
Nas últimas décadas da história do PS é muito raro encontrar este tipo de críticas internas. Medina confronta-se com o disparatado rumo de tudo isto e “chega-se à frente”. Durante a época do confinamento (esse que Costa diz não ter existido) andou por aí em delírio de demagogia a fingir que entregava bilhas de gás, a atrasar distribuição de material médico oferecido para aparecer na fotografia e mariolagens similares. E agora, no pós-confinamento (esse que Costa diz não ter existido), dá o primeiro passo na corrida para o pós-Costa, perdão, para o pós-Covid. Já em Abril batera na pateta DGS, mas agora vem malhar a sério.
Mas diz o que se sabe há muito, que “fraco rei faz fraca a forte gente”. Muitos fazem para que nos esqueçamos mas Medina vem agora lembrá-lo, coisas da sua agenda própria, e nós agradecemos-lhe o mote: o desatino de Fevereiro e Março, a homohisteria do pusilânime Sousa, no seu desvairado “gozo fininho” de semi-quarentena festiva; esse florentino MNE a preparar a sagrada “presidência” dizendo da inutilidade de fechar fronteiras e agora a apregoar retaliações … fechando fronteiras; a pateta ministra da Agricultura (como estão as exportações portuguesas que ela prenunciava lucrarem com o Covid?), o desnorte errático da consabidamente incompetente Temido – essa tipa que acha que não devemos “mamar copos” e se vai saracotear desengraçadamente entre as barrascas do Cinco para a Meia-Noite, deslumbrada com a visibilidade que este Covid lhe trouxe – e mais da Dra. Freitas (ide visitar os idosos, sede solidários), catatuando contra a escola das netinhas que encerrava à revelia da inacção estatal. Depois nós, os fascistas/populistas/tóxicos/lusotropicalistas, a resmungarmos que não se fizessem festas políticas diante do boçal Rodrigues a recusar máscaras e contenção, a sinalizar o “degelo” com o afirmar da unicidade sindical na festarola do camarada Sousa, mais o festival “born in usa” dos demagogos da cidade universitária, resquícios putrefactos da imundície socratista, e nisto agora também o mariola do Benfica a pavonear-se, todos unidos no “o que o que é preciso é animar a malta” …
Meses passaram nisto, mas prepararam o tal degelo?, reescalonaram os transportes públicos (Medina pavoneia as suas ciclovias, eu sei, gutural na sua cidade-para-turistas, onde estão os turistas agora?)?, e já agora, onde estão aquelas centenas de ventiladores comprados, já estão disponíveis?, reescalonaram os serviços de saúde pública?
Costa, que se rodeia desta pobre gente porque é esta que é fiel – lembrai-vos quando nós populistas/fascistas/tóxicos/lusotropicalistas contestávamos um poder carregadinho de gente das mesmas famílias? – tem agora esta primeira infecção grave. Ele que se cuide, e com antibióticos – isto não é um vírus, é mesmo bactéria residente, estava adormecida. Aloja-se na peçonha, esta estirpe PS.

É muito provável que a ideia de Medina seja também essa que expressa em sua opinião. Não é caso único na história que a posição e exposição na Câmara de Lisboa fosse usada como trampolim para alcançar outras posições.
Porém importa verificar o contexto das declarações proferidas por Medina.
O amável bichinho – refiro-me ao covid, que também foi objecto de um anúncio que coloquei à porta quer de casa quer onde habitualmente me encontro, assim: proibida a entrada a covids que não tenham sido testados nas últimas 48H00 – tem vindo a demonstrar que controla em toda a linha as decisões. Melhor, demonstra que não há decisões que se possam tomar como medidas meramente reactivas.
O surpreendente no meio de tudo isto reside no facto de podermos constatar que uma das medidas, ou a única medida, nesta fase aparentemente eficaz diz respeito a normas básicas de higiene quer nas áreas públicas quer nas áreas privadas.
Todavia, sabemos que nas áreas públicas e privadas existem também focos mais alinhados com uma população que se designa por desfavorecida; e que por falta de meios e literacia necessita de uma maior intervenção por parte quer de médicos de saúde pública, quer de médicos de saúde familiar, quer de assistentes sociais e também em coordenação com as diferentes ARS´s e não menos importante as juntas de freguesia e câmaras municipais.
Só as autoridades locais, obedecendo a um vasto plano de contenção, em articulação com as referidas entidades poderá tornar mais eficaz a contenção do amável bicho, amável na medida em que é usado como pretexto para tudo e mais alguma coisa.
Paralelamente e não menos importante será referir que se concentraram em cerca de 20 mil contagiados, refiro-me ao período de mês 1/2, as atenções de toda uma equipa de medicina familiar, em detrimento de cerca de 1 milhão de doentes crónicos que se viram confinados e sem seguimento directo de seus médicos. E esta matéria também é assunto de saúde pública.
Concomitantemente, no que respeita a idosos em estabelecimentos para este efeito, também importa saber se os que os acolhem garantem que os mesmos sejam assistidos pelos mais diversos especialistas em suas patologias, e quais as medidas locais e nacionais para o efeito elaboradas.
Também importa realçar que o Homem foi feito para caminhar, para isto tem pernas. Quais são, então, os planos individuais estabelecidos pela Segurança Social para que também os idosos que podem e que se encontrem em residências para este efeito ou em casa possam usufruir também de uma melhor assistência para a sua saúde cognitiva e manutenção dos seus mecanismos de memória?
Desde há muito que, quando se pensa que o PS não pode descer mais baixo, o PS desce mais baixo.
Entre o ex-porta-voz do Sócrates, com jeito para arranjar casas em conta (para ele) e que atira a culpa disto tudo para os funcionários, e o tipo que punha as pernas dos banqueiros alemães a tremer, que vendeu o Porsche a correr, e que nos informou ontem que os comboios suburbanos andam às moscas, o futuro, é como o presente que é como o passado: estamos entregues a filhos do privilégio, narcisistas, cúpidos, coléricos e grosseiros. Com essa fantástica carta de alforria que é dizerem-se “socialistas” e “progressistas”. Claramente há progresso: há progresso no seu património (ou no dos seus “amigos”), há progresso nos tachos, comissões e alcavalas que arranjam para os que os apoiam, há progresso na nossa dívida, e há progresso nos meus impostos.
O Al-M*rdina o rei das bilhas de gás butano “distribuidor unico” em Lisboa , o rei das ciclovias executadas nacidade que Al M*rdina , determinou o arraso das sete colinas para satisfação de turistas vindos de cidades planas ao fim de très meses em que andou entretido com as bilhas e o aparecimento caculado em fotografias para os lisboetas , espera-se que se for avatos tenha o desprezo dos lisboetas….. palhaços e bobos já temos dois o Nogueira do Campo Pequeno e o RAP na SIC dos irmãos Costa…..
Respeito pelo futuro Primeiro.
Esta gente é adorável. Temos o Costa que se comporta (e bem assessorado pela CS domesticada) como se nunca tivesse feito parte do Governo do Sócrates Nº44, agora temos um Presidente da Câmara que perante a covid, faz como o seu homólogo de clube, e afirma que nunca sube de tal cousa.
A táctica é sempre, mas sempre a mesma. Eu não estava lá, só cheguei agora. Mas vou salvar isto, votem em mim.
“Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.”
(L. V. Camões)
à atenção da porto editora ‘homohisteria acanhada’.
então, nem um adjectivinho para os outros que estão em cena? o baterias do grupo, o puto não se pecebe, o desgravatado bem vestido? nada destes para delírio da opinião? assim o acácio barreiros diria o mesmo e ninguém e levava a sério.
populismo é dizer o que o povo gosta de ouvir, p.ex: monhés a trabalhar nas estufas do alentejo e milhares de desempregados. assim apareceu o vox strote na andaluzia. os estufadores seguiram a ideia dos floristas holandeses que agora tamém eles já nada de estranjas.
Que Deus me perdoe, mas não acredito que o Medina tomou esta posição da sua cabeça: aos meus olhos ele, não o sendo, tem aspecto de atrasado mental e a posição que agora tomou não condiz com o que andou a fazer nos últimos tempos.
Para mim, o Medina combinou tudo com o António Costa que se deve ter desentendido com a Ministra da Saúde e os seus serviços.
Não sei se isto será um posicionamento de Medina (não o vejo com peso político para ter esse tipo de ambições). Talvez o objectivo dele seja, principalmente, apontar os holofotes da culpa para a ministra e a DGS – e desviá-los do primeiro-ministro. Tarefa, de resto, iniciada por este na famosa reunião da semana passada.
Em tudo parece um safanão ao PM, e por isso em tudo parece uma tomada de posição numa luta interna do partido. O timing traduz que internamente existirá um deslaçamento da posição de Costa ao ponto de alguém se atrever a fazer algo impensável há poucas semanas.
Que as coisas não estão a correr bem já sabíamos, agora a este ponto… essa é a surpresa.