Menina não entra


Pedro Correia,

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Em Atenas, o recém-empossado  Governo encabeçado por Alexis Tsipras evitou embarcar em modernices: do novo elenco ministerial não consta uma só mulher, com quotas ou sem quotas.

Aqui está um tema em que a esquerda radical difere claramente da esquerda moderada de Zapatero, Renzi e  Manuel Valls, que formaram governos “paritários” em Madrid (2004), Roma e Paris (2014).

Aguardo as primeiras críticas, ainda que tímidas, de grupos feministas ao executivo de coligação entre o Syriza e a direita nacionalista. Aguardo sobretudo uma reacção enérgica do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, que já em 2009 reclamava um “governo mais feminino” a José Sócrates. E um protesto muito sonoro de Ana Gomes, aliás pioneira nestas reivindicações.

Tsipras é até capaz de reconsiderar.

0 comentários em “Menina não entra”

  1. Melhor esperar sentado. Estes são os puros. Os puros guiam os moderados.

    O feminismo, tirando raras excepções não existe para defender as mulheres, é apenas mais um oportunismo para atacar a civilização ocidental pelo Marxismo.
    Logo obviamente os Marxistas não serão atacados pelo Feminismo.

    1. “O feminismo, tirando raras excepções não existe para defender as mulheres, é apenas mais um oportunismo para atacar a civilização ocidental pelo Marxismo.”

      Sem tirar nem pôr — e como o feminismo há por aí outras “causas”.

  2. Esse pessoal vê o argueiro nos olhos dos outros mais depressa que as traves que tem enfiadas no seu.

  3. Perante os apoios ao Syriza, os trabalhadores da CML podem começar a exigir um aumento de salário ao Kosta.
    Estamos todos à espera da colagem de Costa ao Syriza.

      1. Os papás do tráfico do crédito, essa “cosa nostra” escrita em caracteres não latinos nem gregos, apressaram-se a informar o filho dilecto que Tsipras é má companhia, não fosse ele pôr-se a jeito.

      1. … e tira horas de sono.
        Para optimizar a produção, dormir já é um luxo na China.
        Como é óbvio, já haverá estudos, por enquanto politicamente incorrectos, que dizem exactamente quanto se pode extorquir de um trabalhador (escravo), em termos de horas de sono, comida, sem afectar a sua produtividade.

  4. Antes de sermos homens e mulheres, somos pessoas. E, pode acontecer, que neste partido não haja gente do sexo feminino a quem sejam reconhecidas capacidades para a governação. As quotas são uma grande treta, pois para as cumprir pode-se cair no erro de recrutar qualquer uma que esteja mais à mão…

  5. Então e da parte do ex-Berloque Bicéfalo, agora Berloque do Género Catarina, que elogios a esse governo de pesadelo?

  6. Cá pra nós,esquerda da vanguarda,a quem marx destinou a redenção histórica,isso já não faz sentido.Quem lhe garante que a guarda avançada grega
    não integra já um representante de todos(todos!)os géneros?Como é que os distingue numa foto? Tenha confiança na vanguarda,ela pensa por nós.

  7. Merkel foi suficiente para traumatizar a Grécia. As raparigas vão ter de esperar algum tempo porque esta guerra não é para meninas. Nem sei mesmo se a menina Merkel a vai aguentar.

      1. Pedro,
        o meu caro deve estar mais informado a respeito das reacções da Merkel a estes “fluidos” que eu.
        Aguarde mais uns quinze dias para ver se ela atingiu ou não o clímax perante a testosterona.

  8. Bom, em termos de politicamente correcto um cego deve valer no mínimo por três mulheres. E não sei se algum dos ministros é homossexual assumido, o que valeria logo por mais duas (transexual valeria umas quatro). Um par de não-caucasianos também ajudaria mas talvez o parceiro da direita nacionalista não achasse piada.

    Evidentemente, Tsipras poderia ter escolhido cinco mulheres, entre as quais uma cega e uma lésbica assumida – isso, sim, seria fazer avançar o mundo.

    Já agora, é pena o cego não ser ministro das finanças. Não por uma questão metafórica mas por o meu lado negro achar piada à ideia de um confronto entre um cego e um deficiente motor.

    1. Verifico que continuas a usar termos politicamente incorrectos, meu caro. Deixou de haver cegos: agora há deficientes visuais. Os surdos também desapareceram, dando lugar aos deficientes auditivos.
      Os pobres são desfavorecidos. Os velhos, idosos. Os trabalhadores tornaram-se colaboradores. E os despedimentos deram lugar às dispensas. Os negros são afrodescendentes. E os gordos tornaram-se fortes.

  9. Como a direita gosta de dizer com muito mais despropósito, neste momento há coisa mais importantes em que pensar. A prioridade deste governo parece ser a economia. Além disso os 25% de pobres devem incluir umas quantas mulheres, gays e transsexuais.Irão beneficiar todos do que este governo conseguir.

  10. Pedro, quem são as candidatas superiores aos homens escolhidos para os cargos? Sabe sequer se elas existem? Como é que sabe que estes não são as pessoas mais competentes para as funções do novo governo?

    Sempre o tomei por demasiado anti-politicamente correcto para ir na cantiga das quotas.

    Eu não quero paridade, prefiro a meritocracia . Não quero com isto dizer que Tsipras escolheu os melhores homens para o cargo, mas não tenho motivos para achar que a introdução de mulheres automaticamente melhorasse o governo dele. Este texto parece-me uma tentativa desesperada de encontrar algo negativo para dizer sobre Tsipras ; vários colegas do DdO têm feito melhor trabalho ao longo da semana enfatizando as medidas desastrosas que vai tomar.

  11. Era uma vez um bando de dez homens de barba aparada à extrema esquerda ou direita, consoante os gostos tão extremados e opostos. Não havia lugar para mulheres, claro. O conservadorismo retrógrado dá nisto: para as mulheres, os tachos são outros…

  12. Confesso-me pouco inteligente e, presumo por isso, não compreender a "coisa".
    Afinal o que se questiona aqui? Que as mulheres devem ter lugar nos governos, ou pelo contrário é melhor que nem por lá apareçam (a menos que façam parte do esquadrão de limpeza dos gabinetes)?
    Que os homens são melhores em (quase) tudo do que as mulheres? Ou mesmo em tudo, sei lá?!
    Que as mulheres são inferiores ou que os homens não são?
    Até me ocorre perguntar-me: a Ana Gomes terá culpa somente porque diz coisas, ainda que algumas delas fora de contexto?
    Caindo num lugar comum (e sem preocupações de toda a ordem) direi que me vejo grego para perceber a "coisa" aqui tratada.
    E fica uma questão: o mais importante é o género ou a competência? Porque de mediocridade, de irresponsabilidade e de incompetência estou (estamos?) farto!
    Dir-me-ão:tás parvo pá, não é nada disso…
    Admito! Afinal o que percebo eu destas coisas?
    Cumprimentos.

    1. Vendo bem, o género feminino já está representado na própria sigla do partido dominante, Syriza. Feminina. Embora o jornalismo machista português lhe ponha um abusivo artigo masculino. Como se fosse Syrizo e não Syriza.
      Aguarda-se também nesta matéria a esclarecida opinião da deputada Ana Gomes.

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