Isso é verdade: topam-se à distância. (Por falar em distância, em calhando, ainda nos vemos este ano aí nas ilhas. Me aguarde. Irei num avião com hélices.)
Ou seja, by default. Boa técnica. Para quando finalmente se percebe que temos mais probabilidades de morrer atropelados numa passadeira do que de encontrar o parceiro certo. O cálculo está correcto: é igaua ao do euromilhões
Cheguei a essa conclusão mais ou menos da mesma maneira, lembrando-me de uma passagem de Beckford (acho, mas não posso jurar, ou era ele ou era a Alexandra Solnado): quando lhe mostraram um quadro representando um milagre, a saber, o único sobrevivente de um naufrágio subindo a uns calhaus na costa, ele olhou em redor e perguntou onde estavam os outros. “Que outros?”, perguntou o monge (creio que era um monge). “Ora, os quadros mostrando os que não se salvaram”.
A procura emocionada do trevo de quatro folhas impede uma visão objectiva e sóbria das coisas. O truque deve mesmo ser esse: ter a lucidez que permita uma capacidade de análise não toldada pela ilusão do ideal ansiado.
Eeeexactamente, Sílvia. :o) E ter um frigorífico atestado, um forno microondas, um bom vinhito e uns livros jeitosos ajuda bastante enquanto se espera.
Acho que sim, Ana. Eu não sou nada dogmático e rebelo-me contra todas as minhas opiniões (pelas quais não nutro o mínimo respeito). Desde que a vida seja uma coisa interessante e se deixe que os outros sejam felizes, né?
So true 🙂
Em português também dava mas apeteceu-me.
E apeteceu-te muito bem, by Jove. Certas coisas pedem um pouco de fleuma.
Bem visto. O truque é jeitoso; os mágicos é que já não são o que eram. Aprendizes de ilusionista, é o que eles são.
Isso é verdade: topam-se à distância.
(Por falar em distância, em calhando, ainda nos vemos este ano aí nas ilhas. Me aguarde. Irei num avião com hélices.)
Mínima que é máxima.
Não que eu perceba alguma coisa do assunto, Pedro. Já não.
;o)
Ou seja, by default. Boa técnica.
Para quando finalmente se percebe que temos mais probabilidades de morrer atropelados numa passadeira do que de encontrar o parceiro certo.
O cálculo está correcto: é igaua ao do euromilhões
Cheguei a essa conclusão mais ou menos da mesma maneira, lembrando-me de uma passagem de Beckford (acho, mas não posso jurar, ou era ele ou era a Alexandra Solnado): quando lhe mostraram um quadro representando um milagre, a saber, o único sobrevivente de um naufrágio subindo a uns calhaus na costa, ele olhou em redor e perguntou onde estavam os outros. “Que outros?”, perguntou o monge (creio que era um monge). “Ora, os quadros mostrando os que não se salvaram”.
Bandeira, esta é para si, com um “achtung” amigo!
http://cartoons.courrierinternational.co m/dessin/2010/06/30/ca-rigole-moins-en-f rance
(alguém ainda me há-de explicar como pôr aqui os links directos, porque no DO eu não consigo!)
igual, claro
A procura emocionada do trevo de quatro folhas impede uma visão objectiva e sóbria das coisas. O truque deve mesmo ser esse: ter a lucidez que permita uma capacidade de análise não toldada pela ilusão do ideal ansiado.
Eeeexactamente, Sílvia. :o) E ter um frigorífico atestado, um forno microondas, um bom vinhito e uns livros jeitosos ajuda bastante enquanto se espera.
Grande verdade, Zé. Mas achas que não podemos fazer as duas coisas ao mesmo tempo? É que a primeira é muito mais empolgante…
🙂
Acho que sim, Ana. Eu não sou nada dogmático e rebelo-me contra todas as minhas opiniões (pelas quais
não nutro o mínimo respeito).
Desde que a vida seja uma coisa interessante e se deixe que os outros sejam felizes, né?
Pois claro, né. Digo, Zé.
🙂