Durante muito tempo acreditei que os ministros existiam para definir políticas na sua área de responsabilidade e que haviam sido escolhidos para a função pela sua competência. Estava errada.
Hoje um ministro é, sobretudo, um negociador sindical. Essa transformou-se na sua principal tarefa, o que lhe restringe para metade, o tempo disponível para pensar, definir, discutir e pôr em prática.
Hoje um ministro é, sobretudo, um negociador sindical. Essa transformou-se na sua principal tarefa, o que lhe restringe para metade, o tempo disponível para pensar, definir, discutir e pôr em prática.
Então para que serve um ministro a meio gás, receoso e em permanente navegação à vista, avançando dois passos para depois recuar um? Serve para empatar a vida de todos nós!

agora tenho que lhe tirar o chapeu; é brilhante este curto mas certeiro post. deus queira que alguem o dê ao nosso investigador que não merece esta cereja envenenada no seu bolo da vida. larga a porra dos sindicatos homem, faça politica de educação,que bem precisamos depois de trinta anos de desvario.e negociações sindicais
Em ditadura um ministro pode definir as políticas que entende e forçar a sua aplicação.
Em democracia tem de convencer os destinatários da política a aderir a ela, e só o pode fazer pela negociação.
Ainda acho preferível a negociação a um qualquer plano quinquenal (ou condicionamento industrial).
Cara Helena,
Absolutamente de acordo. Infelizmente em Portugal os sindicatos têm um poder excessivo o que leva a coisas ridículas como negociar directamente com Ministros. A negociação sindical apenas se justifica a nível ministerial no caso da chamada “concertação social” e em casos de necessidade extrema. Nos restantes casos (casos de mera “negociação salarial”), esta deve ser conduzida a nível de sub-secretário de Estado responsável pelo pessoal ou, noutros casos, de director-geral. Que pode e deve delegar na parte de Recursos Humanos, limitando-se a aprovar ou vetar os resultados das negociações.
Os Ministérios servem para delinear e implementar políticas respeitantes às suas pastas. Os seus funcionários são essenciais para a correcta delineação e implantação mas NÃO SÃO nem podem ser o objectivo final nem principal do Ministério.
Caro jo,
Não, não tem que ser negociada. PODE ser negociado e DEVE ser negociado em alguns casos para manter um bom relacionamento profissional. Mas não tem: os Ministros respondem apenas ao Primeiro-Ministro e ao Parlamento. Não têm que responder a sindicatos.
Carlos Duarte
Obrigada pelo seu comentário que já me poupou a resposta a jo.
Estou inteiramente de acordo consigo. E também não compreendo que sejam ministros a discutir com os “técnicos” da troika…