
Saio de casa, com a casa às costas, e entro na nova casa, onde a coloco. Cansado, não descanso. Agora que está tudo certo, é tempo de tirar os livros encaixotados, ao acaso ou por comodidade de tamanho, e inventar uma nova ordem. O pior só agora começou.

Como eu te compreendo, Adolfo…
Se as estantes são as mesmas bem que podia ter tirado fotografias a elas antes da mudança. A fotografia digital trouxe oportunidades que não estão ainda enraizadas em hábitos. Agora talvez seja demasiado tarde, mas poderá aproveitar esta ideia para a próxima mudança. Talvez exista mesmo alguma foto antiga com estantes em fundo…
As estantes não são, felizmente, as mesmas. A falta de espaço era tal, com as pirâmides a crescer ao seu lado, que a ordem inicialmente planeada, fosse ela qual fosse, há muito que estava sem aplicação prática!
A sua mulher não colecciona pratos Sacavém ? Oh meu caro, então não sabe o que são as delícias daquilo que eu chamaria o síndroma do berbequim…
Não tenho nem mulher, nem pratos de Sacavém, nem berbequim. 🙂
Boa sorte para a casa nova, Adolfo, mas deixa-me confessar que odeio mudanças dessas. Não detesto a mudança em si, detesto a desarrumação e depois a arrumação. Completamente.
Já me arrependi vinte vezes de ter decidido mudar, o que diz muito sobre mim e sobre a minha, como dizer?, aptidão para o dolce fare niente!