Não concordo


Sérgio de Almeida Correia,

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 (Miguel Baltazar/Negócios)

 

“O Governo é legítimo e não podemos continuar a falar dele como ilegítimo”

 

Penso que a senhora não está a ver bem o problema. Poder podem. E até penso que o ideal era deixá-los continuarem a discutir essa questão até à exaustão, até todos perderem o pio. Os que contestam a legitimidade do Governo e os que o apoiam e lhes dão o troco.

Porque a avaliar pelo debate da moção de rejeição do programa do Governo, pela compostura nas bancadas da oposição, pelas risadas, os apartes, o gozo, o palavrório das interpelações e o nível da linguagem da rapaziada das jotas, até parecia que tinham regressado todos às lutas académicas. Por momentos vi o Telmo Correia a discursar num dos anfiteatros da Faculdade de Direito de Lisboa, numa Assembleia de Representantes, nos idos de 80, a falar para a malta e a pedir uma recontagem dos votos do Costa e do Apolinário. E depois o chumbo da moção, os aplausos e a risada geral.

Um espectáculo que os portugueses devem ter sumamente apreciado, e comentado, enquanto emborcavam uma lambreta e comiam uns tremoços no Café do Zé. 

É sempre bom voltar à adolescência, é sempre bom recordar velhos tempos. 

9 comentários em “Não concordo”

  1. O Governo é legal, não é legítimo. Legitimidade implica boa fé.

    Quanto ao texto de acordo, mostra mais uma vez a bolha onde vivem todos.

  2. Por momentos vi o Telmo Correia a discursar numa Assembleia de Representantes

    Telmo Correia participa, em defesa do Benfica, num programa semanal de debate sobre futebol na Antena 1.

    Nesse programa, tal como na Assembleia da República, o nível dele mete nojo. É um demagogo sem valor, sem seriedade, sem honestidade intelectual. Nem sei se ele defende o Benfica como quem discursa na Assembleia da República, se debate na Assembleia da República como quem defende o Benfica.

  3. Cerca de 10 000 000 de habitantes, 8 000 000 de registos nos cadernos leitorais e quase 50% de abstenções em atos eleitorais. Só terá dúvidas das causas quem anda neste país a dormir. A AR de Portugal é uma casa, não da democracia, mas o teatro da diáspora. A palhaçada do bota-abaixo não é de ontem ou do amanhã. A palhaçada está no texto sublime a que cada deputado, pseudo-respresentante do povo, desborreia para bancadada sem que os restantes o oiçam. Ultimamente a AR tornou-se no selfs centro de emprego tal a incompetência profissional dos pseudo-representantes. Para não ser diferentes das bancadas parlamentares da américa latina ou da ásia, basta andar à batatada, tornando a sala da AR num ring. Nunca votei no PS porque nunca fui na onda do seu grão-mestre, o que não queira substimar certas figuras que já por lá passaram. Mas ter um presidenta da AR que disse, alto e em bom som, quando o envolveram num processo de má memória de que se estava a cagar para o segredo de justíça, se nunca acreditei na justiça dos homens e mulheres que a descrutinam, depois desta situação pouco ortodoxa de quem vive da politica é imensuravelmente pobre. Depois outros carateres visuais se apropriaram de certas configurações, como a dos corninhos a um e dois dedos, da tua tia, da tua avó, do desaparecimento dos gravadores, ou do não falas mais porque não deixo levando à retirada do microfone, no dia 3 de dezembro d 2015, a barbárie foi total. Poucos mas barulhentos, primeiro-ministro sem ter ganho as eleições, moção de confiança, de censura etc que venham que aqui estamos nós para a reprovarmos. Não. Ponham no parlamento representantes da LUAR, das FP 25 A, FP 27 ou o Copcon, poderá ser que haja algum elemento ainda em condições de fazr um assalto a um avião da TAP que já não é TAP ou de um cacilheiro que desça o Tejo, não ficando tão cara a manutenção da AR ao erário público e talvez não haja necessidade de haver tanto teatro, quando Portugal necessita de ser representado por gente inteligente e educada, independentemente da ideologia política, concorde ou não com ela.

  4. A legitimidade politíca do governo é o que é, e que mais uma vez, ontem foi bem vísivel – conversas de “troca-tintas” com aquela ganância candida dos ‘pato-bravos’. Democracia é também mostrar isto, o que nem é grande defeito perante as aleivosidades do xuxa Costa e da gerigonça que engerocou.
    E o debate até forneceu sínteses úteis quando não se quiser prescindir de inteligência – Portas foi certeiro com a sigla BFF, Telmo Correia fez bem em enquadrar que os bancos do Governo aconchegavam tanto “fondoschiena” de tralhas da Socretinada, e Passos Coelho fez bem em reiterar a expectative de que no dia em que o Xuxa Costa se desavençar da Sociedade “Jerónimo&Martins”, tenha a humildade de se demitir e ir a votos.
    Mas especialmente as interpelações ao ministro das Finanças – sim, aquele senhor que está sempre a rir, lembrando frequentemente Jack Nicholson num filme de Tim Burton – de Leitão Amaro e especialmente, de Miguel Morgado – foram substantivas e reveladoras sobre a ‘politica’ que aí vem – bem rematada com a identificaçâo de uma ‘nova’ corrente politíca – a dos Marxistas tipo “Groucho” – “Estes são os meus Principios! Bem, se não gostam…. eu tenho Outros”!!!!

  5. Sim… tem razão. — Pareciam meminhos de escola… Mas lá que o chefe de turma vigarizou a malta na hora da votação , não há duvida!

  6. Ao assistir a tamanha ALARVIDADE(para ser educada),tomei uma resolução,a partir do ano de 2016,voto BRANCO!!!!!!

  7. É engraçado como tentam desesperadamente contornar a questão. O único espectáculo que os Portugueses não gostaram foi a golpaça e toda a manipulação sem classe e sem cavalheirismo que a “esquerda” tem exibido. A eleição do ogre deformado para presidente da Assembleia foi um nojo absoluto. Agora tentam transformar o problema inicial num problema de postura da “oposição”, mas não vai pegar. Quer dizer, já nem sei… com a tremenda estupidez e a cumplicidade dos jornalistas (outra vergonha nacional) para dourar a pílula, já não se pode ter a certeza de nada; além de que se for preciso contornam novamente as regras para ganhar. O PS aliás sempre existiu no limiar da ilegalidade e nas golpadas, como os truques miseráveis dos vendedores de telemóveis.

  8. A gente ouve os discursos de um trauliteiro agora promovido a ministro dos Negócios Estrangeiros, ou da mente brilhante que governou os Açores durante uns anos, e até nos vêm as lágrimas aos olhos com tanta eloquência e sentido de estado. Já para não falar do que diz o “chefe do governo”, cujos modos de carroceiro parecem ser tão do agrado do comentário politico oficial.
    Já para não falar do presidente do Parlamento que o PS escolheu para 2ª figura do Estado, com um passado politico competente e impoluto.

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