The Divine Comedy, álbum Foreverland.
A carreira de Neil Hannon enquanto The Divine Comedy tem variado entre o estilo crooner e a pop irónica, passando por um mal compreendido mas sublime Regeneration (2001), onde arriscou uma sonoridade mais ‘suja’ (o falhanço comercial do álbum foi lamentável não apenas porque é excelente mas porque terá feito Hannon retrair-se e abandonar experiências radicais). Lançado na sexta-feira passada, ainda não tive tempo para ouvir Foreverland com a atenção que certamente merece. Mas qualquer álbum de Neil Hannon, por muito derivativo que seja, me é imprescindível – até os dois que fez sob o nome The Duckworth Lewis Method, em colaboração com Doug Walsh, dos Pugwash, inteiramente dedicados a esse desporto estranho: o cricket.
(Sticky Wickets, um dos álbuns dos The Duckworth Lewis Method, tem uma das minhas capas de discos favoritas – nada condizente com a célebre fleuma britânica.)

Em relação ao imprescindível acho que não vai usar em relação a este álbum.
É muito capaz de ter razão, Sérgio. E isso preocupa-me. Não tanto por este álbum poder ser relativamente fraco mas por Hannon parecer ter estagnado. De qualquer modo, tirando uma ou outra letra mais inconsequente – e até displicente -, não consigo deixar de o apreciar.
Concordo com o post. Não esquecer essa obra prima chamada Fin de siecle que tem quanto a mim uma das músicas mais felizes da banda chamada Sweden. Em fevereiro lá estarei no concerto.
‘Sweden’ é um tema fantástico. E musicalmente desafiante.
Como nenhum concerto está previsto para o Porto (se calhar ele ficou escaldado pela meia dúzia de gatos-pingados que estavam no Coliseu durante a tour do ‘Regeneration’), é possível que eu tenha de ir a Braga.