F.B.
Bem visto. Todos à manif?
Ainda sobre o que pretendem fazer no Tua, nao será que aparecem mais figuras e acbam por parar com as obras?
Deviam era conservar e por ao serviço dos turistas todas esses ramais ferroviarios regionais em lugar de distribuir milhoes a titulo de Turismo de habitaçao que nao é mais do que aumentar o patrimonio de quem já tem.
Verifiquem se todos os que receberam subsidios, a fundo perdido, estao realmente à disposiçao dos turistas. Alguns passam a resiodencias secundarias.
F.B.
E há o problema dos carris. Se o Godinho não pode ir levantá-los, quem é que vai buscá-los?
Bem, eu a linha do Tua não conheço, por isso não me pronuncio. Mas a avaliar pela acuidade da análise da “Linha Férrea de Miranda do Corvo-Coimbra”…. Primeiro não se chama assim: a linha vai de Serpins a Coimbra, e é conhecida por ramal da Lousã. Depois, a linha foi encerrada porque está em obras, para instalação do metro de superfície desde Serpins a Coimbra, com construção ainda de um ramal urbano dentro de Coimbra, inclusive com ligação aos hospitais, portanto…. Mas não quero de modo nenhum tirar a carga dramática e romântica aos “103 anos”… era fantástica e muito cómoda a chocolateira e os “turistas” que todos os dias faziam a viagem podiam ir apreciando devagarinho a paisagem, sentados ou a pé… 😉
Também não falo do que não sei. Mas sei que o Tua não é um caso isolado em matéria de enormidades relativas a muitas decisões sobre comboios, ramais e apeadeiros destruídos. Por sinal, muitos deles apenas deixados ao abandono mais estúpido década após década.
A destruição das linhas de caminho de ferro em favor de linhas de TGV é algo que vejo como crime contra o progresso. Ainda há ums duas semanas vi um episódio do Top Gear em que faziam uma corrida entre um carro, uma mota e um comboio dos anos (creio que) 50 para ver qual era mais rápido. O carro era-o mas por pouco. O comboio, por outro lado, era mais confortável, mais bonito e mais romântico (além de mais eficiente, considerando a quantidade de gente que transporta). Isso fez-me lembrar do que se vai fazendo em Portugal e quase me dá vontade de gritar.
Uma nota sobre a barragem: um caudal nada tem a ver com o potencial hidroeléctrico da barragem. É a altura da coluna de água que conta. O caudal pode é influenciar quanto tempo demoraria a encher a barragem.
Muito bem, João. Belo contributo.
Mais uma memória que lá vai, mais uma linha histórica (e não só), destruída em nome de um progresso balofo, mais que duvidoso, para beneficiar os mesmos interesses de sempre. É com estas ‘linhas’ que eles se cosem e, de preferência, sempre a dois carrinhos.
Por falar em linhas e carrinhos: não é o rei da sucata que está a manobrar a maquineta e a levantar os carris?
Deve ser. Por telemóvel. Hehe…
“isto” é que merecia 1 manifestação!ou 1 duzia delas!Até eu, k tenho horror (ou fobia?) de multidões lá ía!
Eu iria, sem dúvida alguma.
Contava comigo, seguramente.