Uma situação hipotética: fulano liga para o emprego a informar o seu chefe de que não vai poder ir trabalhar nos próximos dois dias, e apresenta uma justificação à partida válida ("emergência familiar", por exemplo). Essa justificação é, porém, falsa, e fulano tirou o dia para ir até outra cidade a uma festa. Chegado a casa, publica fotografias dessa festa no seu perfil do Facebook. Esqueceu-se fulano de que o seu chefe – ou algum colega mais mal intencionado – está na sua lista de "amigos". E, por isso, acaba por cair nas mãos do chefe, directa ou indirectamente, provas de que fulano mentiu para justificar a sua ausência no trabalho. E assim, fulano lixou-se.
Acontece que esta não é uma situação hipotética: tem acontecido inúmeras vezes, das mais variadas formas. Um exemplo? Este, que é história antiga, mas bastante divertida.
Outro exemplo poderia ser o recente escândalo da TAP. É irrelevante se foram os próprios superiores quem acedeu directamente à troca de comentários, ou se alguém serviu de "bufo". Não houve qualquer invasão de privacidade – isso só aconteceria se essas informações fossem obtidas através da violação de uma conta do Facebook. O que, pelos vistos não foi o caso. Esta história, como muitas outras, é apenas e só uma história de elementar burrice. Não se trata de a empresa – no caso, a TAP – ter ou não legitimidade para ir ao Facebook de um trabalhador saber o que os funcionários escrevem fora do local de trabalho, ou mesmo de imposição de limites à liberdade de expressão. Trata-se apenas de alguns funcionários terem tornado pública uma conversa que provavelmente queriam manter privada. Nas redes sociais, convém ter atenção às definições de privacidade. E muito cuidado com as informações que se divulgam, já agora.

Claro que não é invasão de privacidade… nada mais público do que o facebook!
Um bom conselho para os entusiastas das redes virtuais, o boomerang pode ser bem real.
Costuma ser. E não só em termos profissionais. Seria interessante falarmos de casos de separação amorosa – sobretudo divórcios – por causa das redes sociais. A ver se investigo.
Já os telefones “alta voz” foram responsáveis por alguns divórcios. Veremos agora as redes sociais, com uma promiscuidade quase incontrolável de informações pessoais…
São um sarilho, Ana. Para além de darem toda uma nova dimensão à expressão “voyeurismo”.
A partir do momento em que o twitter serve para ilibar pessoas da prisão (foi o que aconteceu há pouco tempo quando o suspeito de um crime provou ser inocente pois estava naquele momento a teclar 120 caracteres para essa rede social), todas as redes sociais servem como uso seja do que for, seja para o que for, onde for…e sim, muito cuidado com as redes sociais.
Afastamo-nos quando atendemos o telemóvel para que os outros não ouçam a nossa conversa, mas colocamos on-line todo o tipo de informação… Há coisas fantásticas, não há?!