Nunca escondi o meu apreço pela sua estatura de intelectual e de historiador comprometido com a verdade, que para alguns será sempre um valor relativo, sem prejuízo de cada um ter a sua. Mas não me querendo antecipar, arriscaria dizer que este texto de José Pacheco Pereira será um dos textos do ano. Do ano? Não, da última década. Está lá tudo, até a vergonha de que muitos têm medo de falar (e de ler). Nesta altura deve haver muita gente a espumar depois de saber da recusa do Banco de Portugal em ver na nova administração os perfumados de sempre. Agora a família vai entregar a instituição a um dos que nunca seria reconhecido como um dos deles. Por falta de pedigree. A República, por vezes, ainda sabe estar à altura das situações.
Meus senhores: recebam este texto e leiam-no com atenção
Sérgio de Almeida Correia,


Fui ler o texto do PP e parece-me que o Sérgio está a exagerar. E muito.
Por outro lado, penso que está a ser optimista quanto ao afastamento da família Espírito Santo da direcção do BES – repare que, como diz o Guerreiro no Expresso – eles preparam-se para continuarem a “comandar” os destinos daquela instituição.
Se tiver a maçada de ler o Santos Guerreiro, no Expresso desta semana, a este propósito, encontrará aí um elogio ao governo do Passos, muito diferente da posição expandida pelo PP e que o Sérgio apoia. Para que saiba.
Daqui a dois anos, ou até menos, a gente volta a falar.
Gostava de ler o texto de que fala, mas a nova política do Expresso não o permite. Se mo puder fazer chegar na íntegra agradeço. De outro modo, só daqui a um dia ou dois.
Tentei mas não consegui – li “A loucura no BES” na versão em papel.
Estou certo que vai falar disto mais cedo – dois anos é uma eternidade.
Apesar de tudo JPP só diz o que já outros disseram. Dito claramente, no entanto.
Lembro ainda que JPP foi alguém que há muito falou na falta de independência, e consequente indispensável poder de fiscalização da Assembleia da República. Este seria, assinalou, um dos erros do sistema político português. E cujas tristes consequências perdurarão durante muitos anos.
A diferença é que se trata de um homem com uma assaz, merecida, influência. E de alguém que até passou pelo regime. Sinal de que o navio está a ir ao fundo?.
Em história não existe verdade (em termos absolutos), existem factos e a interpretação e correlação dos mesmos. E isto de interpretações há para todos os gostos. Até do Holocausto.
Quanto ao escrito, enquanto o poder politico não se sobrepor ao financeiro, estamos condenados. Bom, em grande medida, é a existência do próprio dinheiro em si que nos condena. O melhor a fazer é manter o mínimo de contacto com sistema financeiro, especialmente com créditos. Eu pelo menos não tenho nenhum. Acho que nunca gostei tanto de algo escrito pelo PP. O que é que no PS se discute mesmo?
Wlliam Wallace : gostaria de poder publicar o seu comentário, mas o terceiro parágrafo contém algumas afirmações susceptíveis de poderem ser consideradas ofensivas para os visados. A si que escreveu e a mim que tenho o poder de libertá-lo e dá-lo a conhecer aos leitores (visados incluídos ). Se quiser reformular essa parte, terei todo o gosto em publicá-lo. De outro modo não poderei aprovar a publicação do seu comentário.
Grato pela informação, não guardei o comentário, aliás não guardo nenhum dos que faço.
Escrevo na hora, tentando ser isento e mantendo posições coerentes sobre o assunto em causa, o problema é que a isenção e coerência que muito prezo pois sou radicalmente avesso a clubites e ao marketing do momento já não chegam……
Caso queira eliminar parte do comentário que fiz e publicar o resto não tenho qualquer problema com isso.
Os factos genéricos que menciono estão documentados em vários locais apenas e só não houve qualquer tipo de punição judicial para os mesmos.
Um facto indesmentível é que este banco (assim como os demais) está ligado a inúmeros casos de duvidosa actuação ética (para ser mais cordato) e isto contínua a passar-se num País com 1 Milhão de Desempregados, com parte da população que ainda tem alguma forma de subsistência a todos os dias perder alguma da dignidade que possuía e 300 mil emigrantes forçados, sendo que muitos deles estão a viver em condições péssimas e humilhantes nos países que os acolheram.
Segue o seu comentário amputado de algumas expressões, conforme me autorizou a fazê-lo.
William Wallace disse sobre Meus senhores: recebam este texto e leiam-no com atenção no Domingo, 22 de Junho de 2014 às 04:59:
Pacheco Pereira com a sua argúcia e saber da poda explana o que é a democracia que vigora em Portugal, nada mais que uma ilusão de poder para manter as massas entretidas enquanto são retirados todo o tipo de direitos e liberdades BÁSICAS, seja pelo confisco do fisco aos que ainda possuem alguma forma de sustento ou pura e simplesmente pela supressão de qualquer forma de rendimento o que leva as pessoas a preocuparem-se se terão sopa amanhã e a deixarem de pensar em direitos como a saúde, a educação ou a verdadeira Liberdade.
A destruição de Portugal começou em 1986 , quando nos começaram a pagar para não produzirmos por iniciativa dos nossos próprios políticos e por incrível que pareça a factura chegou em 2011 sempre como os mesmo políticos a assinar de cruz tudo o que vinha da CE que de comunidade não tem nada.
Eu prefiro estar só do que mal acompanhado e Portugal anda com más companhias há muito tempo e as mesmas foram trazidas pelos “democratas” de pacote das ultimas 3 décadas.
Infelizmente esses (…) do BES responsáveis por (…) de contas, (…) ao fisco e (…) de dinheiro irão continuar a mandar [no conselho estratégico] através das marionetes que indicaram ao BdP, a merda continua a mesma, o cheiro é que muda.
Um ultimo pormenor – o chairman proposto é alguém que poderia ter sido ministro da Justiça do actual governo pelo PSD, assim como o chairman do Banif é alguém que foi ministro do inginheiro pelo PS.
Se Portugal não fosse uma republica das bananas em que só o mexilhão paga e sofre, esses senhores do aguenta já estavam todos na cadeia e teriam ficado eles e as suas famílias a viver da caridade alheia pois todo o seu património teria já sido confiscado e os negócios ilícitos que promoveram com os seus amanuenses políticos teriam sido já terminados há muito.
“IF WE CUT THEM THEY ALSO BLEED “
Wiliam Wallace,
O meu próprio comentário acabou por sair com uma parte truncada.
De qualquer modo vou publicar o seu comentário anterior sem as expressões “problemáticas”.