Não conseguiram melhor que isto?


Pedro Correia,

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Há muito que me espanto com a absoluta falta de talento revelada pelos nossos compatriotas quando decidem atribuir nomes aos estabelecimentos comerciais. É como se a imaginação e o bom gosto entrassem subitamente em greve por tempo ilimitado. 

Eis um exemplo: o que levará alguém a dar um nome destes a um restaurante, situado numa das artérias mais movimentadas do centro de Lagos? Sou incapaz de vos dizer se é ou não poiso recomendável. Pelo mais óbvio dos motivos: passo à distância quando encontro um charco.

78 comentários em “Não conseguiram melhor que isto?”

          1. E por falar em m*rda!
            E tem tudo a ver, quem não se lembra do famoso licor de merda

          2. É melhor não! pois eles iam gostar…

            “Em 1974 nascia o Licor de Merda. Portugal passava por um período conturbado marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Neste contexto, o Licor de Merda foi criado para “homenagear” algumas autoridades que então governavam Portugal.”

            No rotulo da garrafa dizia que era extraído a partir de diversas merdas de confiança, sujeito a criar deposito com a idade.

            Tenho a informação que nunca foi comercializado!?!

            Mas era eu ainda gaiato na década de 70 e lembro-me do meu avô ter tido uma garrafa(licor de m*rda) que deu risada geral.

          3. “quem não se lembra do famoso licor de merda”
            Ainda existe. O produtor é de Cantanhede.

  1. Oh Pedro,

    A “Taberna dos Cabrões” na estrada Montijo-Alcochete é boa… E lá somos todos cabrões, eu também.

    E o “Cova Funda” no Intendente, também não é mau… Descendo mais um pouco até na “Tasca do Zé dos Cornos” não se come mal (Martim Moniz)

    Dependendo do charco, sobretudo em países mais a norte, pode ser uma coisa boa, normalmente rica em flora e fauna.

    1. Tratando-se do Intendente, “Cova Funda” parece um nome apropriado.
      Também podia chamar-se “Brasa Quente” (passe a redundância), pois é local onde os fogareiros vão matar o bicho.

      O Zé dos Cornos, conheço bem (salvo seja). Fica ali para Arroios e a decoração faz jus ao nome. Impróprio para o deputado André Silva.

  2. Se calhar “o charco” seria o nome pelo qual era tradicionalmente conhecida a parte da cidade onde o restaurante se situa.

    1. O restaurante da Picha em Pedrogão grande.
      Dizem que é bem frequentado por mulheres maduras

      Carlos Leitão

      1. Ou o Panças.

        O tromba Rija é a prova de como os lisboetas são subdesenvolvidos gastronomicamente. Deixaram tal ícone fechar. Pérolas a porcos, é o que é (ok, admito que não tinha o ambiente do original).
        Que entretanto migrou (deslocalizou-se, como se diz) um pouco mais para sul.

          1. Abre a Boca e Fecha as Pernas. Come-se bem no bordel da Alice

            “O quê? Alice no País dos Bordéis

            Onde? Pensão Amor, Rua do Alecrim, 19, Lisboa
            Quanto? € (só o teatro); € (teatro e refeição).”

            (ver o artigo do observador)

          2. “Haverá “licor de merda” na Festa do Avante?”
            O produtor tem um irmão que era membro do PCP (não sei se ainda é).

  3. Nada como o saudoso João Sebastião Bar, nome também usado num bar em S.Paulo.

    Noutro registo, a visitar o “Comeu Morreu”, de certeza que vão voltar, se não morrerem

    https://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotoDirectLink-g2342840-d5361963-i280556326-Bar_e_Restaurante_Comeu_Morreu-Parnamirim_State_of_Rio_Grande_do_Norte.html

  4. Há uma confeitaria em Vila Nova de Gaia muito famosa com esse nome. É mesmo um “must” nessa cidade, situada no centro, perto da Câmara Municipal. Lembro-me bem de ela abrir, em 1978. Lanchei lá muitas vezes, adorava as suas Bolas de Berlim.

    Não sabia se ainda existia e fui pesquisar: existe, sim senhora! E agora até tem restaurante.

    https://www.ocharco.com.pt/

      1. As ‘Fodinhas de Ponte de Lima’ são do caraças. Só se podem apreciar com a boca.
        Em tempos, a filha adolescente duma parente emigrante em França, nas férias, entrou para petiscar nas ‘Fodinhas de Ponte de Lima’, então não foi que a rapariga trazia uma t-shirt com um estampado «J’aime minette»

      2. Já não é a mesma coisa mudaram de gerência a uns anos atrás, agora aquilo está entregue a um pila mole.

    1. Não me parece que a intenção tenha sido essa, Maria Dulce. Foi algum engraçado que sugeriu e a coisa pegou.
      Acontece muito, cá neste doce rectângulo. Depois sai cada nome que não lembra ao careca…

  5. À volta do Porto existem várias casas de comes e bebes que dão pelo nome de “A Badalhoca”, que, dizem, são bem frequentadas e onde se come bem.

  6. Mas,os mais parolos, coitados dos empresários da industria hoteleira, são os ‘Café-Restaurante dos Paulo’s’, quem diz dos Paulo’s diz doutras centenas desta pérola da parolice.
    A culpa é dos Registos de Pessoas Colectivas: ouça lá, ‘Paulo’s’ já quer dizer ‘dos’, registar ‘Café-Restaurante Paulo’s’ é o correcto.

  7. Em matosinhos, temos “O Cricas”, rest snack, valhacouto de meliantes, na av serpa pinto.

    Ainda a famigerada “Badalhoca”, no porto.

    Sugere-se a emigrante reformado, que monte rest snack, sob nome auspicioso (quiçá atractivo, pelo pitoresco ou patusco) de “La retraite”.

  8. “O Elefante Branco”, está em fúria. Aquela catedral de convívios, está tornar-se um verdadeiro elefante branco. Com constrições covid, não levanta a garbosa tromba, tão cedo. Seja lá qual ela seja.

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