Há um concurso televisivo em curso que se correr bem será uma excelente promoção para o meu concelho e para o maravilhoso e pouco conhecido Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros. Não que eu o queira ver atulhado de gente, mas não consigo ficar indiferente à sua paisagem entrecortada pelos muros, erguidos geração após geração, numa relação milenar de equilíbrio entre o homem e o ambiente.
Há um número de valor acrescentado para apoiar esta candidatura. Quem gostar desta foto e/ou do Parque e dos seus muros, sabe bem o que pode fazer.
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Aquela concavidade na foto é a Fórnea de Alvados, também conhecida por Cova da Velha e tem um diâmetro de mais de 600 metros.
É, sem dúvida, mais um motivo para amar Portugal.

É natural? Ou é o que restou de uma pedreira? Há uma pedreira activa do outro lado… aí já é mais uma paisagem “à Galamba”.
Natural… à prova de Galamba.
Um paraíso da espeleologia.
São tantos os algares e grutas, que quem se interessar por espeleologia pode ir da primária ao doutoramento. Eu fiz lá o secundário
. Também em espeleo.
Desconhecia completamente a Cova da Velha, estive agora a ver dois vídeos com belíssimas cascatas.
Visitei as grutas de Santo António e de Alvados ainda miúda com os meus pais e, claro, achei tudo aquilo feérico. Em adulta apenas visitei as grutas de Aracena.
Pergunto: a fórnea tem ligação com as grutas ou entra-se pelo buraco (chamemos-lhe assim) e vai-se descendo calmamente (ou não) e sem perigo de rebolar por ali abaixo?
Dá para explicar, Paulo?
🍁
Maria
A cascata è absolutamente efémera. Os algares e grutas da zona ultrapassam o milhar. As grutas de Mira de Aire são umas da sete maravilhas e são o maior sistema de grutas do país. E6
No centro da cova da velha, existe uma gruta que tera motivado o nome, que tem água também esporadicamente após fortes chuvadas. Antes do primeiro sifão tem uns 100mt de deslocação horizontal pacífica. Depois existem bifurcações várias. Algumas passagens são inultrapassáveis para a dimensão humana mas com o recurso a corantes sabe-se que existe ligação entre vários pontos dos sistema.
No plano mais elevado da fornea existem vários de algares (acesso vertical) razoavelmente profundos para que o seu fundo esteja a uma cota próxima da cova da velha. Uma delas fica aqui
https://goo.gl/maps/PgpaYjYEYj1AA3r
Consegue ver a imagem do muro que a protege? Já visitei este algar que tem cerca de 45 metros de decida vertical. São cerca de 15 pisos. É um sítio incrível que vale a pena visitar, embora exija algum material técnico.
De uma forma mais pacata, passear pelo bordo da fornea já corta a respiração.
Recomendo
O link não está correcto.

O local é este: 39.561000, -8.817969
Obrigada pela explicação, Paulo. É impressionante, mas descidas dessas já não são cá para a rapariga – quero dizer, para a velhota…
Passear pelo bordo gostava, até porque não tenho vertigens e sempre senti atracção pelos abismos…
Quem sabe não irei lá espreitar um dia.
O nosso pequenino país é incrível: conseguimos ter de tudo um pouco.
Boa sorte para os muros!
🍁
Maria
Há vários outros tesouros. Para caminhadas é um nunca mais acabar. Ciclovia da Bezerra/Serra da Pevide (não sei qual o nome oficial) decorre numa antiga linha de comboio que, durante a segunda guerra mundial, levava carvão da mina a uma central termoeléctrica, com um túnel pelo caminho. Lapa dos Pocilgões, um tesouro escondido. A câmara marcou mais de 600 km de percursos pedestres.
Marque na agenda…
Pois, espeleo não é para mim… Tenho pesadelos com buracos e ficar entalado em sítios esquisitos. Já sei, já sei — olha, se Freud explicasse era fácil… Deve ser bem pior do que isso

Ha mais quem se queixa do mesmo. Um amigo meu soube que também não gostava de espeleo quando já estava num sítio desconfortável. Foi um sarilho para o tirar de lá.
Mas as caminhadas é um nunca mais acabar.
Marque na agenda.
Hei-de ir lá acima passar o dia, não é invulgar andar por essas bandas
Fica no centro do país, perto do norte, do sul, da costa e do interior.

Gostei do seu post, Paulo. Recuei à década de noventa quando visitei o Parque Nacional da Serra d’Aire e Candeeiros, com turmas de 6ºano já lá vão uns bons aninhos. Foram duas viagens muito agradáveis sobretudo pela sempre fascinante visita às grutas de Santo António. Foi feita pelos alunos (12/13 anos) de uma das turmas com apoio dos professores, uma brochura que serviu de apoio à visita e que incluía além da caracterização morfológica da região, de uma forma muito breve, apontamentos da fauna com destaque para gralha-de-bico-vermelho, e da flora realçados por imagens a cores. Um trabalho modesto é certo, mas, realizado com empenho e muita dedicação pelos alunos para a sua viagem de final de ciclo, e foi inesquecível.

Maria Luísa
As grutas de Mira de Aire são uma das sete maravilhas. A nascente do Almonda e do Alviela, já um pouco afastadas, também fazem parte do sistema hidrográfico. Tudo muito bonito.

Lá está, vivemos num país que não respeita os velhos, nem as velhas (este país não é para velhos, obviamente).
Explorar a cova da velha, Paulo?
Francamente!
(modo irónico ligado)
Tive o prazer, opss, o gosto, de explorar a “Cova da Velha” (não soa nada bem) como escuteiro, momentos únicos, inesquecíveis, acrescento, para serem feitos/executados, na idade certa.
A Cova da Velha já la estava antes de termos cá termos chegado e lá continuará muito depois de nós. Nunca mais vai ser nova.