Portugal trepa tudo quanto é escala e aproxima-se vertiginosamente dos países da UE com valores mais altos. Impostos mais elevados, salários mais baixos, ensino mais deficiente, avaliação mais ridícula, língua mais maltratada, ciência mais incipiente, sabedoria mais fraca, autoestradas mais numerosas, défice mais profundo, dívida mais assustadora, política mais ineficaz, políticos mais impreparados, corrupção mais activa, imprensa mais controlada, justiça mais lenta, economia mais débil, finanças mais desperdiçadas, orçamentos mais irrealistas, crescimento mais tímido, trabalho mais precário, desemprego mais dramático, pobreza mais acentuada e homossexuais mais casadoiros.
Só falta sermos felizes. O que se explica: quanto mais o país trepa mais a gente se afunda.


Incrível como do mais e mais e mais não surge a tão almejada felicidade… Deve ser mesmo esse modo de trepar em direcção ao abismo.
Às tantas, deve ser isso…
E vamos ser felizes no abismo?
Acho que não, mas creio que estamos todos mais ou menos habituados.
🙁 (…)
……Deve ser influência da minha casinha, onde vivo, num 11º andar a contar vindo de céu! Não sei como se diz em grego.
Pois é, amigo Zé. Estamos a ver-nos gregos.
É, vamos descendo na vida a pulso.
Ahahah… Snniiiiffffff…
Não chores, vá. Pensa noutros modos de trepar mais simpáticos. Os brasileiros, por exemplo.
🙂
Hum…
Telegraficamente brilhante Ana.Parabéns, em meia dúzia de palavras disseste tudo.
Concordo em absoluto.
Excelente síntese de cinco anos e dois meses de governação Sócrates.
Não admira que Sócrates ande cansado. E nós dele.
Sempre se podia ir ‘trepando’ à brasileira… 😉
É isso que o Governo vem fazendo aos portugueses, aliás.
E como.
Bons ouvidos te leiam!
Obrigada, João. Estou em falta com o DO, eu sei, vou tentar regressar.
Parece-me muito bem.
No canto inferior direito da imagem, vê-se Israel bastante iluminada, paredes meias com uma imensa escuridão.
Aquele iluminado ministro Mendonça parece que vai lançar uma grande obra para que se faça luz naquela escuridão.
Capaz disso é ele. Lançar obras parece ser a especialidade do homem. Acabá-las é que parece que não.
Acho que ele é uma espécie de tradição ambulatória: atrás de mim virá quem de mim bom fará. Ou seja: talvez o anterior não fosse mau de todo…
(Ao que a gente chega!)