
Dolores Gomez
(1895/1989)
Destacada dirigente do partido comunista espanhol que o mundo ficou a conhecer como La Pasionaria, Dolores Gomez nasceu no país basco em 1895.
Durante a Guerra Civil de Espanha a sua frase "Mais vale morrer de pé do que viver de joelhos" foi imortalizada como mote da luta dos Republicanos contra Franco.
Após a vitória de Franco exilou-se na URSS de onde regressou apenas em 1977 para tomar assento no Congresso. Tinha então 82 anos!
Viria a falecer em Dezembro de 1989, um mês depois da queda do muro de Berlim.

O papel de Dolores Gomez Ibarruri,Santiago Carrilo e do PCE em geral, no que antecede a guerra civil (que na realidade “começa” em 1934…) e durante o conflito, não abona muito em favor de tais “combatentes da liberdade”. Leia-se Burnett Bolloten, em 1936 correspondente da UP junto das autoridades republicanas,no seu exaustivo documento Spanish Civil War,revolution and counterrevolution. Realmente nem sempre o que parece, é.
“Não abona muito” é, digamos assim, um eufemismo. Eu diria mais precisamente que, entre Francisco Franco e os amiguinhos da sra Ibarruri, viesse o diabo e escolhesse. Os cadáveres de múltiplos combatentes da liberdade republicanos (por exemplo, do desaparecido Camillo Berneri), barbaramente mortos pelos comunistas, testemunham isso.
Outra frase que imortalizou foi o célebre «No pasarán!», quando Madrid se encontrava cercada pelo exército franquista. Ainda há pouco acabei de ler uma biografia dela – uma mulher notável.
O mínimo que se pode dizer é que o Carlos começa a sua série com o pé esquerdo.
Que escolha horrorosa, uma defensora do regime torcionário da URSS, na sua pior versão (Estaline anos 30).
Viveu enganada toda a vida e não resistiu ao desmoronar da mentira.
RIP!
(Se é esse o tipo de exemplos que tem a sugerir às mulheres de hoje, não há dúvida de que começa bem…).
Pelo que Carlos Barbosa de Oliveira escreveu quando apresentou esta iniciativa, o objectivo não será homenagear santas, mas, isso sim, relembrar mulheres que se destacaram de alguma forma (no mundo da política, da cultura, da ciência, etc.). Dolores Ibarruri, independentemente do que se possa pensar sobre as suas opções políticas – e eu também não me revejo nelas -, foi uma mulher que rompeu com os espartilhos que a sua dupla condição feminina e social impunha – lembro que nasceu em 1895 numa família mineira da Vizcaya -, tornando-se espectadora privilegiada e protagonista de alguns dos acontecimentos mais marcantes do século XX. Nesse aspecto, repito, foi uma mulher notável.
Talvez um dia destes apareça por aqui a Madre Teresa, que deve ser mais do agrado de alguns comentadores, como o Luís Lavoura.
E tem alguma dúvida quanto à diferença entre uma e outra no que toca à qualidade humana?
Carlos, não poderia ter começado da melhor maneira. Quem não quiser perceber, paciência. Adelante !
:))
Até aos amanhãs que hão-de cantar, não?
É isso mesmo, como é que adivinhou? espantosa essa sua clarividência!
E quem estiver à espera de ver por aqui mulheres como Isilda Pegado ou MFL, que se desiluda. O melhor é mudar de canal.
Vade retro satanas!
:))
Dolores Gomez? E que tal aprender a regra dos nomes espanhóis. Dolores Ibarruri, isso sim