Não é invasão de privacidade, é mesmo burrice


eventhorizon,

Uma situação hipotética: fulano liga para o emprego a informar o seu chefe de que não vai poder ir trabalhar nos próximos dois dias, e apresenta uma justificação à partida válida ("emergência familiar", por exemplo). Essa justificação é, porém, falsa, e fulano tirou o dia para ir até outra cidade a uma festa. Chegado a casa, publica fotografias dessa festa no seu perfil do Facebook. Esqueceu-se fulano de que o seu chefe – ou algum colega mais mal intencionado – está na sua lista de "amigos". E, por isso, acaba por cair nas mãos do chefe, directa ou indirectamente, provas de que fulano mentiu para justificar a sua ausência no trabalho. E assim, fulano lixou-se.

 

Acontece que esta não é uma situação hipotética: tem acontecido inúmeras vezes, das mais variadas formas. Um exemplo? Este, que é história antiga, mas bastante divertida.

 

Outro exemplo poderia ser o recente escândalo da TAP. É irrelevante se foram os próprios superiores quem acedeu directamente à troca de comentários, ou se alguém serviu de "bufo". Não houve qualquer invasão de privacidade – isso só aconteceria se essas informações fossem obtidas através da violação de uma conta do Facebook. O que, pelos vistos não foi o caso. Esta história, como muitas outras, é apenas e só uma história de elementar burrice. Não se trata de a empresa – no caso, a TAP – ter ou não legitimidade para ir ao Facebook de um trabalhador saber o que os funcionários escrevem fora do local de trabalho, ou mesmo de imposição de limites à liberdade de expressão. Trata-se apenas de alguns funcionários terem tornado pública uma conversa que provavelmente queriam manter privada. Nas redes sociais, convém ter atenção às definições de privacidade. E muito cuidado com as informações que se divulgam, já agora.

7 comentários em “Não é invasão de privacidade, é mesmo burrice”

    1. Costuma ser. E não só em termos profissionais. Seria interessante falarmos de casos de separação amorosa – sobretudo divórcios – por causa das redes sociais. A ver se investigo.

      1. Já os telefones “alta voz” foram responsáveis por alguns divórcios. Veremos agora as redes sociais, com uma promiscuidade quase incontrolável de informações pessoais…

  1. A partir do momento em que o twitter serve para ilibar pessoas da prisão (foi o que aconteceu há pouco tempo quando o suspeito de um crime provou ser inocente pois estava naquele momento a teclar 120 caracteres para essa rede social), todas as redes sociais servem como uso seja do que for, seja para o que for, onde for…e sim, muito cuidado com as redes sociais.

  2. Afastamo-nos quando atendemos o telemóvel para que os outros não ouçam a nossa conversa, mas colocamos on-line todo o tipo de informação… Há coisas fantásticas, não há?!

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