Não é bem assim, menina nandinha


Rui Rocha,

CANCIO.jpgPor exemplos, os que já há uns tempos tinham perdido a confiança no sistema bancário não vão precisar de levantar nada.

0 comentários em “Não é bem assim, menina nandinha”

  1. Se a situação fosse de corrida aos bancos, então era porque ou os bancos estavam falidos, ou o Euro tinha caído.
    Se o Euro caísse, seria indiferente tê-lo em notas ou em contas de banco.
    Não vejo a relação dos bancos portugueses com a Grécia, ainda que o BCP tivesse registado perdas numa antiga operação grega, que já vendeu em 2013.
    As bolsas e o mercado de câmbio e dívida, é que deverão oscilar bastante amanhã e nos dias seguintes…

    Entretanto no relvado, e não nos bancos, uns jogadores vão-se “escudar” e outros “dracmatizar”.

    1. Disse tudo nas 3 primeiras linhas.

      Mas não é fácil lidar com tanta ignorância por aí.
      E ainda por cima arrogante, como quase sempre o é a ignorância sem contraditório na cara (vulgo o receio de levar 2 chapadas) .

      1. Meu caro, e continuando a conversa anterior, de facto a Grécia é demasiado pequena na economia internacional para se sentir logo o efeito de qualquer alteração.
        Mesmo as flutuações de bolsa serão inicialmente pequenas (penso que serão maiores, se do referendo sair um “não”).
        O efeito que pode surgir pior, é o de contágio, por via de especuladores internacionais, que têm dinheiro virtual inexistente. São esses que precisam de movimentar grandes quantidades de massa, porque estão como um malabarista com sete maçãs, mas apenas com duas mãos.
        É o movimento constante que permite manter a encenação. E pode parecer pouco dar com uma maçã podre, mas para o equilíbrio é complicado gerir o efeito de uma maçã descompensada, porque o treino foi com sãs.

        Ou seja, podemos ter investidores a procurar de novo porto seguro, e seguindo a notícia que referiu, do apoio chinês à Grécia, vemos que este tipo de ocorrências atinge proporções globais… e basta a Alemanha passar a ter algumas dificuldades de exportação para a China, para as coisas se complicarem muito, mesmo para o Euro.

        Em última análise, serão os EUA, por via da City de Londres e de Wall Street, a decidirem conforme encaixam o novo desenho económico, sendo claro que a Libra e o Dólar não devem quaisquer favores ao Euro (pelo contrário, ele tem sido sustentado pela China).

        Por enquanto, mesmo com referendos no monte Olimpo, está tudo calmo, mas há nuvens de tempestade no horizonte.
        Não nos esqueçamos que os carros germânicos também podem ter que chamar os seus bólides para revisão dos airbags e travões, se a tempestade for desse calibre, e o estranho fenómeno deixar de afectar exclusivamente os carros japoneses.

        1. Caro da Maia

          Subscrevo tudo o que diz, ou quase, é o seu bom senso e independência de pensamento a funcionar com a qualidade habitual.

          No entanto o “quase” tem a ver com a China.
          Ainda que o artigo oportunísticamente fale no apoio da China a uma solução na Grécia, o texto do artigo acaba por remeter para algo que para mim tem um significado bem mais importante: há mil milhões todos os dias do ano e de todos os anos a circular entre a UE e a China.
          E isto só vai aumentar, como se imagina e com o beneplácito de EUA e GB.

          Acho assim que a China pode dizer umas coisas que lhe ficam bem mas a única coisa que lhe interessa é a estabilidade no seio da UE e da zona Euro e, no caso particular da Grécia, a privatização do porto do Pireu.

          Abraço

          PS 1- Os carros alemães fazem dessas coisas mas fazem-nas com discrição: o meu foi chamado já com 7 anos e mais de 130 mil kms, portanto onde já ía a garantia, para substituír umas peças no motor sem qualquer encargo para mim.

          PS 2- Os títulos dos artigos poucas vezes têm a ver com o conteúdo por razões simples: se pusermos “Grécia crise”, por exemplo, na pesquisa do Google abrem-nos logo os artigos com referência directa ali e os jornalistas sabem disso.

          1. Então, meu caro, não haverá nenhum desacordo, porque concordo com a sua observação. A única diferença será mais no relevo dado a uma ou a outra coisa.

            Já agora, mudando completamente de assunto, não sei se tem reparado no pôr-do-sol, mas o dia 30 de Junho (… o fim do prazo grego) tem um significado no Olimpo, porque Júpiter irá beijar Vénus:

            http://www.usatoday.com/story/tech/sciencefair/2015/06/26/jupiter-venus-conjunction-astronomy/29351601/

            Abraços.

          2. No pôr do sol não tenho reparado porque estou nas “terras altas” e as árvores das moradias em volta mais o quartel de bombeiros ali a 150 mts tapam-me esse momento único do dia.
            Já em Lisboa não o perco pois vivo num último andar de um prédio numa das 7 colinas e nada o tapa,o pôr-do-sol é o único acontecimento natural realmente importante num dia.

            Curiosa esta conjunção tão rara logo quando pode ajudar a teorias da conspiração variadas, mas não pude deixar de notar que isto só pode ser visto, como sempre, no caso de “weather permitting”.

            Ora mesmo que o “weather” o permita não sei se tanto “fumo” ajudará.

  2. A donzela anda com o neurónio fundido de tanto cantar:

    “Eu não sei que tenho em Évora,
    que de Évora me estou lembrando…

    Estes revivalismos musicais levaram a casta diva a fazer o número de “buena dicha”.
    Nada que admirar – é só ciganagem…

  3. Segundo o “Expreso”:
    “O ministro das Finanças helénico, o académico Yanis Varoufakis, adiantou que “conceptualmente” é contra a instauração de mecanismos de controlo de capitais no quadro de uma zona monetária única, O ministro das Finanças helénico, o académico Yanis Varoufakis, adiantou que “conceptualmente” é contra a instauração de mecanismos de controlo de capitais no quadro de uma zona monetária única, mas as circunstâncias podem exigir esse tipo de medidas drásticas”.

    E eu sou “conceptualmente” contra o facto de parar o carro na beira da estrada para ír fazer as minhas necessidades quando estou muito aflito mas as circunstâncias podem exigir esse tipo de medidas drásticas.

    Não há grande pachorra para tanta petulância perante factos tão comezinhos.
    Mete a malta que acreditou nele e não tirou mais dinheiro do banco numa alhada e a única coisa que tem a dizer é que é “conceptualmente” contra o que decretou…

  4. Somos todos ignorantes mas o maior perigo vem, realmente, dos ignorantes fundamentalistas e dos ingénuos, porque mesmo que os gregos tivessem levantado todo o seu dinheiro dos Bancos, não me esqueço que as notas andam a ser substituídas, ou seja, neste momento, apenas as notas de 5 e de 10 são novas, ora, pôr “no colchão” papel pintado que brevemente ficará desactualizado também não valerá de muito, nem lá e muito menos por cá… isto de corridas a Bancos para ir levantar o dinheiro é mesmo uma tolice, são estas pequenas coisas que vão comprovando a descoberta científica de que os cérebros humanos estão mesmo a diminuir lol.
    Curiosamente, e tentando a todo o custo evitar as teorias da conspiração, só dá que pensar, a altura em que a U.E. se pôs a substituir as notas… por questões de segurança… ou para criar dois tipos de papel pintado?
    Claro que outros falam logo em substituir o dinheiro por outra moeda, ou seja, outro papel pintado com outras figurinhas lol ou então em bitcoin, e aqui, cada cabeça sua sentença, mas na minha, desde que passei pela experiência de um vírus me ter limpado toda a informação do computador, apostar em dinheiro virtual, quando o problema do dinheiro tradicional já padece desse mal, existir muito virtualmente que não corresponde ao que existe na realidade, é como escolher entre o roto e o nu lol
    Para quem tem pouco como eu, pelo menos, vejo o lado positivo da questão… acaba por ser menos um problema para resolver lol e tomara a mim, poder levantar todos os dias 60 euros… se eu agora fizesse isso, nem era preciso chegar ao meio do mês para ficar despachada lol

    1. Ó Isa, dinheiro virtual é coisa que o povo não quer e a resposta foi a própria Isa que o deu: o dinheiro virtual poderia desaparecer apenas por acção de um vírus informático, como o que atacou o seu computador. E diz o povo que o dinheiro “é sangue” e ninguém gosta de o perder.

  5. Agradece-se muito à menina, que teve um namorado tão cavalheiro que indicou onde ela mora, que nos tenha informado que vai passar a ter o colchãozinho cheio dele. Bem haja.

  6. O Varoufakis já mandou o Banco Central da Grécia imprimir moeda ou ainda não? Ainda deve estar com dúvidas conceptuais, ou concretamente, em negação. Convinha não deixarem arrastar muito, senão ficam mesmo sem dinheiro nenhum daqui a uns dias.

    1. Essa de eles imprimirem dinheiro tem muito que se lhe diga, esse apregoar de sair do euro depois de ter entrado e agora voltar a imprimir moeda, claro que seria outra tolice, especialmente quando os países não têm condições de sobreviver sem importações pois não produzem tudo o que necessitam. Quando eles fossem pagar com dinheiro grego, se calhar, acabavam por descobrir que ainda valia menos do que o papel onde foi impresso e ainda tinham tido o prejuízo nas tintas que, se calhar, teriam de ser importadas lol
      Claro que daria para consumo interno mas isso não iria resolver nada, senão arranjar mais miséria e sofrimento para a população em geral… não é por acaso que Varoufakis apela ao Não no Referendo.
      Por vezes as ideologias políticas só complicam e é preciso muito mais pragmatismo, esperteza e jogo de cintura para sair dos problemas… especialmente para pequenos países depois de se meterem na toca do lobo a fazer grandes churrascos de bifinhos do lombo, e depois… de se acabarem os bifes estavam à espera de quê? do Lobo encomendar uma pizza?… toda esta confusão, só me faz lembrar um caniche a ladrar a um bulldog…
      Se as consequências não fossem tão trágicas e o drama tão real até parece que já estamos a viver num mundo virtual, em vez de adultos que deviam ser responsáveis e saberem enfrentar com inteligência as consequências das suas escolhas, parece que viraram todos adultos infantilizados… basta fazerem uma grande birra que o papá e a mamã lhes vão fazer as vontades e resolver todos os problemas…

      1. Eles não vão ter escolha porque os euros estão-se a acabar (porque os gregos levantaram todo o dinheiro dos bancos que puderam) e o BCE não vai transferir mais euros para a banca grega.

        Claro que o racionamento de euros pelo governo grego e o fechamento do sistema financeiro do país durante uma semana indica que ainda vão fazer tudo para evitar que isso aconteça, porque depois não se pode voltar atrás, mas convém não subestimar a ignorância e a estupidez da classe política grega, em especial da extrema-esquerda.

        O que está a acontecer na Grécia é inédito e ao nível de um país do terceiro mundo. Os gregos que não ponham o Syriza e os outros extremistas incompetentes todos no desemprego que não é preciso.

        1. Infelizmente, a incompetência não está toda confinada aos extremistas, se assim fosse, nas sociedades ditas democráticas, em que a maioria não é extremista, estaria tudo a correr lindamente e sem problemas.
          Estamos a viver, a nível global, as consequências, não só resultantes da incompetência, mas de um cocktail feito com as piores características dos seres humanos… pois, para além de pôr nas mãos de incompetentes as grandes decisões colectivas, a ganância, o individualismo exacerbado e a arrogância com que, com a maior das facilidades, nos esquecemos das pequenas coisas que se passam do outro lado do mundo, pensando que não nos tocam, com a globalização, a mais pequena coisa tem influência no nosso destino colectivo… e muito haveria a acrescentar… esperemos o melhor mas devemos estar preparados para o pior… e fugir de soluções arriscadas baseadas em pressupostos que podem mudar todos os dias…

  7. E não, não vai estar tudo a levantar dinheiro em Portugal, porque os portugueses não responsáveis pelo que se passa na Grécia, nem fizeram as mesmas escolhas dos gregos. Por muito que nos tentem contagiar, incluindo a esquerda interna, a única coisa que Portugal tem a aprender com a Grécia é fazer o oposto do que os gregos fizeram.

  8. Quando as filas nos supermercados começarem não se admirem.
    É o habitual avanço das igualdades da Extrema Esquerda.

    1. Já começaram. Está tudo a comprar coisas nos supermercados, porque quando o dracma (ou que venha a ser a nova moeda nacional) for introduzido, os preços dos bens importados (quase tudo o que os gregos consomem) vão ser muito mais caros. Os gregos têm plena consciência do que os espera…

      1. Mas o pior é que os supermercados não estão a aceitar pagamentos com cartões bancários, exigem dinheiro vivo.

  9. Vê lá, filha, olha que sessenta euros, se calhar, não te dá para ires a Évora. Só em gasosa e portagens gastas perto disso e no EPE não servem almoços nem lanches às visitas.

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