
Diz-nos o cada vez mais surpreendente ministro das Obras Públicas que, afinal, o TGV vai poder entrar em Lisboa pela ponte 25 de Abril. Espantoso. Todos os estudos que justificavam a construção de uma terceira ponte sobre o Tejo se apoiavam na total impossibilidade técnica desta solução. Das duas, uma: ou os estudos estavam enganados (ou viciados, uma hipótese que nunca deve ser ignorada neste país de plácidos favorecimentos), ou o TGV passará uma única vez pela ponte, numa chegada apoteótica a Lisboa que acabará numa igualmente estrondosa catástrofe.
Há, talvez, uma terceira hipótese: um milagre. Em época de visita papal, talvez Deus tenha tido a caridade de reforçar os carris existentes sem custos adicionais, condoendo-se do estado deplorável das nossas finanças.

Estou de boca aberta. Este ministro diz coisas extraordinárias. Não sei porquê já estou a imaginar os espanhóis a mergulharem de bem alto na praia de Madrid…
Não me lembrei disso, Gi… talvez a ideia afinal seja essa: usar a ponte como prancha de saltos!
Estou preocupado com este cenário. Lembro-me de o presidente do PS, dr. Almeida Santos, ter justificado a construção do ex-futuro aeroporto da Ota com a possibilidade de a Al-Qaida colocar uma bomba na ponte 25 de Abril, inviabilizando as comunicações norte-sul. Se isso acontecer lá vai o TGV pró galheiro. Ganda chatice. O ministro Mendonça terá pensado nisso?
Acho que não vai ser precisa a ajuda de nenhum terrorista, Pedro. A própria ponte trata disso…
E não me parece que o ministro Mendonça pense muito. É um digno sucessor do ministro Jamé.
Deixei de ter palavras para comentar isto tudo. E António Mendonça, que não deixa de ser peça menor por tentar muito pôr-se em bicos-de-pé, ainda me interessa menos.
Olha que ele também não se interessa muito por ti, sobretudo se tencionares usar o TGV para chegar a Lisboa pela ponte 25 de Abril.
É-me sempre grato saber que sou correspondido.
Bolas, assim não brinco ! Eu que trabalho em Lisboa e vivo em Almada e que, dado que trabalho por turnos,uso o actual comboio da ponte precisamente nas horas mortas e gosto muito, vou agora aturar o bando de Joselitos e Marisóis,todos de balde ,pá e toalha,vindos de Madrid, a chilrear a caminho da praia. Safa !!
Loooool
Conforme-se, Fernando. Podia viver sem Joselitos e Marisóis chilreantes? Podia, mas não era a mesma coisa.
O “caso TGV” arrisca-se a acabar série de comédia na FOX ou no AXN. É que cada dia aparece mais um episódio que só dá para rir…
Podes crer.
Sugiro o envio do guião para a Britcom, que vai chamar-lhe um figo. E talvez fosse um bom negócio para os portugueses, afinal…
Agora é que eu estou confuso, Ana: não sei se a imagem mostra a ‘fiarada’ do TGV, se os miolos do ministro, se os cabos da Ponte 25 de Abril. Seja lá o que for, estão num belíssimo estado, não haja dúvida…
‘A rope with no hope’?
Even for the Pope…
Ou “a brain with no train”.
😉
Ou ainda “a train with no brain”, que se aplica ainda melhor.
É muito estranho, tudo isto. No mínimo só podemos ficar todos apreensivos.
E fugir do TGV, a alta velocidade!
Mais um grande post, num país que se torna uma comédia a cada dia que passa. O caso TGV vai ser estudado nas próximas décadas como exemplo de uma insanidade política sem paralelo. Esta história da ponte 25 de Abril é só mais uma para rir sem parar… Ou chorar, depende.
E ainda falam em 3 milhões de passageiros, ou lá quanto é. Que palhaçada…
É mesmo. Mas não vai ser feito, como de costume. É só uma manobra de diversão para calar os insatisfeitos com a megalomania do governo. Todos os dias nos chamam idiotas, Zé… e nós até gostamos, o que é preocupante.
Plácidos favorecimentos… Tranquilo fiquei quando li sobre a chegada apoteótica, pois não se referia ao Papa. Seria igualmente uma estrondosa catástrofe se você condoesse o TGV. Gostei.
Claro que não me referia ao Papa, Henrique.
Claro que não. Estava a ser irónico. Até mesmo na parte que escrevi “gostei”. Sabe que isto com a crise se uma pessoa não escreve caro ninguém lhe dá crédito.
Porém, bem pode escrever caro que ninguém lhe paga…
Sr. João aconselho-o a ler primeiro antes de comentar, convém. Até porque se ler percebe. Não sou fui eu que escrevi caro, até porque não tenho nível para isso.
Entrou mal comigo, sabe? Pode até tratar-me pelo nome próprio e por ‘tu’, mas odeio que me tratem por Senhor João e mais ainda por Sr. João, porque não sou só um bocadinho senhor nem tenho pachorra para quem tem preguiça de escrever “senhor” com as letras todas.
O que haveria de tão complexo atrás que eu pudesse não ter percebido? Parece-lhe muito complicada a modesta ironia do que escrevi? Retribuo-lhe na mesma moeda: vá reler a minha curta linha antes de me vir com conselhos.
Quem entrou comigo foi você, eu não fiz questão.
Tem pachorra para implicar com algo que nem lhe diz respeito mas não tem para encontrar preguiça numa abreviatura respeitadora.
O seu “lhe” (da tal ironia modesta) tanto se podia referir à Senhora Ana Vidal como à minha pessoa. Eu para ter a certeza que o Senhor João se referia a mim, até lhe pedi para ler outra vez e sublinhei que não era eu que estava a escrever caro.
Complexo é você se sentir insultado sem razão.
Ora ainda bem que me fiz entender.
Ana, dado que parece que a nossa ponte sobre o Tejo está nos limites da sua capacidade, presumo que o TGV fará essa travessia à mesma velocidade a que o nosso comboio Lisboa-Porto atravessava, há uns anos, a ponte D. Luís, sobre o Douro: a 1 Km/hora e, mesmo assim, arrancando mil parafusos à estrutura em cada passagem. ;-D
Só mesmo um milagre, Luísa…
😉
Pois, Luísa, posso garantir-lhe que, se algum comboio tivesse alguma vez atravessado a Ponde D. Luís, este país teria conseguido o impossível: estar há uns anos bem pior do que está hoje.
Peço desculpa, João, mas a minha cabeça funciona muito mal quando há nomes a considerar. Referia-me, claro, à Ponte D. Maria. 🙂
Por esta vez… passa. Sabe, por acaso, de que D. Maria se trata?
DONA MARIA PIIIIIIA!!!!!
;-)))))