Na mesa ao lado uma família: o pai acaba os 40s, óculos escuros na noite, agarrado à tabuleta, a filha começou os 20s a engordar, uma breve tatuagem acima do pulso esquerdo, mergulha os óculos entristecidos no telemóvel, a mãe, falsa loira ainda bonita no seu suave prognatismo, matizado pelo nariz arrebitado, quase perdida nos seus braços cruzados. Um único toque humano mas que vem suficiente, entre si pai e mãe encostam uma perna.
na mesa ao lado
jpt,

A natureza prega -nos partidas. Quando nada nos falta ficamos sem saber o que fazer. Só nos sentirmos cheios na incompletude.
Somos os tais de há 100.000 anos formados em pequenas comunidades e lançados na grande cidade
Belo, jpt.
Esta coisa de nos vermos nos outros não sei se é doentia se é terapêutica, mas prova uma coisa, somos espelhos transparentes sempre à procura de uma perfeição que sabemos inatingível.
Depois, pintamos uma mona lisa de olhar vesgo e mesmo assim bela.