Pelo visto, a DBRS, por casualidade a única agência de rating que ainda resiste a colocar a credibilidade da dívida portuguesa abaixo de lixo três furos e permite, por consequência, que o Dr. Costa e os seus apaniguados entretenham os dias a amestrar vacas que juram poder fazer voar, fez saber que teme não poder continuar a dar asas à maluqueira se o Banco Novo for nacionalizado. Perguntada sobre o tema, a arguta Catarina Martins declarou, sem contemplações, que esta posição da DBRS (da DBRS, coitada, que nos tem aturado) sobre o Novo Banco é “uma chantagem europeia”. O facto de a DBRS (a DBRS, coitada) ser uma agência sedeada em Toronto, no Ontário, em pleno Canadá, não deve, obviamente, ser suficiente para Catarina Martins se desviar um milímetro da teia bem urdida de interesses inconfessáveis e diabólicos que engendrou na sua notável cabecinha. Mas lá que adiciona uma nota picaresca a esta bem esgalhada teoria da conspiração, colocando-a ao nível daquela outra que sublinha que a pizza é redonda, parte-se em triângulos e é transportada em caixas quadradas, lá isso adiciona. Resta esperar, portanto, que o Dr. Louçã, essa espécie de Jorge Mendes da política que se dedica a identificar os talentos que integram o plantel do Bloco de Esquerda, esteja atento. E se o Dr. Louçã não tem dúvidas que Mariana Mortágua está destinada a ser Ministra das Finanças (tivesse a História algum sentido da ironia e caber-lhe-ia juntar os cacos deixados pela bancarrota a que o Dr. Costa alegremente nos conduz) pode bem ser que um dia venha revelar-nos que a lúcida Catarina Martins terá à sua espera, mais cedo ou mais tarde, um lugar de Presidente da Sociedade de Geografia.

“Pelo visto, a DBRS, por casualidade a única agência de rating que ainda resiste a colocar a credibilidade da dívida portuguesa abaixo de lixo três furos e permite, por consequência, que o Dr. Costa e os seus apaniguados entretenham os dias a amestrar vacas que juram poder fazer voar”
Por acaso a mesmíssima agencia que permitiu ao Dr. Passos inventar saídas limpas sem problemas na banca. Pelos vistos os juros dependem só DBRS e do BCE e a treta que nos andaram a contar de medidas que resultaram, resultaram em coisa nenhuma.
A agência é no Canadá, mas a política que diz que agências americanas e canadianas são as vacas sagradas que decidem o modo de operar do BCE é uma política da União Europeia.
Anónimo:
Boa.
Mas não leve o Rui Rocha muito a peito.
Ele está sempre a brincar com tudo.
No tempo de Passos Coelho e seus apaniguados Portugal estava no pódio, das agências de rating,bem o sabemos. Aliás como a Lehman Brothers nas vésperas de falir, dando tempo a que o pessoal do guito se livrasse do prejuízo. Quanto ao dr. Louça ainda dá aulas de economia na faculdade, e publica livros editados em língua estrangeira, correcto? Imagino que se deixarmos o Novo Banco ir abaixo sem o nacionalizar a DBRS vai manter, ou quiçá melhorar o rating. Lamento dizê – lo mas este artigo de opinião enquadra-se no tipo de “jornalismo” vendido que por aqui no Delito se tem criticado. Publique -me lá isto, para eu ler novamente
Interessante como chamar o rating de Portugal “lixo” não preocupa nem ofende nenhum jornalista-político mas se ao invês a expressão empregue for “investimento altamente especulativo” ou “subprime” já cai o carmo e a trindade…
É preciso manter a narrativa e não se pode confundir o investimento especulativo nos Partidos Socialistas Portugueses – oops! já estou a fugir à narrativa – no Estado Social e o investimento especulativo numa empresa…
Afinal a Segurança Social anda a investir em Subprime mas ninguém diz nada.
O problema é não se entender quais os critérios usados pelas agências de rating.
Por vezes “parece” que outros motivos, que não económicos, presidem a essa classificação. Um pouco à semelhança das acções de uma empresa, em Bolsa, que valorizam quando anunciados despedimentos em massa. Incompreensível e imoral. Ou se quiser, incompreensível porque imoral.
Exemplos de empresas muito bem quistas pelas agências de rating em vésperas de irem ao charco:
Enron
Worldcom
Banco Kaupthing Islandês
Fannie Mae
Seguradora AIG
Palas -peça geralmente rígida na parte dianteira e inferior de um boné, que resguarda os olhos da claridade
O seu problema, ou o nosso, é não haver em Portugal, ou quiçá na Galáxia, partidos, que do seu ponto de bista, não sejam xuxas, comunas, ou o quejando.
O seu espectro, não o seu, mas o do socialismo, paira desde os comunas empedernidos até à doutrina social da Igreja
Os critérios são simples, dívida alta e amigos ou falta deles in high places…
Portugal tem esses amigos, já durante Sócrates deveria ter sido subprime…
Tem totalmente razão no seu segundo texto ao demonstrar mais uma vez como odeia a Liberdade. É só um beato, que a coloca na lapela.
Prezo mais a Justiça e a Moral, que a liberdade. A liberdade de pouco serve se não for para fazer o Bem.
A “Assembleia da República”é um local que,
…se lhe for colocada uma lona será um circo, se lhe colocarem lanternas vermelhas será um bordel”…
Premonição pleonasticamente certeira do “ilustre Zé Maria” , antecipando o desabrochar “pulhìtico” das diversas catarinas que por ali exercem…
Gosto de Swing. Será que me deixam entrar?
Costa , Costa a vida Costa!
Um incansável 1º M que consegue encontrar na India 3 primas perdidas e trazer para Portugal 3 fábricas de Chamuças à moda de Mirandela, merece que nos ajoelhemos aos seus pezinhos!
—
Anda para aí uma pastelaria a querer produzir pasteis de nata com sabor a caril!
Mortágua& Catarina, provaram e adoraram!
Mas está a resultar, parece que todos esqueceram o buraco da CGD, das confusões com a Administração. Agora, reparem bem o sossego e como dorme bem quem tenha pouco dinheiro no Banco porque, para quem tenha muito, deve ser uma aflição, mudar de Banco para Banco sem saber em que buraco o há-de meter.
A ideia sempre foi endividar os Países Todos e rebentar-lhes com os Bancos, só assim, se conseguiria um Governo Global, um só Banco… capito? (Italianos, outros que também têm os Bancos a cair como tordos, não esquecendo a Alemanha, aí vão usando alfinetes de dama)