Metro a metro, uma surpresa


Ana Vidal,

 

O Metropolitano de Lisboa acaba de ter esta ideia brilhante. Se vive na capital, prepare o espírito para uma festa de novos destinos emocionantes e não gaste os seus preciosos neurónios a fixar os nomes das estações, porque eles serão imprevisíveis: só durarão o tempo de um contrato. Por mim, já tenho até algumas sugestões:

 

Laranjeiras-Sumol

Restauradores-Olex

Luz-IURD

Rato-Eurodisney

Anjos-de Charlie

Parque-Playmobyl

Bela Vista-Multiópticas

Senhor Roubado-Chaves do Areeiro

Pontinha-Durex

 

Sinta-se à vontade para sugerir também as suas parcerias. O Metro agradece.

41 comentários em “Metro a metro, uma surpresa”

  1. Sete Rios – Transtejo
    Oriente – Hyudai
    Olaias – Gelados Olá
    Entrecampos – Conselho Nacional d’Arbitragem
    Cidade Universitária – Centro de Emprego
    Restauradores – Fundação Casa de Bragança
    Picoas – alfinetes Maria Amélia
    Martim Moniz – Jerónimo de Martins

    Isto realmente é um mundo sem fim…

          1. De forma nenhuma! Com o marquês era às claras. Toda a gente sabia que ele mandava nesta corja toda para o melhor e para o pior. E os poucos que não perceberam a ideia lá acabaram no suplício. Agora com o Salgado, suplício é que de tudo o que se diz que o homem pode ninguém sabe muito bem o que é fábula o que é verdade. Eu cá gosto de saber com o que contar.

  2. Também a mim não me agrada este tipo de coisas. Mas o pior mesmo é continuar na ilusão.

    Suponho que a Ana Vidal utilize o Metro. A ser assim, a última frase do post deveria dizer: “Sinta-se à vontade para sugerir também as suas parcerias. O Metro agradece. E, mesmo não gostando, eu também agradeço”.

    1. Eu não moro em Lisboa, por isso só pontualmente utilizo o Metro. Mas aquilo com que não posso concordar – e muito menos agradecer – é a mudança dos nomes das estações. Acho um absurdo total e presta-se às situações mais caricatas, como tentei demonstrar neste post. Mesmo a colocação de publicidade devia ter regras exigentes, ou então não entendo para que se gastou dinheiro a entregar cada estação a um artista plástico. Já imaginou uma estação decorada com obras da Paula Rego passar a chamar-se Tampax e ter publicidade condizente, por exemplo?

      1. Já diz o povo: a cavalo dado não se olha o dente. Especialmente se não há dinheiro para o dentista.
        Regras exigentes são luxo de quem tem um mínimo de autonomia financeira.

        Para que se gastou dinheiro? O problema é que se gastou. E muito. E emprestado. E agora não há como pagá-lo.
        Já imaginou uma estação decorada com obras de Paula Rego fechada? Sine die? Ou vendida para discoteca angolana? É essa a gravidade da situação. E o pior é que vão tentar mantê-la aberta limpando mais uns subsídios de Natal ao zé povinho.
        Espero que se lembre disso em Dezembro próximo: “estou mais pobre; mas, ao menos, salvei Paula Rego dos pensos higiénicos!”

        1. Não sei se a Paula Rego gostaria de ser salva dos pensos higiénicos, Sampy, mas cheira-me que não gostaria muito de ver-se numa discoteca angolana.

          Brinco, é claro. Para não chorar.

      2. O problema – sem importância, claro… – é que não houve (nem, segundo sei, está previsto haver) qualquer mudança de designação das estações do Metro, a começar pela da Baixa-Chiado.

        1. «A estação vai passar a chamar-se Baixa-Chiado “PT Blue Station”, depois da operadora de telecomunicações passar a patrocinar a estação de metro.»

          É o que diz a notícia, Francisco, não inventei. E diz também que já há negociações com outras marcas.

          1. V. acredita em tudo o que lê, ouve ou vê nos “media” portugueses?

          2. Nem tudo, mas não vejo razão para não acreditar numa notícia que não é desmentida.
            Mas se tem informações seguras em contrário diga-me qual é a sua fonte, assim talvez eu possa avaliar qual é a que tem mais credibilidade.

  3. 😀

    espero que os que se insurgiram, e bem, contra o logo do BES na bandeira nacional façam agora um escarcéu.
    mete nojo, isso… esse Costa vende até a mãe, pqp…

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