Modo de Vida (34)


Adolfo Mesquita Nunes,

Não podemos controlar o que sentimos. Podemos treinar-nos na domesticação – nem sempre pelo medo – do que sentimos, e podemos até, com sorte e engenho, aclimatar-nos a um estado de constante alerta. Mas não vale a pena perder tempo em terrenos onde a liberdade ainda não existe e a derrota é certa. O que fazer desses sentimentos, como reagir ou dar-lhes seguimento, aí sim estamos no terreno da escolha. E é aí, só aí, onde a liberdade existe, que a moral começa e a confissão encontra justificação.

6 comentários em “Modo de Vida (34)”

  1. Ó Adolfo, desta vez não era para si o voto, era para o Rui.
    Em si eu já votei, mas pronto, como as eleições no Delito são absolutamente democráticas, voto outra vez e não se fala mais no assunto.

  2. Racionalizar sentimentos para interpretá-los, domesticá-los e torná-los responsáveis? Sábio e corajoso propósito. Porque a partir daí não há desculpas, como dizes. 🙂

  3. Ai, meu caro Adolfo, não sei, não. Vale a pena treinar-mo-nos na domesticação do que sentimos? Para quê? Para quem? Para sofrer menos? Para satisfação de quem nos impõe modos de vida? E quem diz que a derrota é certa? Já vi tanta coisa!
    Sempre que nos sentimentos entra a moral a coisa corre mal. Tenho muita dificuldade em aceitar a moralização dos sentimentos. A dos comportamentos já me chega de sobra!

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