Raul Nery (10 de Janeiro de 1921 – 14 de Junho de 2012)
11 comentários em “Meia-noite e uma guitarra”
Acabo de saber por ti, Ana. É uma notícia que me deixa muito triste. Depois da partida de mestre Fontes Rocha, é agora o grande Raul Nery que nos deixa. Fica apenas Joel Pina – o mais velho destes três – como sobrevivente do grande quarteto instrumental de acompanhantes da nossa Amália pelas sete partidas do mundo. A nossa cultura vai ficando mais pobre com a morte de tantos e tão ‘valerosos’ artistas (como diria Camões), num intervalo tão curto. Vários deles, infelizmente, ignorados pelas gerações mais jovens e pelos obituários secos da imprensa, que se limita a uns quantos parágrafos de circunstância, quase sempre reproduzidos de uma agência noticiosa. Sem alma, sem nervo, sem coração. Sem memória.
Também acabei de saber agora, Pedro. Tens muita razão, todos são grandes nomes da música portuguesa e maravilhosos instrumentistas. Espero que o país não se esqueça deles. Felizmente o professor Joel Pina ainda está muito bem, ainda há pouco tempo o ouvi.
Um marco, Ana. A partida é tão triste, mas salienta o peso da presença em vida. O Fado (com F) é toda uma diáspora da alma nacional. Não despego deste apelo que nos funde.
Foi uma vida cheia, Laura. O Fado funde-nos e explica muito do que somos. Mas devo dizer que gosto muito (e cada vez mais) daquilo que os puristas não consideram “fado”: as fusões e o fado menos ortodoxo, que é quase sempre mais rico na minha opinião. Mas adoro uma boa guitarrada à antiga portuguesa! 🙂
Ana, mas o Fado é fusão e heteredoxia, por natureza!!! Sempre foi. Acho eu… Que sou mais rica do que a maioria porque conheço um outro fado nacional…. e gosto imenso de ambos, eheh :-). Mais: – em qualquer desses dois géneros adoro a inovação, quase, quase a ponto de detestar os clássicos. A inovação só certifica a força da identidade. É sinal de que o fenómeno criativo se renova e sobrevive de boa saúde.
É fado, é fado e é fado!!! 🙂 Embora tenha uma diferença em relação ao de Lisboa, óbvia mas por acaso muito pouco salientada pelos teóricos: Trata-se do único canto local português que é, por natureza, cultivado e alimentado por forasteiros (e não exactamente pelos nativos). E é isso que o enriquece e distingue..
O outro fado… não é fado.
Também acho. 🙂
Mais outro. O ano de 2012 vai para o Guinness das mortes relevantes!
Acabo de saber por ti, Ana. É uma notícia que me deixa muito triste. Depois da partida de mestre Fontes Rocha, é agora o grande Raul Nery que nos deixa. Fica apenas Joel Pina – o mais velho destes três – como sobrevivente do grande quarteto instrumental de acompanhantes da nossa Amália pelas sete partidas do mundo.
A nossa cultura vai ficando mais pobre com a morte de tantos e tão ‘valerosos’ artistas (como diria Camões), num intervalo tão curto. Vários deles, infelizmente, ignorados pelas gerações mais jovens e pelos obituários secos da imprensa, que se limita a uns quantos parágrafos de circunstância, quase sempre reproduzidos de uma agência noticiosa. Sem alma, sem nervo, sem coração. Sem memória.
Também acabei de saber agora, Pedro. Tens muita razão, todos são grandes nomes da música portuguesa e maravilhosos instrumentistas. Espero que o país não se esqueça deles. Felizmente o professor Joel Pina ainda está muito bem, ainda há pouco tempo o ouvi.
Um marco, Ana. A partida é tão triste, mas salienta o peso da presença em vida. O Fado (com F) é toda uma diáspora da alma nacional. Não despego deste apelo que nos funde.
Foi uma vida cheia, Laura. O Fado funde-nos e explica muito do que somos. Mas devo dizer que gosto muito (e cada vez mais) daquilo que os puristas não consideram “fado”: as fusões e o fado menos ortodoxo, que é quase sempre mais rico na minha opinião.
Mas adoro uma boa guitarrada à antiga portuguesa! 🙂
Ana, mas o Fado é fusão e heteredoxia, por natureza!!!
Sempre foi. Acho eu…
Que sou mais rica do que a maioria porque conheço um outro fado nacional…. e gosto imenso de ambos, eheh :-).
Mais: – em qualquer desses dois géneros adoro a inovação, quase, quase a ponto de detestar os clássicos.
A inovação só certifica a força da identidade. É sinal de que o fenómeno criativo se renova e sobrevive de boa saúde.
Inteiramente de acordo. Mas esse outro fado que conheces… é fado? (pura provocação, é uma guerra antiga… 😉
Vou mostrar-te uma inovação no fado com muita qualidade, acabadinha de sair em cd. Acho que vais gostar.
É fado, é fado e é fado!!! 🙂
Embora tenha uma diferença em relação ao de Lisboa, óbvia mas por acaso muito pouco salientada pelos teóricos:
Trata-se do único canto local português que é, por natureza, cultivado e alimentado por forasteiros (e não exactamente pelos nativos). E é isso que o enriquece e distingue..
O outro fado… não é fado.
Também acho. 🙂
Mais outro. O ano de 2012 vai para o Guinness das mortes relevantes!
Parece que sim, Helena. Infelizmente, mais um motivo triste para recordar este annus horribilis.