
Emily Davison
(1872-1913)
Acto de coragem ou acidente? Esta é a pergunta que muitas pessoas ainda hoje fazem quando se fala de Emily Davison, sufragista britânica que iniciou a sua luta em 1906, ao ingressar no Woman’s Social and Politic Union, fundado por Emmelinne Pankhurst. Foi presa várias vezes e fez sempre greve de fome.
No dia 4 de Junho de 1913, durante o grande Derby de Epson a que sempre assistia a família real, decidiu aproveitar a oportunidade para chamar a atenção da realeza e da alta sociedade britânica para a luta das sufragistas.
Atravessou a cerca de segurança, invadiu a pista de corridas e quando o cavalo Anmer, propriedade do Rei se aproximou, postou-se à sua frente.
Há quem defenda que o propósito de Emily Davison era apenas agarrar as rédeas do cavalo e fazê-lo parar, mas terá falhado a tentativa, sendo trucidada.
A verdade é que a sua morte a elevou à condição de mártir, símbolo das sufragistas e feministas.
A mulher portuguesa de hoje é também um símbolo dos anos 60 e 70 do século passado.

A verdade é que, com ou sem esse propósito, ela teve a garra de se por à frente do animal, e isso é o mais importante.
Não conhecia esta mulher. Admirável, como todos aqueles que estão dispostos a dar a vida por aquilo em que acreditam (afirmo-o convictamente, mesmo sabendo que não teria essa coragem).
Discos pedidos: não se esqueça da Gertrude Stein e da George Sand. E da portuguesa Maria Lamas. E de uma outra portuguesa que eu fiquei a conhecer apenas porque me intrigou a sua estátua, anónima, erigida ao pé da Marina de VR de Santo António: Lutegarda Guimarães de Caires, escritora e filantropa. (sécs XIX e XX).
O que eu passei para conseguir saber quem era…
Dois dos seus pedidos já estão programados. E mais não digo…
Quanto a Lutegarda Guimarães de Caíres, soube quem era, há uns anos, através de um amigo de Alcoutim que fez questão em me dar a conhecer a sua conterrânea