“Espero que em vez de mandarem psicólogos, mandem máquinas para arranjar a floresta”, desabafou Veiga Rodrigues, comandante dos bombeiros de Valença, um homem que está no terreno e portanto sabe bem distinguir a propaganda da realidade na comunicação do governo.
Revoltado com a morte do seu colega Fernando Manuel Reis, o sétimo bombeiro a perder a vida no combate aos incêncios deste ano, deixou claro que “a floresta está a saque” e que se estivesse “arranjada como deve ser” não haveria tantas mortes.
Quem põe a mão na massa e arrisca a vida, sabe o que se passa. E começa a não ter pachorra para tanta conversa fiada.
(de momento o sapo não me deixa fazer link para a notícia do Jornal de Notícias de onde retirei esta informação)


Onde está sexto deveria estar sétimo.
Obrigada, já foi corrigido.
É uma triste realidade… Mas, infelizmente, os comandantes bombeiros, não estão isentos de culpa: — Mandar para a frente de combate a incêndios bombeiros sem a mínima experiencia é o mesmo que enviar recrutas para a guerra! Dizem: – Mais de 70% dos efetivos não teve treino real…Limitaram-se a apagar fardos de palha. Como é evidente, isto não isenta as autoridades de responsabilidades… É uma incúria o Estado/ Autarquias, deixarem, por exemplo, a Serra do Caramulo ao abandono… Sem o mínimo de prevenção e ataque rápido… Ofereço-me como voluntário para vigiar uma floresta… haja torres de vigia.
Torres de vigia, como já houve, é fundamental.
A floresta em Portugal não é cuidada, não tem bons acessos, não é limpa, no fundo é monte e mato. O Estado não cuida das suas e os restantes também não. Mas cuidado! É fácil dizer que os proprietários têm que tratar delas suportando as despesas sem lucro nenhum. No dia em que me disserem que tenho que as limpar sem nenhuma contrapartida eu resolvo o assunto com a moto-serra. Fica um espaço cuidado e mais limpo não há… Para a instalação de Aerogeradores existem contrapartidas para os donos dos terrenos, mas para uma floresta cuidada que beneficia todos são os donos que têm que arcar com todas as despesas. Tenham a certeza que se forem com esse tipo d radicalismos para a frente os donos de espaços florestais vão adoptar a mesma solução do estado brasileiro quanto à floresta da Amazónia: ai o resto do mundo que oxigénio puro e não ajuda a manter? Corta!
Naturalmente não podem ser os proprietários a arcar com toda a despesa. Se é do interesse nacional preservar a floresta, o Estado deve financiar esses trabalhos de limpeza. Ainda assim gastará menos do que a apagar fogos.
Quando se noticia que foi esgotada a capacidade das unidades de queimados a nível nacional, é de perguntar o que aconteceria numa tragédia de dimensões maiores. Não estamos a falar em centenas, aparentemente a capacidade fica esgotada nas dezenas. Abusa-se da sorte nestas poupanças.
E se as estatísticas servem para alguma coisa, serviriam também para perceber qual a razão que faz com que alguns anos pareçam ter muito mais incêndios postos do que outros.
Não deixa de ser irónico que, numa época em que a vigilância sobre os cidadãos seja cada vez maior, com múltiplas câmaras, imagens satélite, etc… a vigilância sobre os incêndios seja pior do que há 50 anos.
Bem observado, da Maia. O big brother não se interessa por cenários campestres.