
O ‘liberalismo’ das nossas instituições, nomeadamente em Bruxelas, consiste em acabar com a concorrência e criar grandes grupos económicos. Esta é a história dos últimos vinte anos, mas vai acelerar. Será subsidiada a produção de chips (um exemplo), canalizando dinheiro dos contribuintes para empresas multinacionais lucrativas, que depois vendem os chips para aumentarem os seus lucros. Isto é feito em nome da segurança das nações e em violação do mercado único. Uma espécie de socialismo só com a parte dos subsídios. A transição verde também está a ser subsidiada, para depois as empresas (por exemplo, de hidrogénio verde) venderem energia ao preço de mercado. No fundo, será socialismo na fase de arranque, liberalismo na segunda fase. Nem é preciso referir o caso do salvamento dos bancos, dos investimentos nas indústrias militares ou da concentração empresarial no sector da aviação. O que se está a passar no capitalismo é estranho, trata-se de acabar com os pequeninos, subsidiar fortemente os fortes, criar um sistema de rendas.
imagem criada por Dall-e, com instruções mínimas

“O que se está a passar no capitalismo é estranho, trata-se de acabar com os pequeninos, subsidiar fortemente os fortes, criar um sistema de rendas.”
Julgava eu que esse seria, grosso modo, o objectivo capitalista em geral – dar mais a quem tem muito e assim neutralizar os pequenos.
A confusão entre capitalismo e mercado livre?
O liberalismo já acabou, como há pouco tempo foi muito bem dito pelo fundador da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, Morris Chang.
Como é que essas instituições podem ser Liberais se os seus membros foram educados pelas Universidades e Jornalismo Neo-Marxistas?
O Estado Liberal acabou. O processo foi longo e deriva de vários equívocos e desistencias.
Entre os quais a confusão propositada entre Democracia e Liberdade e entre esta e Igualdade. Tentaram-vos convencer que é a mesma coisa.
Desistências em parte pelo vazio ideológico da fim da Guerra Fria por parte dos vencedores que deram o campo de batalha ao Novo-Marxismo. Não confundir o maleável Marxismo com o inflexível Comunismo. Os vencedores pensaram que não teriam de combater mais para manter o Estado Liberal, parece que se esqueceram que as gerações renovam-se e têm de aprender tudo outra vez.
Marxistas derrotados não conseguiriam tomar o poder sem aliados, em consequência a aliança Marxista-Grande Capital está de vento em poupa. Admirando o poder normativo e logistico das grandes multinacionais e percebendo que se as controlarem/influenciarem em vez de as combaterem podem ser um forte aliado na implementação do seu objectivo de sempre fundamental: O Fim da Liberdade Individual.
Note-se por exemplo o ódio da esquerda ao Alojamento Local mas nenhum contra a Sonae…
O alojamento local são uma data de pessoas cada uma com a sua ideia, logo são completamente inúteis para a esquerda. Já a Sonae é uma organização que pode ser muito útil para implementar politicas e comportamentos “progressistas”.
Como sempre o resultado da aliança entre Socialismo e Capital será algo parecido com o Fascismo e na prática resultará em Democracia Totalitária. Podes votar mas só pode existir uma política – o jornalismo estará cá para justificar a violência e chantagem contra os recalcitrantes – e o dito Estado Social controlará todos os aspectos da tua vida. Terás pontos sociais como hoje tens pontos na carta pela tua fidelidade ao regime.
lucklucky está muito confuso com esta do “neo-marxismo”.
O que é isto do novo marxismo que se ensina nas Universidades?
A esquerda não odeia a Sonae… , pois quem anda a deitar abaixo os lucros dos grandes supermercados é tudo a IL que andou nas Universidades neo-marxistas. Tá a ver meu.
Ainda não percebeste, o objectivo é controlar as Sonaes não as destruir e isso faz-se com ameaças tipo Mafia cobrando a devida protecção e contribuição obviamente.
Já o Alojamento Local algo não controlável pois são muitas pessoas diversas são um empecilho a um projecto ideológico Totalitário de controlo da sociedade. Representam o individuo por isso são para destruir.
Note que muitos “grandes grupos económicos” Ocidentais também desprezam o mercado livre individual… é um movimento que se vê principalmente nas grandes empresas estabelecidas à décadas, logo pouco ageís que preferem o Socialismo e Social Democracia dos grandes contratos milionários com o Estado e com outras grandes empresas (B2B) e não querem responder ao mercado de milhões de indíviduos cada um com a sua escolha. É o capitalismo asiático e não o ocidental que responde ás necessidades de muitos produtos que precisamos. As IBMs – vendeu a divisão de computadores pessoais à Lenovo chinesa – deste mundo preferem vender ao Estado e a outras grandes empresas do que ao publico.
Qualquer grupo de construção civil de grande dimensão prefere construir pontes, estradas e ministérios com dinheiro dos impostos que construir apartamentos comprados por pessoas.
É que o burocrata no Estado que faz o contrato e o politico que aprova não está lidar com o seu próprio dinheiro está a lidar com o dinheiro dos impostos – dos outros portanto.
“Qualquer grupo de construção civil de grande dimensão prefere construir pontes, estradas e ministérios com dinheiro dos impostos que construir apartamentos comprados por pessoas.”
Está a ver a questão, ou até sabe bem que a preferência é por os negócios com o Estado “está sempre vendido” e o negócio com apartamentos pode ficar “pendurado”.
O último parágrafo “Como sempre…… fidelidade ao regime” e a social-democracia dos países nórdicos do pós guerra estão aqui incluídos ? Ou esses não contam?
E como poderia ser de outra maneira? Os “ecossistemas” para a microelectrónica, para a biotecnologia, para a “internet”, tudo isso foi criado pelo Estado norte-americano com a ajuda dos europeus. Julgais que se auto-organizaram? Não, é impossível. Pior, se não construirmos – europeus e norte-americanos – um quadro de funcionamento favorável para a nossa indústrias, fá-lo-ão os chineses aqui (na Europa) por nós e em benefício dos seus interesses e em detrimento dos nossos. A evolução para os monopólios com uma extensão geográfica cada vez mais vasta é quasi-milenar, vem desde o século X e levou, ao fim de uns séculos, à criaçåo dos Estados-Nação. Já não é uma contenda entre principes, ou entre Estados-Nações, mas passou a ser desde o fim da II Guerra Mundial entre grandes blocos. Neste jogo, as grandes empresas e os grandes interesses em cada um dos blocos são essencialmente instrumentos; não são, não devem ser, não têm vocação para ser o estratega.
“Capitalismo é um sistema econômico assente na propriedade privada dos meios de produção e sua exploração com fins lucrativos.”
Em Portugal não é, era, mas pouco. Quando não existe separação entre privados e Estado -hoje no governo, amanhã numa ponte, auto-estrada, TAP, Hospital…- chama-se “capitalismo de Estado”, vulgo comunismo.
Aparentemente mais de 2 milhões e 1/2 de portugueses gostam e pedem bis. Depois andam na rua aos berros.
Queixam-se de quê?. Deles?.
“….hoje no governo, amanhã numa ponte, auto-estrada……., vulgo comunismo”
Isso é com Ferreira do Amaral da Lusoponte?
A isso se chama liberalismo.
Porquê a publicidade ao Dall-E?
Não é publicidade, mas a utilização de uma ferramenta. Não tem problemas de direitos de autor, não se usa trabalho de outra pessoa, as imagens são minhas. Acho conveniente identificar a tecnologia de inteligência artificial. Além disso, a estética é evidente.
E quando um GPT escrever os seus artigos com um mínimo de instruções? Continuarão a ser seus?
Como disclaimer; estudei Belas Artes, e não acho graça a que um algoritmo varra a net para basear o produto em todo o trabalho de humanos. Opinião minha.
não entendo certas objeções: é uma ferramenta, está lá a dizer que foi feito de determinada maneira. Quem não gostar, pode passar ao lado e seguir para outra coisa. Em Portugal tudo é um drama, inovar, fazer qualquer coisa diferente, ai, meu Deus, que o mundo acaba. “Não acho graça que um algoritmo varra a net…” diz-se neste comentário, mas isto é varrer a net? Isto é um simples blog entre mil, um autor entre muitos, uma simples imagem. Não gosta, vá ver outra coisa. Este blog tem o problema dos comentadores que andam aqui a dizer mal de tudo, a mandar tudo abaixo, a fazer bullying aos autores e aos outros comentadores. Não há pachorra e não tenho tempo para isto. Escrevo de borla, cada texto dá imenso trabalho, mas aparece sempre um comentador a dizer que não é assim, que não gosta nada daquilo que eu ofereci. Não apreciam a generosidade. Alguns insultam e os comentários não são aprovados. Isto é bem simples: eu sou o autor, o post é meu, ponho aqui o que eu quiser e com a minha assinatura. É gratuito e tem qualidade. Não gostam, podem ir chatear a prima.
Acho que deixei claro que é a minha opinião, e desde quando é isso um insulto?
Se houvesse insulto, não tinha aprovado o comentário. A minha questão é simples: comprar uma foto custa dinheiro, comprar uma ilustração tem custos elevadíssimos. A IA torna as publicações mais viáveis, já que a produção da imagem não tem qualquer custo, é simples e rápida. O leitor vem aqui, não paga, o texto é gratuito, a imagem também, não há apropriação de direitos de autor, todos ganham. Reclamar, neste caso, não faz sentido, pois o conteúdo, para si, não teve custos. Um leitor, mais acima, achava a imagem feia. Trata-se de uma crítica justa. O comentador acrescentou que eu não sabia usar bem a tecnologia. É um facto, vou aprendendo pelo caminho. O seu comentário teve uma natureza diferente: disse que eu não podia usar a IA para ilustrar os posts, em vez de me explicar como é que se pode usar melhor.
Dei-me ao trabalho de ler os termos e condições de uso do Dall e. Aparentemente imagens geradas pela aplicação têm de conter uma marca de água com a origem, ou a menção explícita de que foram criadas com a aplicação. Essa seria a resposta à minha pergunta.
Quanto a como pode usar melhor a aplicação, não sei. Suponho que cultura artística possa ajudar. Ou pegar num lápis e numa folha em branco e desenhar até saír alguma coisa de jeito.
Na verdade, eu mesmo, quando tenho febre, tomo uma aspirina, não vou tirar um curso de medicina, pelo que entendo que você não vá tirar um curso de Belas-artes.
Não sou avesso a ajudas tecnológicas, mas concordo que se ensine a fazer contas antes de usar uma calculadora.
Vou usar uma analogia musical – mesmo que um dia se consiga fazer uma ligação directa do cérebro para um par de colunas, sairá mais lixo do que Bach.
Este blog tem o problema dos comentadores que andam aqui a dizer mal de tudo, a mandar tudo abaixo, a fazer bullying aos autores e aos outros comentadores.
É como fazem os russos. Não percebo a sua indignação… Que flores de estufa que esta gente me saiu.
exactamente. esquerda e direita já não existem , agora é : os de cima e , nós , os de baixo , os desgraçados que construimos pirâmides.