
“Então Maria Dulce, bem disposta?” “Nem sei, Sr. Doutor, estou nervosa” “Mas nervosa porquê?” “Porquê? Então o senhor no meu lugar não…” ainda ouvi alguém pedir a segunda unidade de propofol.
E veio a máscara verde, e apaguei. Creio que por duas horas, que poderiam ter sido dez. Numa marquesa ao meu lado, alinhavam-se uma série de rolos castanhos de diversos tamanhos, onde haveriam de me deitar de borco, para me poderem retalhar as costas e extirpar a nocente ruptura que me impossibilitou o andar. Não dei pela intubação traqueal.
Acordei abruptamente como se todo o corpo estivesse em polvorosa e a primeira lembrança é de muita náusea e muita gente. Tentavam que me deitasse, mas parece que tinha ganho superpoderes e não foi fácil manter-me deitada. Voltei a apagar.
Acordei agitada, com a sensação de que estava num iglu. Alguém ligou um edredão insuflável e de repente estava numa espreguiçadeira sob o sol calmo do meu Alvor, e assim fiquei numa atenta modorra até me subirem para o quarto.
Pelo que fui ouvindo dizer, apanhando frases dispersas aqui e ali, naquele éter de cortinas e sons de aparelhos de séries de TV, estou em crer que este meu despertar foi um filme. Depois de tanto ler sobre as maravilhas do propofol, que se diz proporcionar a quem o utiliza um sono tranquilo, sem sonhos e com um acordar relaxado, não esperava nada menos do que isso mesmo. Mas não. Comigo não funcionou. Como tal não segundo essa falácia.
Michael Jackson, não, obrigada!
(Imagens Google)

Propofol? Ganda moca!
Rápidas melhoras.
Deve ter sido, deve. Obrigada Bal, bom feriado.
Os meus votos de rápida recuperação, MDF.
Estas últimas semanas também não foram
muito agradáveis para mim.
Fui operada a um glaucoma e não se passou da melhor forma.
Tive direito a um œdème e as dores foram simplesmente horríveis.
Ainda estou a sofrer um martírio.
Felizmente que dentro de uma semana vou tirar os pontos e espero
que o meu sofrimento se acalme. *&€<]#
Um abraço 💐
Os meus votos de rápidas melhoras, Kika. Dores excruciantes, daquelas que preferíamos parir dois filhos por dia sem epidurais nem cesarianas, sei o que são. Foi um mês e meio de sofrimento. Depois deixei de andar. Consultei todas as soluções, e a única que fez sentido foi cortar o mal pela raiz. Já está. Parece que correu bem.
Que corra tudo também pelo melhor consigo, Kika. Beijinhos e coragem. Como dizia a minha bisavó Júlia, o diabo não está sempre atrás da porta!
Obrigada e a bisavó Júlia tinha toda a razão.

Tenho uma amiga que tem um grande sentido de humor,
enviou-me a seguinte gracinha :
L’apérothérapie
Lever le coude
est la meilleure
façon de ne pas
baisser les bras…
Um copinho ajuda sempre a arejar as tristezas. Bota abaixo!
Músicos pedófilos não, obrigado.
As minhas anestesias gerais (fiz três até agora) sempre funcionaram como deviam.
Uma grande, grande moca. E um acordar nas nuvens.
Se bem que foi estranho ter mais clareza mental do que capacidade física para me movimentar…
As melhoras Maria Dulce, e desejos de um bom pós-operatório. Ou pelo menos o melhor possível
Pois a sua é uma opinião consensual com todos os das endoscopia e colonoscopias , que tecem loas à AG! Que coisa. Não tive sorte nenhuma