Finalmente, uma ideia digna de aplauso: pôr fim ao pesadelo estético que é a proliferação de marquises, feíssimo fenómeno português sem paralelo na Europa e no Mundo. Se este senhor Luís Mesquita Dias fosse candidato autárquico em Lisboa, votava nele.
Imagens: Lisboa antes de ser invadida pela praga das marquises. Tinha muito melhor aspecto, não acham?



Quando as Avenidas Novas eram novas?
Só uma correcção.
As avenidas Novas são aquelas construidas por Ressano Garcia na zona da Avenida Fontes Pereira de Melo e Ressano Garcia (Hoje Républica). A construção da zona de Alvalade nunca mereceu o epíteto de Avenidas Novas, se bem que actualmente muita gente pense que o epiteto a elas se aplica.
Refiro-me, obviamente, às duas fotos. Não são as Avenidas Novas?
É uma senhora, Pedro. Chama-se Luísa e é administradora da Unilever/Jerónimo Martins.
Ontem, lá no CR também saudei a iniciativa, mas se a medida for em frente, presumo que vai vagar uma casa na Rua do Possolo…
Caríssimos,
Mas… E o Cacem, bom Deus, como será o Cacem sem marquises ? E Mem Martins ?
EU gostava de acreditar de que o problema dos arrabaldes desta capital fossem só as marquises.
But it’s a start…
Melhores cumprimentos,
Peço desculpa, Pedro, eu é que estava errado. É mesmo Luís. Sorry!
Pois, Carlos. É Luís. E mantenho a minha: este senhor mereceria o meu voto. E se restringisse o trânsito automóvel no centro de Lisboa, com um sistema semelhante ao de Londres, votaria duas vezes nele.
Então já éramos dois, Pedro. Para mim bastava que restringisse o trânsito automóvel no centro de Lisboa. O problema é que nunca seria eleito, porque o António Costa quer fazer algo muito semelhante ( em relação ao trânsito) e, mesmo sendo eleito, duvido qe consiga.
Carlos, se o António Costa tirasse em tempo útil os tapumes que se eternizam na via pública (aliás uma das promessas eleitorais dele em 2007) já faria alguma coisa. Infelizmente nem isso tem feito, como demonstrarei daqui a uns dia no DELITO. Muita parra, pouca uva.
Já vi marquisees pelo menos em Belgrado e creio que em Barcelona, do comboio entre o aeroporto e a estação central, terei também visto umas quantas.
Mas não existem marquises como as tugas, João. Em quantidade e em (falta de) qualidade. Produto mais nacional não há: só o galo de Barcelos.
Quanto à qualidade não avaliarei, mas se me referir apenas ao aspecto, confesso que as portuguesas são de facto (muitíssimo) mais feias…
Carreguemos nesse superlativo, João. Muitíssiiiiiiiimo.
Pedro Correia, escreveu:
«Produto mais nacional não há: só o galo de Barcelos».
Esta é mais uma mistificação, Pedro Correia.
Produto regional, talvez.
O que tem o galo de Barcelos para ser um produto nacional, no sentido em que pretendem que represente o país?
É que o galo já está identificado com a França.
A caravela sim, deveria ser o nosso ícone de eleição. Não carece de explicação, sequer.
Abaixo o galo de Barcelos sem ofensa para os barcelenses.
Acima a caravela!
Antes de se pensar mais no assunto é bom relembrar:
Fechar uma varanda com uma marquise sem autorização da CM é PROIBIDO!!!!!
Vivam as cidades sem marquises e com casas bem mais arejadas e luminosas
Inteiramente de acordo, anónimo.
Exactamente por ser proibido é que a câmara não quer eliminar as marquises.
http://novafloresta.blogspot.com/2009/08/a s-marquises-e-o-homem-elefante-do.html
Pois…
Lembro-me de uma notícia aqui há 2/3 anos, onde uma proprietária queria processar todos os vizinhos por estes terem marquises. O que ela queria era vender o apartamento e entendia que as ditas marquises dos vizinhos, lhes retirava valor.
Marquise tira valor a qualquer apartamento. Ao contrário de uma boa varanda.
As pessoas gostam de comprar casas com varandas (aparentemente dão valor a este item no acto de compra). Depois apercebem-se da trabalheira que aquilo dá e arrependem-se das ditas, transformando-as em marquises (que sempre dão menos trabalho a limpar e servem como arrecadação). Mas aí também há culpas dos construtores, que durante anos construíram prédios sem arrecadações dignas desse nome.
Não tenho varanda, mas tenho um saguão aberto e não consigo mantê-lo limpo mais do que 2/3 dias… São penas e “tiros” de pombas, molas de roupa, beatas, migalhas e outras coisas piores. Muito do problema passa também pela falta de civismo dos vizinhos. Quantas vezes não viram vocês indivíduos a sacudir as toalhas de mesa para cima do vizinho de baixo, após uma refeição?
Lisboa é a capital dos psiquiatras. A gente entra e eles dizem: “Deite-se na marquise.”
esta foto é a esquina da João XXI com a Av. de Roma não é? Bons tempos… também para que raio os arquitectos fazem tanta varanda virada a Norte – sem exposição ao sol e sim à Nortada (no caso da gde Lx) que não tem qq utilidade?!!! Na dita foto não se aplica, mas em muitas sim. Outras vezes, devido à localização dos prédios, está-se a ver que ninguém vai utilizar varandas para nada, é uma forma de servir de pala para o sol, de ser área útil mas de construção mais barata, etc, etc
Exactamente. Avenida de Roma, esquina com a João XXI (em cima), Avenida de Roma, só (em baixo). No tempo em que se construía com qualidade e boa visão urbanística. Esta zona, por sinal, é daquelas que menos se têm degradado em Lisboa – digo eu, que moro precisamente na Avenida de Roma.
Totalmente de acordo, álex. Especialmente com a gde Lx sem qq.
Bem posso aderir ao movimento, sou a única do prédio que não tem a varanda da frente tapada. com muitas plantas e uma mesa para tomar as refeições, sou também a única a estar ao fresco, enquanto os outros estão a derreter. mas, reconheço que foi difícil resistir. durante anos fomos nós os estranhos, os desendinheirados
Isso tem cura. Faça o favor de se deitar na marquise.
Vivi 16 anos num pequeno apartamento 2º andar com vista para o mar. O prédio com 6 andares, foi todo fechado, quer as varandas viradas para o mar quer as viradas a norte, excepto a minha. Há razões para isso, as famílias crescem, o local é bom, e o espaço faz falta. É engraçado, quando passo pela minha antiga casa, lá continua, a única sem as varandas fechadas. É verdade que noutros países há também algumas “marquises”, mas não sei porquê as nossas parecem-me muito mais feias, presumo que se deva aquele alumínio horrível utilizado na maioria delas.
Feias. Horríveis. Horrorosas. E a multiplicarem-se como coelhos ou cogumelos.
Tudo isto se evitava se em vez das horríveis marquises à vista de toda a gente, se construíssem umas marquises secretas, num local esconso onde não pudessem ser vistas por ninguém. Que falta de imaginação a destes construtores de marquises de meia-tigela.
Por este país fora, há muitos prédios com varandas à frente e atrás. A marquise costuma estar virada para as traseiras, geralmente no lado da cozinha onde serve para arrumos e “sala das máquinas”. A parte da frente, mais nobre e virada para a rua principal, tem a varanda da sala totalmente a descoberto.
Era bom que fosse assim. Mas não é. Cada nesga de varanda, à frente ou atrás, é logo tapada com alumínio e vidro fosco e reposteiros e gelosias e sei lá mais o quê. Não vá o sol entrar. Não vá o ar entrar e perturbar as espessas camadas de pó doméstico e os ácaros de estimação.
Só é pena que no Porto, as marquises tenham sido legalizadas pelo Dr. Rui Rio, em regulamento municipal. Mas em compensação temos muitos automóveis, poucos jardins e uma miséria de parques infantis.
E é pena também, Nuno, que não haja movimentos de opinião pública contra decisões desse género.
A ideia pode estar certa, mas os exemplos das fotografias foram muito mal escolhidos: Os prédios representados (que não se situam nem nas Avenidas Novas nem em Alvalade, mas sim no cruzamento da Av. João XXI com a Av. de Roma) são bem meus conhecidos e não têm ainda qualquer marquise nas fachadas visíveis nas fotos. Há sim uma marquise, pelo menos, no prédio da 2.ª foto, num 1.º andar, mas na fachada que dá para a Av. de Roma, que de qualquer modo não seria visível no ângulo representado. Ambos foram recuperados recentemente (um deles coercivamente) e ainda têm muito bom aspecto. Em caso de dúvida pode-se verificar no Google Earth.
Não vejo qualquer diferença entre o cruzamento das Av. de Roma com a Av. de João XXI e o da Av. de Roma com a Av. dos EUA. E os prédios deste cruzamento e arredores estão cheios de marquises horríveis de alumínio.
Claro que têm bom aspecto, vizinho (chamo-lhe vizinho porque suponho que mora nas imediações, tal como eu). Estão aqui precisamente por isso: de algum modo para premiar o facto de serem dos raros prédios em Lisboa que conseguiram resistir meio século ou mais sem as famigeradas marquises. A Avenida de Roma, em grande parte, é uma artéria privilegiada. Se pusesse aqui os exemplos contrários, pela negativa, nunca mais acabava – até em zonas muito ‘in’ da capital. E o pior é que assistimos a isto já pelo país inteiro. Portugal está a transformar-se nunma enorme Reboleira. Um país de subúrbio.
Ninguém tem nada a meter o nariz se eu quiser uma marquise na minha casa ou não. Ditadores de merda
é de facto uma boa ideia. ainda ha uns tempos estava na minha varanda, a olhar para os predios da frente e pensei nesse facto. fica muito feio ver uma data de varandas fechadas, e todas diferentes. Para alem disso o metal começa a ficar escuro e dá um ar degradante ao edificio. apoio completamente a ideia, afinal nao custa nada as pessoas optarem todas pelo mesmo tipo de material/cortinas, desde que tenham a sua privacidade.
Então e se as pessoas arranjassem uma vida própria e deixassem a dos outros?
Se as pessoas que integram este movimento, têm tanto tempo livre, podiam dedicar-se ao voluntariado e fazer algo verdadeiramente utíl pela sociedade.
Eu sei que não é tão atractivo como andar a meter-se na vida dos outros, mas é garantidamente mais proveitoso.
Pessoalmente acho que em muitos casos as marquises são necessárias. Vivo numa casa pequena, e a marquise fechada serve para três coisas: ter mais espaço (arrumos, zona de limpezas, máquinas de lavar e secar, estendal), serve para me proteger mais do frio e do calor, e também para diminuir bastante o ruído que vem de fora (aviões, trânsito, etc.).
Acredito que, se for uma boa marquise, com materiais de qualidade, e que respeite a estética da fachada, será bem vinda. Nem todos assim o fazem, mas não podemos julgar tudo pelo que um ou outro faz.