Fico doido ao ler coisas destas. Incha-me a glândula popular. Acho que está na hora de rasurar e simplificar toda a legislação existente relativamente à acumulação de benesses do Estado, por entre as quais estes espertalhões abusadores se movem. Trabalhar para o Estado não se reveste de sacrifício especial, não é (sob nenhuma teoria) uma dávida de um ser para o todo. Ou é? Em que medida esse trabalho se distingue de outros? Não há medalhas, prémios? (omito o hábito supinamente saloio de dar nomes de pessoas a ruas e pavilhões. Há poucas coisas tão detestáveis…) Tenham paciência… Está na hora de limpar este País da sua labreguice crónica.
Lamento o meu tom irritado, mas acho que estou certo: i.e. mesmo que eu mudasse o mundo num momento de génio, eu nunca quereria que a “rua do soito” onde vivo (para os citadinos: soito = bosque de castanheiros) mudasse de nome e tivesse o meu nome. Isso interessa a quem? De que vale ter uma rua com o meu nome? Eu acho que é parolice e detesto todas essas formas de beija-cú.
Com este exemplo quero perguntar: o que é que as pessoas perdem quando trabalham para o Estado ou para a causa comum? Por que motivo se convencionou que quando as pessoas trabalham para o Estado devem ter um conjunto de benifícios? Qual é o princípio? A causa pública? Ora, não gozem comigo. Trabalho é trabalho. Eu não entendo a lógica dos privilégios, sinceramente.
Ainda bem que postaste isto, Teresa, se não ia fazê-lo eu. Um escândalo. Fico à espera que tal como nos suprimiram os subsídios, o façam aos deputados e suspendam estas subvenções. Não é um orçamento de emergência? Provem-no.
O padre Vítor Melícias , ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social CES ), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias , da “remuneração acima da média” auferida em vários cargos.
Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos. A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, ‘de entre os membros que compõem o CES , se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral’.
Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. ‘Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico’, diz o sacerdote. Melícias frisa que exerceu funções com ‘remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral’, no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos.
…E eu a julgar que esta gente praticava o ” espírito de missão ” e o “trabalho de voluntariado”???!!!
Fazes bem, Teresa. Pede outra para mim.
Fico doido ao ler coisas destas. Incha-me a glândula popular. Acho que está na hora de rasurar e simplificar toda a legislação existente relativamente à acumulação de benesses do Estado, por entre as quais estes espertalhões abusadores se movem. Trabalhar para o Estado não se reveste de sacrifício especial, não é (sob nenhuma teoria) uma dávida de um ser para o todo. Ou é? Em que medida esse trabalho se distingue de outros? Não há medalhas, prémios? (omito o hábito supinamente saloio de dar nomes de pessoas a ruas e pavilhões. Há poucas coisas tão detestáveis…) Tenham paciência… Está na hora de limpar este País da sua labreguice crónica.
Lamento o meu tom irritado, mas acho que estou certo: i.e. mesmo que eu mudasse o mundo num momento de génio, eu nunca quereria que a “rua do soito” onde vivo (para os citadinos: soito = bosque de castanheiros) mudasse de nome e tivesse o meu nome. Isso interessa a quem? De que vale ter uma rua com o meu nome? Eu acho que é parolice e detesto todas essas formas de beija-cú.
Com este exemplo quero perguntar: o que é que as pessoas perdem quando trabalham para o Estado ou para a causa comum? Por que motivo se convencionou que quando as pessoas trabalham para o Estado devem ter um conjunto de benifícios? Qual é o princípio? A causa pública? Ora, não gozem comigo. Trabalho é trabalho. Eu não entendo a lógica dos privilégios, sinceramente.
Ainda bem que postaste isto, Teresa, se não ia fazê-lo eu. Um escândalo. Fico à espera que tal como nos suprimiram os subsídios, o façam aos deputados e suspendam estas subvenções. Não é um orçamento de emergência? Provem-no.
E não são só os ex-politicos. .
O padre Vítor Melícias , ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social CES ), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias , da “remuneração acima da média” auferida em vários cargos.
Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos. A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, ‘de entre os membros que compõem o CES , se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral’.
Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. ‘Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico’, diz o sacerdote. Melícias frisa que exerceu funções com ‘remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral’, no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos.
…E eu a julgar que esta gente praticava o ” espírito de missão ” e o “trabalho de voluntariado”???!!!
Sobre padres, se me dão licença, escuso-me de falar. Já tenho irritações de sobra e não quero transformar-me numa supernova raivosa.
Náo bebas água de Castelo de Vide, que Carlos Melancia recebe quase dez mil euros mensais.
VIVÓ REGIME E A “ÉTICA” REPUBLICANA, VIVA!
Portugal é uma vergonha, roubam aos pobres para dar aos ricos.