Mundo ao contrário


eventhorizon,

Independentemente de quaisquer outras considerações a propósito da oportunidade (pouca), da necessidade (nenhuma) ou mesmo da lógica (inexistente) do referendo sobre a adopção/co-adopção por casais homossexuais, não deixa de ser profundamente irónico ver a Esquerda unida contra uma consulta popular.

10 comentários em “Mundo ao contrário”

  1. Porque é que o João sugere que a Esquerda (com maiúscula) deve ser sempre a favor de consultas populares?
    Eu já vi muitas definições de esquerda e de direita (políticas), mas não me lembro que alguma dessas definições envolvesse qualquer alegada preferência ou desgosto de qualquer delas por referendos.

    1. Onde é que eu disse que a Esquerda deve ser sempre a favor de consultas populares?

      E, já agora, onde é que eu falei em definições de esquerda ou direita?

      Estas duas perguntas, note-se, são retóricas.

  2. Não vejo aí nenhuma ironia, os defensores da democracia representativa em que se inclui grande parte da esquerda, sempre apontaram os perigos do uso do referendo que tende a favorecer posições fundamentalistas de branco e preto, esquecendo o cinzento que constitui a maior parte da realidade.

    1. A direita – ou pelo menos o PSD – também não sai bem da fotografia aqui. Aliás, diria que a única coisa transversal a este tema é a hipocrisia generalizada de ambos os lados da barricada.

  3. A Esquerda é um Camaleão:

    “Um referendo é um espaço privilegiado de expressão cívica, que estimula o debate e a difusão de informação sobre questões relevantes, e cuja necessidade é reforçada no caso de não haver, face à questão a referendar, homogeneidade na base social de apoio de cada partido.”

    Paulo Trigo Pereira e Paulo Côrte-Real

    in http://blasfemias.net/

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