A queda de Mubarak é inevitável. E nem é preciso consultar os astros. Basta recorrer a um barómetro ainda mais infalível: a Internacional Socialista acaba de expulsar das suas fileiras o partido do ditador egípcio.
Menos um socialista a governar
Pedro Correia,

Era tempo, não?
Deste vez apressaram-se. Na Tunísia, Ben Ali caiu a 13 de Janeiro e o partido dele só foi expulso da Internacional Socialista no dia 17. Quatro dias são uma eternidade em política.
Vejo que a organização de que José Sócrates é um dos vice-presidentes se tornou mais eficiente em três semanas. Muito bem.
Estas decisões devem ser bem ponderadas. Nunca demoram menos que 30 anos.
Prevejo que o próximo partido a expulsar da Internacional Socialista seja o que governa o Iémen há 32 anos. Ainda Sócrates era membro da JSD…
O Vice-Presidente da Internacional Socialista votou favoravelmente ?
O melhor é perguntar ao Jorge Lacão. Ou ao Francisco Assis.
A Internacional Socialista mudou muito em três semanas.
Pois. Receio que comece a ficar algo descaracterizada após a partida de tão iminentes vultos socialistas como o general Ben Ali e o general Mubarak.
Mas Mubarak, humilde, diz que não sai.
Porque é ele ou o caos.
Como se ele não fosse o caos….
Estou muito preocupado com o Egipto. E também com a Internacional Socialista, que começa a perder alguns dos seus melhores talentos.
Ao momento ou pronto a servir. Á vontade do freguês.
«Se os meus princípios não lhe agradam, arranjo já outros.»
A minha analogia com os cozinhados refere-se ao cardápio de temperos por época da internacional socialista.
A Internacional Socialista parece a sopa da pedra. Há sempre lugar para mais um na panela. Mesmo que seja um grande calhau.