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Há muito que me espanto com a absoluta falta de talento revelada pelos nossos compatriotas quando decidem atribuir nomes aos estabelecimentos comerciais. É como se a imaginação e o bom gosto entrassem subitamente em greve por tempo ilimitado.
Eis um exemplo: o que levará alguém a dar um nome destes a um restaurante, situado numa das artérias mais movimentadas do centro de Lagos? Sou incapaz de vos dizer se é ou não poiso recomendável. Pelo mais óbvio dos motivos: passo à distância quando encontro um charco.

A lembrar o saudoso “O Calhau” ao pé da Gulbenkian en Lisboa
“O Calhau” justifica-se em Almeirim. Para a sopa da pedra.
Não seria ‘O Talho’?
Também há “O Galho” – versão mais elegante do Zé dos Cornos.
Podia ser pior. Podia ser “O Pântano”…
Conseguimos imaginar sempre pior, João. “O Fosso”, por exemplo. Ou “A Fossa”.
Se vamos por aí, porque não o Esgoto!
Não lhes dê ideias. Em vez de pratos de caça, teriam pratos de caca.
Era o verdadeiro repasto de m*rda
Mais rebosta que repasto.
E por falar em m*rda!
E tem tudo a ver, quem não se lembra do famoso licor de merda
Desconheço. Será bom para empurrar sandochas de coiratos, em dia de jogo, nas imediações do estádio da Luz?
É melhor não! pois eles iam gostar…
“Em 1974 nascia o Licor de Merda. Portugal passava por um período conturbado marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Neste contexto, o Licor de Merda foi criado para “homenagear” algumas autoridades que então governavam Portugal.”
No rotulo da garrafa dizia que era extraído a partir de diversas merdas de confiança, sujeito a criar deposito com a idade.
Tenho a informação que nunca foi comercializado!?!
Mas era eu ainda gaiato na década de 70 e lembro-me do meu avô ter tido uma garrafa(licor de m*rda) que deu risada geral.
Comprei Licor de Merda, em Foz Côa, há 5 anos. Bebe-se. Um tipo de licor.
Não perdoas.
“quem não se lembra do famoso licor de merda”
Ainda existe. O produtor é de Cantanhede.
Estou sempre a aprender com os meus caros leitores. Até sobre licores.
Eu tenho cá em casa, é um excelente licor de leite com aroma de baunilha e frutos tropicais.
Nem é preciso ir a Cantanhede, como quase tudo hoje em dia pode-se encomendar online
https://www.garrafeiranacional.com/licor-d e-merda.html
Licor, fico-me pelo Beirão. Com muito gelo, no final de uma tarde de Verão.
Até rima…
E, todavia, não se come mal no “Pardieiro”, na Graça.
Em Espanha já comi bem em muita bodega.
Ó Leopedro , bodega quer dizer adega.
Obrigadinho, pá. És um génio.
Oh Pedro,
A “Taberna dos Cabrões” na estrada Montijo-Alcochete é boa… E lá somos todos cabrões, eu também.
E o “Cova Funda” no Intendente, também não é mau… Descendo mais um pouco até na “Tasca do Zé dos Cornos” não se come mal (Martim Moniz)
Dependendo do charco, sobretudo em países mais a norte, pode ser uma coisa boa, normalmente rica em flora e fauna.
Tratando-se do Intendente, “Cova Funda” parece um nome apropriado.
Também podia chamar-se “Brasa Quente” (passe a redundância), pois é local onde os fogareiros vão matar o bicho.
O Zé dos Cornos, conheço bem (salvo seja). Fica ali para Arroios e a decoração faz jus ao nome. Impróprio para o deputado André Silva.
Se calhar “o charco” seria o nome pelo qual era tradicionalmente conhecida a parte da cidade onde o restaurante se situa.
Muita sorte exigirem apenas máscaras e não galochas de cano alto.
O restaurante da Picha em Pedrogão grande.
Dizem que é bem frequentado por mulheres maduras
Carlos Leitão
Mal por mal, antes ir ao Charco.
Em Beja temos o “Tem Avondo”. Só para conhecedores da maneira de falar da região.
Tenho de fazer uma incursão gastronómica por Beja. Para me reciclar. Durante anos “Os Infantes” foram aí o meu poiso favorito.
@Pedro – já não é o que era. Mas há alternativas razoáveis. Cá fico à tua espera.
Avisarei, João. Abraço.
Conheço um café – restaurante que se chama “Páre Aqui”. Como não gosto de ser mandado nunca por lá parei.
Há um para os lados do Soajo que se chama Abocanhado e consta ser um mimo. O nome também não está muito famoso.
Alguns têm nomes excelentes. O Farta-Brutos e o Tromba Rija, por exemplo.
Ou o Panças.
O tromba Rija é a prova de como os lisboetas são subdesenvolvidos gastronomicamente. Deixaram tal ícone fechar. Pérolas a porcos, é o que é (ok, admito que não tinha o ambiente do original).
Que entretanto migrou (deslocalizou-se, como se diz) um pouco mais para sul.
Depois temos o Dom Abade, o épico e mítico Bigodes, e ainda o Verdadeiro Pingão.
O Bigodes, ainda vá que não vá.
O Barbas, nunca.
E o restaurante casa das ratas em Tomar dizem que é uma delícia de rata.
Acepipes carnais à parte, é muito bom. Recomendo.
Abre a Boca e Fecha as Pernas. Come-se bem no bordel da Alice
“O quê? Alice no País dos Bordéis
Onde? Pensão Amor, Rua do Alecrim, 19, Lisboa
Quanto? € (só o teatro); € (teatro e refeição).”
(ver o artigo do observador)
Já fui espreitar. Não fiquei. Tinha lotação esgotada.
É pior que a festa do Avante
Haverá “licor de merda” na Festa do Avante?
“Haverá “licor de merda” na Festa do Avante?”
O produtor tem um irmão que era membro do PCP (não sei se ainda é).
Pode ser que seja um bom antídoto contra o vírus…
Não me parece, pois já é merda a mais….
Nada como o saudoso João Sebastião Bar, nome também usado num bar em S.Paulo.
Noutro registo, a visitar o “Comeu Morreu”, de certeza que vão voltar, se não morrerem

https://www.tripadvisor.com.br/LocationP hotoDirectLink-g2342840-d5361963-i280556 326-Bar_e_Restaurante_Comeu_Morreu-Parna mirim_State_of_Rio_Grande_do_Norte.html
Frequentei o João Sebastião Bar, que era propriedade dum grande sportinguista, o Fernando Correia.
Excelente nome, esse.
Há uma confeitaria em Vila Nova de Gaia muito famosa com esse nome. É mesmo um “must” nessa cidade, situada no centro, perto da Câmara Municipal. Lembro-me bem de ela abrir, em 1978. Lanchei lá muitas vezes, adorava as suas Bolas de Berlim.
Não sabia se ainda existia e fui pesquisar: existe, sim senhora! E agora até tem restaurante.
https://www.ocharco.com.pt/
A Tasca das Fodinhas em Ponte de Lima só tem nome o resto eu não sei.
Alguém conhece?
São uns chatos. Exigem máscara por causa do covid19 e camisinha por causa do covid69.
Eu conheço. Aquilo são fodinhas pra todos os gostos.
Até dá gosto!!
As ‘Fodinhas de Ponte de Lima’ são do caraças. Só se podem apreciar com a boca.
Em tempos, a filha adolescente duma parente emigrante em França, nas férias, entrou para petiscar nas ‘Fodinhas de Ponte de Lima’, então não foi que a rapariga trazia uma t-shirt com um estampado «J’aime minette»
Já não é a mesma coisa mudaram de gerência a uns anos atrás, agora aquilo está entregue a um pila mole.
(Ainda) não conheço, Cristina. Parabéns pelo novo avatar: excelente.
Obrigada. A figura já tem uns anos, é de autoria do escritor João Pinto Coelho, que honrou vários frequentadores do blogue Horas Extraordinárias com um desenho.
Talvez queiram que se apedreje figurativamente, que o nome seja provocativo, sei lâ
Não me parece que a intenção tenha sido essa, Maria Dulce. Foi algum engraçado que sugeriu e a coisa pegou.
Acontece muito, cá neste doce rectângulo. Depois sai cada nome que não lembra ao careca…
Tasca do careca no Saldanha em Lisboa.
Esse careca deve frequentar o café Piolho no Porto.
Nuno Mendes
Também há os clássicos “não sei”, “sei lá”, e o “sem nome”
Disso há muito. Hei-de fotografar alguns desses e trazê-los aqui.
Do not judge a book by the cover..
Costuma ser um bom conselho, admito.
À volta do Porto existem várias casas de comes e bebes que dão pelo nome de “A Badalhoca”, que, dizem, são bem frequentadas e onde se come bem.
Apesar de tudo, “Cova Funda” soa-me melhor.
Mas,os mais parolos, coitados dos empresários da industria hoteleira, são os ‘Café-Restaurante dos Paulo’s’, quem diz dos Paulo’s diz doutras centenas desta pérola da parolice.
A culpa é dos Registos de Pessoas Colectivas: ouça lá, ‘Paulo’s’ já quer dizer ‘dos’, registar ‘Café-Restaurante Paulo’s’ é o correcto.
Eheheh. Isso dava para um postal autónomo. Sou capaz de abordar o tema um destes dias.
Na Praia do Ribatejo: o Trinca Fortes e o Cu da Mula.
A FOSSA – o nome que falta.
Em matosinhos, temos “O Cricas”, rest snack, valhacouto de meliantes, na av serpa pinto.
Ainda a famigerada “Badalhoca”, no porto.
Sugere-se a emigrante reformado, que monte rest snack, sob nome auspicioso (quiçá atractivo, pelo pitoresco ou patusco) de “La retraite”.
“O Elefante Branco”, está em fúria. Aquela catedral de convívios, está tornar-se um verdadeiro elefante branco. Com constrições covid, não levanta a garbosa tromba, tão cedo. Seja lá qual ela seja.
Acho que depois de ler estes comentários!
perdi a fome!
Eheheheheh…