Merkel critica Costa


Pedro Correia,

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Angela Merkel puxa as orelhas a António Costa, por motivos óbvios: o Governo português escancarou as portas ao turismo britânico na pior altura. E convém lembrar que tanto Costa como Augusto Santos Silva ainda reclamaram quando Boris Johnson pôs fim à via verde turística entre Londres e Lisboa. 

A história vem no Político: a chanceler alemã censura Portugal por ter permitido a entrada de turistas britânicos com a variante Delta. Eis a voz do bom-senso a falar. Infelizmente é necessário surgir alguém de fora para apontar com clareza o que está errado aqui. Como se não houvesse oposição em Portugal. 

12 comentários em “Merkel critica Costa”

  1. Israel, que muitos julgavam erradamente uma referência, também já começa a reverter medidas:
    https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/israel-alerta-para-possivel-nova-onda-de-coronavirus
    Costa e a UE têm de entender que o PRR está aí para de imediato matar a fome aos que já a têm e aos que ainda virão a ter. Devem ser tomadas medidas urgentes relativamente a rendas habitacionais e comerciais, pagamentos à banca e estabelecer-se um plano nacional de alimentos para carenciados, que não o banco alimentar. O assunto a partir de agora é a sério e deve ser gerido de oura forma. DE igual forma tem de ser estabelecido um plano para medicamentos comprometendo as farmacêuticas neste processo.

  2. Angela Merkel puxa as orelhas a António Costa, por motivos óbvios: o Governo português escancarou as portas ao turismo britânico na pior altura.

    Pois ela também critica António Costa na pior altura. Deveria tê-lo criticado no momento. Falar muito depois é demasidamente fácil.

    1. Pois é, meu caro. Mas se ela tivesse dito na altura, como eu disse nesta conversa que estabelecemos – https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-habitual-doutrina-inglesa-12715072#comentarios -, você argumentaria na mesma contra isso.

      É minha convicção que este desgoverno de pacotilha, juntamente com os conselheiros sanitários de igual calibre, necessitam começar pelos ensinamentos do epidemiólogo Adrien Proust, pai de Marcel Proust, para que possamos ter mais vida e mais saúde.
      Esta malta ouviu falar numas vacinazecas de merda como solução para uma situação que só a natureza vai resolver, com tempo. Exactamente como aconteceu com outros surtos no passado, incluindo os de cólera.

  3. a chanceler alemã censura Portugal por ter permitido a entrada de turistas britânicos com a variante Delta

    Erro da chanceler alemã. Ela não deve saber que nós cá em Portugal temos montes de trabalhadores indianos e nepaleses. Podemos receber a variante Delta diretamente da Índia e do Nepal, sem necessidade que os ingleses no-la tragam.

    A chanceler alemã fala por falar, sem conhecimento dos factos. Deveria manter a boca fechada. Ele não sabe se os turistas ingleses que nos visitaram vinham muito ou pouco infetados com a variante Delta. (Tal como eu não sei se os nepaleses que cá trabalham trazem ou deixam de trazer a variante Delta do Nepal.) Não sabe, e deita-se a adivinhar. Não deveria. Eu assumo a minha ignorância, e ela deveria assumir a dela.

  4. Parece-me que as declarações são muito desastradas. Não me parece que a chanceler alemã tenha alguma coisa a ver com esse assunto. É um mau princípio esta intromissão nos assuntos nacionais.
    Na minha óptica o governo esteve bem nessa altura. Agora é que está a desatinar… infecções que não se traduzem em internamentos e mortes expressivos não devem ser consideradas preocupantes. Já a eminente pobreza de uma grande parte da população (proibida de trabalhar pelo estado) parece-me um assunto muito preocupante.

      1. Normalmente concordo com a Susana e concordo totalmente quanto à parte final. Na substância do assunto do postal nem tanto. Sem preocupação de ordenar:
        1. Merkel, como infelizmente paga a maior parte da factura, tem sempre legitimidade para criticar. Neste caso tem uma legitimidade acrescida porque no nosso pior momento enviou médicos e equipamentos para ajudar.
        2. Neste caso a “culpa” do governo português é reiterada. Basta lembrar que não proíbiu os voos de Inglaterra porque queria os ingleses no Natal e tivemos Janeiro e Fevereiro de horror, o que não tinha de acontecer. E as imagens do final da “Champions” chocaram meia Europa.
        3. Merkel, que gere uma coligação e está enfraquecida pela próxima saída, estava a justificar as proibições alemãs de voos de diversos países que tinham alguma ou mesmo expressiva oposição interna. Assim acho que objectivo era a defesa interna das suas medidas e o exemplo português foi um dano colateral.

        1. Concordo com o ponto 2. No Natal o governo agiu mal ao não ter fechado muito mais cedo as fronteiras com Inglaterra.
          Porém, a situação atual nada tem a ver com a natalícia. Agora há vacinas. Agora não há mal em manter as fronteiras abertas. Algumas pessoas hão de adoecer, claro – mas a morte é uma consequência natural da vida.

  5. António Costa tem origem Goesa, possivelmente é esse o problema.
    Quando a variante inglesa começou a entrar em Portugal através dos turistas Ingleses ninguém se queixou. Agora com a variante Indiana ou Delta cai o Carmo e a trindade.
    Tenha mais sentido de Estado Sr. Pedro Correia!
    Que tal um pouco de patriotismo!!

    Maria Adelina

    1. “António Costa tem origem Goesa, possivelmente é esse o problema.”
      Não Maria Adelina, esse não é o problema e, por vezes, é a desculpa.

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