Memória de um outro Parlamento


jmmcc,

Mantenho a ideia de um homem duro e firme na defesa das suas convicções, eloquente e elegante nas palavras.

Nasceu no Porto a 19 de Julho de 1934 e morreu em Lisboa há 29 anos, exactamente.

20 comentários em “Memória de um outro Parlamento”

  1. Eu também mantenho, João. Não somos um país com muitos estadistas na nossa História recente. Ele, a meu ver, era um deles.

  2. Já faz 29 anos que se deu o trágico acidente de avião, mais que as rugas isto assusta-me – o tempo a passar tão depressa . Eu estava ainda na “casa dos vinte, era uma jovem-no-pós-25-de-Abril – Francisco Sá Carneiro – o político , dizia-me pouco (hoje em dia tenho uma percepção diferente, claro) mas, o homem, o senhor que vivia numa relação amorosa, “ameigado”, com uma senhora lindíssima, mais alta do que ele, de nome Snu e sem complexos, não me era indiferente e, assim, João, junto a minha à sua “Memória..”,

  3. Como já aqui comentei por mais que uma vez, julgo que Portugal poderia ser hoje um país bem diferente, melhor, mais democrático e, sobretudo, mais sério, se Sá Carneiro e outros homens da sua têmpera de que sabia fazer-se rodear, pudessem ter continuado à frente dos destinos do país.
    Um homem do Norte, mais, um verdadeiro ‘homem do Porto’, como nem todas as gerações tem a felicidade de conhecer.

  4. Você devia ser muito jovem nessa altura ou então tem a memória muito curta. No Parlamento, a linguagem era mil vezes pior do que agora, os deputados (Sá Carneiro incluído) até se mandavam à merda alto e bom som em pleno hemiciclo. Apenas, nessa altura, não havia transmissão directa das televisões, nem TV privada, etc.
    Quanto a Sá Carneiro, eloquente, duro e firme sem dúvida que era, mas elegante…desculpe mas nem sempre, Se quiser mando-lhe alguns discursos e comentários que de elegante não tinham nada.

    1. Agradeço o cumprimento, Clara: sempre tive uma memória jovem, que conservo.
      Quanto ao resto, dê-lhe o desconto dos “calores abrileiros” e vai ver que tenho razão, como os comentários da minha geração confirmam acima.

  5. Sá Carneiro, um tribuno dado e usado a calores de linguagem asneirenta?
    Jamais. Não era o seu estilo.
    De resto, é simplicíssimo: nada há de mais fácil do que consultar os diários da assembleia da república desses anos de 75/80. Quando fiz Constitucional II dei-me a esse trabalho, fundamental para avaliar o chamado espírito do legislador no seu ambiente originário, em sede legiferante . Claro que eram tempos pós revolucionários e uma amálgama de gente compenetrada ou incendiária.
    Vão lá procurar: realmente os bregas eram muitos, mas Sá Carneiro não pertencia definitivamente a esse grupo 🙂 🙂
    Olha quem.

  6. A mesma “receita” (http://eramaisumfino.wordpress.com/2009/12/05/a-mesma-receita/)

    Depois da derrota do PSD nas legislativas, alguns responsáveis laranjas apressaram-se a pedir a demissão de Manuela Ferreira Leite e da sua CPN. Os líderes das 2 maiores distritais foram os que mais se ouviram, Carlos Carreiras (que apoiou Santana Lopes nas eleições 2008) e Marco António Costa (que é apoiante de Passos Coelho).

    Estes 2 grandes responsáveis do PSD defendem que (apesar das vitórias nas Europeias e Autárquicas) a actual liderança não tem condições de continuar, e que o partido precisa de uma renovação geracional. Dizem que há gente que está à tempo demais no partido.

    Lembro o que CC disse depois de saber a composição das listas para a AR, nas quais não estava: “…esta incoerência entre os valores o que se diz e aquilo que se pratica“. É triste que CC se esqueça que na mesma entrevista disse: “Se os resultados (de Lisboa) não cumprirem os objectivos estabelecidos há quase 1 ano não preciso que me empurrem: eu próprio sairei pelo meu pé“. Como diz o ditado: “Olha para o que eu digo, e não para o que eu faço” . MAC voltou a candidatar-se a presidente da CPD Porto, e CC voltou a candidatar-se a presidente da CPD Lisboa.

    CC preferiu esquecer-se que perdeu as eleições em Lisboa e em Oeiras. Perdeu 2 vereadores em Vila Franca Xira e 1 na Azambuja e Lourinhã. Foi ultrapassado pelo PS em Sobral Monte Agraço e pelo PCP em Odivelas. Manteve-se em Cascais e Sintra.

    MAC preferiu esquecer-se que perdeu as eleições na Trofa (!!) e em Sto Tirso. Perdeu 1 vereador na Póvoa Varzim, em Vila do Conde, em Paços Ferreira e em Baião. Perdeu 2 vereadores na Maia, em Matozinhos e em Amarante. Ganhou Felgueiras e manteve-se em V.N.Gaia e Porto.

    Ora, há quanto tempo são, MAC e CC, presidentes das respectivas distritais? E não são estes senhores que querem os louros das vitórias nos seus distritos? não terão eles responsabilidades também no resultado das legislativas? Dito isto, não seria coerente que MAC e CC aplicassem a si próprios e às suas CPDs a mesma “receita” que querem para MFL e a CPN?

    (e o mal é que isto se aplica também a muitos presidentes de concelhias e núcleos de freguesia espalhadas pelo país. Eu conheço 2 exemplos bem de perto. Um no distrito do Porto e outro no distrito de Coimbra)

  7. Eheh, afinal já cá tinha estado a comentar e não me lembrava 😉 Grande Sá Carneiro (nascido no Porto mas com raízes profundas sabes onde? Barcelos! Boa cepa…

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