Mulheres do Mundo (5)


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Simone Weil

(1909-1943)

 

Dispensa apresentações e é sobejamente conhecida de todos, a história da “Virgem Vermelha”.

Nasceu em Paris e foi pelos franceses que morreu, em protesto  contra  as condições em que eram mantidos os prisioneiros  de guerra durante a ocupação alemã.

Um dos   legados  que nos deixou foi  a virtualidade de um pensamento enxuto,  descomprometido e pautado por valores, bem patente na sua vida e na obra literária, onde  o misticismo se mistura com uma filosofia de vida ascética.

Um exemplo  ilustrativo  da sua foram de pensar e viver  seu pensamento   é a resposta que um dia dá a um padre apostado em baptizá-la:  "Não quero ser adoptada por um círculo, viver entre pessoas que dizem nós e ser parte de uma gente. Sinto que é necessário permanecer só, uma estranha e uma exilada em relação a qualquer círculo humano, sem excepção".

Quanto aos partidos escreveu: "São organismos oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça".

Mas Simone Weil tinha valores e lutava por eles. Durante a Guerra Civil de Espanha esteve ao lado dos republicanos, viajou até à Alemanha para  tentar perceber as causas da ascensão ao poder  dos nazis, trabalhou na Renault (porque quis viver como uma operária) e, embora  assumindo valores da  esquerda, insurgiu-se contra o capitalismo de Estado  instalado na Rússia, que comparou ao fascismo. Desiludida com a Revolução Russa, afirmou um dia: "O ópio do Povo não é a religião, mas sim a revolução.”

A Mulher Portuguesa de hoje aqui

2 comentários em “Mulheres do Mundo (5)”

  1. Notável e terrivelmente esclarecida a definição que Simone Weil fez dos partidos. E imprescindível tem sido esta sua rubrica aqui no DO, Carlos

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