Por uma vez, inteiramente de acordo com um comunicado da ERC. Os tempos de antena que a defesa de Carlos Cruz teve no Prós e Contras de segunda-feira e na Grande Entrevista de quinta-feira, sempre na RTP, sempre em horário de grande audiência, negam a matriz de “serviço público” do canal oficial de televisão. “Sem colocar em causa os princípios consagrados na Constituição e na Lei sobre a liberdade de imprensa – antes os reafirmando -, o Conselho Regulador recorda as especiais responsabilidades do serviço público de televisão no cumprimento dos princípios éticos e deontológicos do jornalismo e no respeito pelas decisões dos tribunais num Estado de Direito”, refere o comunicado. E muito bem.
Nada a ver com serviço público
Pedro Correia,

Cheira-me que a ERC anda a seguir os blogues certos.
Também me parece, compadre.
Caramba, Pedro – Eles existem!!
E acordaram do sono dos justos.
Mais vale tarde…
De tão escandaloso mal seria que não! Vai ficar impune tal alarvidade?
Espero que não.
No caso Casa Pia, nenhuma decisão do tribunal ainda transitou em julgado. Muito menos se conhece a fundamentação das penas decididas na 1ª instância há mais de uma semana.
Aqui, portanto, o comportamento da RTP pode ser criticado sob outras perspectivas que não a do respeito pelas “decisões dos tribunais”.
A ERC continua, pois, a ser o que sempre foi: uma inutilidade gritante, cuja imediata eliminação devia figurar entre as medidas de contenção da despesa pública.
Na semana que passou, nos programas a que me refiro, a RTP concedeu a CC um tratamento que nem de perto nem de longe dispensou a outros arguidos ou a outras partes processuais. Isto é inaceitável numa TV de ‘serviço público’, tenha ou não a sentença transitado em julgado. É só isto. E já é muito.
É a sua opinião. Não coincide com a minha.
Ainda bem. A divergência de opiniões é salutar.
como se comentou o facto no Contra Capa:
Eu:
É perfeitamente inacreditável, e nisso sim, tem razão o CC, “a monstruosidade” a que se tem assistido: a maior campanha de sempre de descredibilização da justiça portuguesa na comunicação social, com o apoio explicito da televisão estatal.
Pendulo:
Recorde-se que além da Polícia e Ministério Público, houve, no mínimo, 5 juízes (os três do julgamento, o da instrução e ainda outro que agora não lembro) que acharam que o CC tinha cometido crimes. No entanto as tv em geral e especialmente a RTP continuam a dar voz a este indivíduo como se fosse vítima de um boato. A RTP não existe para , como diz a ERC, “servir, ainda que de forma involuntária, para transmitir convicções próprias “.
(…)
Recorde-se que houve uma denúncia, a polícia investigou e achou que sim, apresentou ao Ministério Público, este também achou que sim, apresentou a um juíz que achou que sim, depois houve o juíz de instrução que achou que sim e que estava tudo pronto e era caso para julgamento. Finalmente um colectivo de três juízes achou que sim,….(deixo o resto da frase para a caixa 🙂
Entendo a indignação. O próprio provedor da RTP já se pronunciou – e bem – sobre o assunto.
Totalmente de acordo!
É execrável tudo o que temos assistido.
Tratando-se da TV do Estado, tudo isto se torna mais escandaloso. E mais inaceitável.
Liberdade de imprensa
Ainda que as televisões privadas se prestem a esse «voyerismo», isso vem na linha da respectiva qualidade assente nos «big brother» que produzem. Mas o que não é aceitável é que a pública se preste a entrevistar através da Judite Sousa. O que só vem confirmar que é dominada por meia dúzia de jornalistas pseudo vedetas que fazem o que entendem( com o dinheiro dos outros) e a coberto da chamada « liberdade de imprensa».
A RTP comete muitos erros, mas deste não me parece que possa ser acusada.
Segundo se depreende do post e de alguns comentários, a televisão pública devia limitar-se a ser um eco das decisões do poder, neste incluídos os tribunais, é claro.
Sempre gostava de saber quem perderia um minuto com tal xaropada…
Tenha lá paciência, mas V. é que parece limitar-se a ser um eco da RTP.
Em jornalismo, o espaço dado a um cidadão não deve ser especialmente diferente do que é a dado a todos os cidadãos que estiverem em circunstâncias idênticas.
No caso da RTP, um serviço público sustentado pelos nossos impostos, esta regra (e tantas outras) deve ainda mais ser escrupulosamente cumprida e servir de exemplo por redobrados motivos.
Capice?
Capisco.
Quem, pelos vistos, não “capisca” nada disso sei eu, mas não digo, porque sou muito educado…
Dizer quem é significa falta de educação? V. lá sabe. Deve ser melhor assim, que nós aqui damos importância à educação.
Pois.