Estou sempre a aprender com os cultíssimos leitores do DELITO. Um deles passou ontem por cá para me ensinar, a propósito do separatismo catalão, que «ter língua própria» é critério para aferirmos a existência de uma «nação».
Acabo de concluir, portanto, que Miranda do Douro é uma nação. Dá gosto ter leitores assim.

Historicamente há duas formas de o conquistador impôr a sua língua ao povo conquistado. Depois da língua virá o resto.
Uma é “impor à força”. É a mais rápida mas pode provocar reações nacionalistas, bem ou mal sucedidas. Daí ao Brexit é um pulinho . Se não fossem a Inglaterra e os EUA estavamos hoje todos a blogar em alemão. Aliás ainda não desistiram …!.
A outra é via uma suave aculturação, o desejo das elites locais em promoverem-se adoptando a língua dos conquistadores.
Vejamos o que as espadas de Roma romana e a Bíblia de Roma Católica conseguiram na Península Iberica e arredores: O Ibero-Romance vs o Occitano-Romance
“…As chamadas línguas românicas,… as_rom%C3%A2nicas
… nas diferentes regiões da Espanha, onde são falados o catalão (que tem o valenciano como dialeto), o aragonês, o galego, o asturiano e o leonês;
em Portugal, onde é falado o mirandês; ….”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngu
Vale a pena consultar. A propósito!. A União Europeia virá a ser uma Nação?. Com que Língua?. Flamengo de Bruxelas?. 🙂
Realmente intrigante o conceito de Nação vs Língua.
Ficou-se pela condição suficiente. Se além de suficiente fosse necessária, era pior.
É capaz de ter razão.
As claques do Verdão têm língua própria e todos os sportinguistas reconhecem que o Sporting é uma nação.
Ainda não consegui descortinar o que vai na cabeça de tanta gentinha comentadora, jornalista, politica para defender com unhas e dentes a “independência” da Catalunha.
Então aqueles tarados historiadores(?) do Tavares “pobre” ao Rosas a comparar o cu com as calças afirmando que só houve 1640 por causa da Catalunha, não lembra ao careca.
O Tavares “rico” ontem estatelou-se ao comprido com a embaixadora espanhola em Lisboa. Levou para contar.
Usasse eu esses ícones amarelos (ou sapos) pendurava aqui um sorriso
Meu caro Pedro Correia, a aposição desse sapo ainda lhe pode vir a valer alguns dissabores!! Olhe que, segunda parece, por causa da discriminação ou coisa que o valha pela superstição, ainda fecham aqui a tasca!!
A grande questão da independência da nação de Miranda do Douro é a minoria que fala sendinês e que é em si mesma, et pour cause, outra nação.
Isto das nações é só problemas, só problemas…
Caso para os de Sendim fazerem chinfrim.
Poderia Minde aspirar à autonomia primeiro e logo à independência?
Deve ser-lhe reconhecido desde já o direito à autodeterminação.
Eu sou a favor da autodeterminação do povo afrodescendente do eixo Seixal-Moscavide.
Isto da Catalunha lembra os referendos da UE. Antigamente pediam referendos para tudo e um par de botas, agora que se viu a poia que deu, são uns irresponsáveis por terem referendado a manutenção.
Esse povo afrodescendente terá de falar uma língua própria para se assumir como nação, decorrendo daí o inalienável e inquestionável direito à autodeterminação.
Se eles quiserem ser uma nação que o sejam.
Qual o problema de outras pessoas escolherem outro caminho?
lucklucky
Eles quem!?
Um grupo de tipos do Condado Portucalense por exemplo…
lucklucky
O Martim Moniz vai liderar a independencia do centro de Lisboa em relacao a Portugal…nao tem a mesma lingua que os portugueses e sao grandes apoiantes da causa dos extremistas catalaes
E o Martim Moniz, dividir-se-á, de seguida, em várias nações. Tantas quantas as línguas ali faladas!
Cuidado com isso. Martim Moniz acabou entalado.
O direito à autodeterminação deve depender de haver uma maioria de habitantes que desejem a mesma.
Tudo o resto é conversa para enrolar.
Seria mais convincente se escrevesse essa frase em mirandês.
Se é por uma questão de língua, o “Montije” é uma nação!
Não pode independentizar-se sem estudo de impacto ambiental.
Essa é uma longa história 🙂
Mas já tem Futre, candidato à presidência.
Pedro, temos mais um problema: se ainda houver quem fale rio-de-onorês ou guadramilês, da mesma família do mirandês, lá vai mais uma parte do distrito de Bragança…
Abraço
É verdade, Fernando. Mais essas. Abraço amigo.
Lamento imenso que o Luís Lavoura (LL) até tenha estado ausente até agora para se defender desta sua campanha baixa, iniciada a partir de um dos seus muitos comentários… quem sabe se a “coisa” até não tem a ver com o facto estranho de que um comentário dele disponibilizado publicamente às 11:10, apenas recebeu um comentário seu às 20:23… enquanto, por exemplo, um outro, publicado às 11:37, mereceu resposta sua logo às 16:39.
E isto para nem entrar na sua habitual leitura, reduzida por si a excertos isolados do contexto de discursos, que lhe servem mais do que seria normal, para concluir do modo que lhe é mais conveniente, as mesmas. Os excertos do “discurso” do FR são um exemplo disso… os do LL, nesse comentário, também não escapam a isso. LL nunca afirmou que uma “língua própria” é “A” condição «critério para aferirmos a existência de uma «nação»» – ele limitou-se a, a propósito de um excerto seu do discurso do Fernando Rosas, dizer que, sic, «nenhuma das nações é comprovadamente mais antiga do que a outra, pelo critério linguístico»… o que até, evidentemente, nem FR chegou a sugerir
Nestas caixas de comentários tem aparecido de tudo.
Faltava-nos um cronometrista. Ei-lo que chegou. Tarde e a más horas.