
(14/1/1931- 3/7/2017)
Advogado, militante socialista, depois independente, fiscalista, homem de Estado, professor, comentador televisivo, cronista, acima de tudo um cidadão interveniente. Com o correr dos anos tornou-se visceral, mais amargo, mas as suas preocupações eram as de sempre: Portugal e os portugueses. Lutou como pôde, sempre com lealdade e frontalidade, de forma corajosa e desassombrada por aquilo em que acreditava. Em Portugal, no mundo, fazem sempre falta homens como ele. Que o seu exemplo cívico, numa terra de gente acomodada, bem comportada e onde não abundam os exemplos possa perdurar. E que descanse em paz.

Também foi, se bem me lembro, homem da industria quando dirigiu nos anos de 1950/60 (por aí) uma unidade de fundição nas fábricas da Cuf Barreiro.
A sua memória bem merece esta invocação e o nosso respeito. Era um heterodoxo numa terra onde as pessoas, em regra, andam sempre a favor da corrente.
Nunca simpatizei com tal caricatura. Nos sermões havia sempre uma postura de cátedra, de cima para baixo, carregada de azedume e punitiva. No tom monolítico e monocórdico da desgraça considerava políticos, cidadãos e o país uma piolheira, uma turba de idiotas que mereciam castigo e sofrimento. Figura que nunca demonstrava grande empatia com as dores dos muitos apanhados nos piores anos da crise. O seu discurso em certo sentido seguia o já bastas vezes ouvido dos tempos da antiga senhora -penso que só os velhinhos de ouvido, saudosistas do cheiro a naftalina, tinham pachorra para aquela retórica bombastica apocaliptica. Do gerir o país como uma casa, e do exemplo das contas bem feitas da dona de casa, a la Salazar.
Ao saber ontem da sua morte fiz bolo de chocolate e bati palmas. Não o suportava!
Acho que deveria considerar a hipótese de você poder ser bem mais típico de um regime do que Medina Carreira alguma vez foi.
Não são todas as vezes que se consegue dizer tanta verdade em tão poucas palavras.
Engana-se. Apenas sou intolerante com a intolerância dos que minorizam, sujeitam, os outros ao peso da sua clarividência.
Para Medina não havia vítimas, nem dor, apenas vitimizações piegas e queixosos insubstanciais.
Sentia mais simpatia pelo numérico, pelo abstracto da receita, do que pelo gemido concreto provocado.
Esses engenheiros de regimes, com fórmulas infalíveis, esses sumos-sacerdotes da verdade, são os mesmos que ao longo dos tempos têm sido responsáveis pela violência cobarde, porque ignora, do totalitarismo ideológico.
As certezas da verdade são apenas os sonhos da Razão. E nestes, vivem monstros.
E há até uma certa ironia na sua indignação. V, um pregador de acções e intenções nada democráticas. O seu comentário está ferido pela incoerência
um pregador de acções e intenções nada democráticas.
LOL. Usar a democracia para mentir e impôr uma só maneira de fazer é que não me parece nada democrático e serei sempre Liberal e secessionista em relação a isso. Não quero ser obrigado a viver com quem quer fazer sempre as regras porque acha que as suas regras são as melhores. Ter de gramar a vida toda com o que não queremos? Olha, olha.
E não estava indignado. Estava só a salientar que usou uma série de chavões do 25 de Abril que a realidade tem desmentido como uma pobre vulgata que apenas deu lugares na RTP, ao corporativismo político e criou um fundo cultural sem dinâmica, pobre e aborrecido. Exactamente aquilo que criticavam no velho “salazar”, já não o Salazar dos anos 40 mas a projecção de um salazar abstracto nos anos 60. E isso acontece porque ficaram presos a esses chavões e continuam todos em presos em Peniche. De tal modo que nem devolvem o edifício aos de Peniche para que eles limpem o forte e façam dali algo de útil e bonito para a terra deles.
Talvez tenha razão. Nunca me foquei demasiado tempo na personalidade de Medina, pois a dele, tal como a de todos, é circunstancial. Saber sair da circunstância é um acto por demais doloroso; e só é capaz disto quem esteja disposto(a) a pagar tal preço.
A morte do Homem é coisa de pouca importância. Importante é se enquanto Homem a sua alma morreu. Só nos pertence o que damos.
Que conste, não há nenhum tratado que obrigue países ou instituições políticas ou financeiras a emprestar-nos um cêntimo que seja. Assim sendo, se a troica não nos emprestasse 78.000 milhões, quem culparia então pela dor e vitimas concretas a que se refere?! Se for minimamente inteligente perceberá que a dor e as vitimas seriam incomensuravelmente superiores. Medina Carreira era um senhor: não gostava de ver os portugueses sofrerem por causa de políticos oportunistas e medíocres; ao contrario de si, que, pelos vistos, adora bancarrota, dor e vitimas: deve achar que é obrigação dos seus amigos aturarem e financiarem a sua irresponsabilidade. Coitados dos seus amigos – se os tiver! A sua prosa é literalmente paleio; e a sua razão, um dogma de doutrinado letrado.
Bateu palmas na bosta de seu fabrico ou na múmia da sua fachada de emborcador atascado na própria caganeira??
E da bosta, Deus criou rão!
O emborcador bosta foi criado antes de Deus e do Adão. E para merda chega.
Eu, um Demiurgo!! Obrigado
ÊXODO 21:20-21: Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.
LEVÍTICO 26:29, DEUTERONÓMIO 28:53, JEREMIAS 19:9, EZEQUIEL 5:8-10: Como punição, o Senhor fará com que as pessoas comam a carne de seus próprios filhos, filhas, pais e amigos
Penso que a minha ausência de pena, é crime menor perante essas penas divinais…
Entre, Vento, a janela fica aberta!!
Está aberta para você ver e por ela sair uma vez que as portas se encontram fechadas. Você foi pego pelo que é velho, do qual necessita sair, precisamente para entrar pelo Novo. Esta Porta é estreita, por ela não entram os obesos, isto é, aqueles que se enchem de si mesmo.
Só existe mesmo um caminho, que você terá que percorrer por si.
“Pretende-se, é verdade, que existam outros deuses quer na terra quer no céu (e há um bom número desses deuses e senhores). Mas, para nós, há um só Deus, O Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.” 1 Cor 8,5-6)
Hoje não necessitamos ser bravos para proclamar Jesus como Senhor. Porém naquele tempo a conversa era outra. Era outra porque o destino era a Cruz e outras tantas mais que se lhe assemelham. E só é possível aceitar tal destino por uma força bem maior que aquela que procede somente da razão. Essa força leva por nome Espírito Santo.
“Ninguém pode dizer: Jesus Cristo é o Senhor, senão sob a acção do Espírito Santo” (1 Cor 12, 3)
Esta afirmação, Senhor, só pode fazer com que se revele o mistério Pascal e sua história. Como tal, não pode ser um som saído de lábios. Na realidade o que de mais misterioso existe para o Homem é o Amor, e o sofrimento em prol desse Amor.
Não um sofrimento piegas, não o dolorismo de quem não é capaz de se comprometer consigo mesmo e sua própria condição, negando-se o conhecimento de si mesmo, e impondo aos outros fardos que esses mesmos não carregam, e não são capaz de o fazer.
O anúncio cristão é baseado e fundamentado neste Senhorio, mas não numa relação feudal. Acontece num acto próprio da Justiça que ao invés de condenar liberta: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.
Sim, é um acto de Amor Supremo, transcendente, este que perante a miséria oferece a Misericórdia.
Esta Misericórdia só pode ser entendida à luz do resgate que se deu por um alto preço, o do sangue de Cristo. Se é verdade que até aqui a razão entende, não menos verdadeiro é que Cristo só pode ser conhecido de forma espiritual. Ainda que fosse possível, qualquer historiador falhará seu caminho ao pretender revelar um Cristo histórico sem abordar o Cristo da história, daquela que com Ele se inicia e ainda não terminou.
Para poder percorrer este caminho tem de se afastar da personagem de Jesus e deixar-se chegar à pessoa de Jesus, pois a Verdade é uma Pessoa.
Só o Espírito a Ele nos conduz. Até que isso aconteça temos de saber suportar o deserto.
Abraço, Vento!
Agora querem impingir-me um livro de Allan Kardek. O que lhe parece?
Parece-me que você devia começar pelos passos das primeiras letras; é por aqui que sempre se começa. Dizer a tabuada pela música é algo que ajuda a usar os números para compor resultados.
Depois disto creio que estará em condições para fazer a prova dos nove. Se nesta prova lhe sair Kardec, pois então, siga em frente. Esta matemática não funciona por recomendações, mas por resultados dos exercícios feitos.
Só depois é possível ser-se testemunha. Testemunhar é viver o que se experienciou.
“As minhas ovelhas entram e saem e encontrarão sempre alimento”. A partir daqui verificará que não é necessário levar as ovelhas a pastar, pois o pasto já está lançado. Come quem tem apetite, o menu é diversificado. Não existe um só carisma, mas múltiplos. O maior deles é o que se deixa encontrar.
Abraço.
Vlad,
O seu comentário, antes de tudo, é o “espelho” da sua personalidade!
Quando diz que “celebrou” com um bolo e “bateu palmas” pela morte dum SER HUMANO, tá tudo dito!
O Dr. Medina Carreira não se “poupava” nas VERDADES!
Quase tudo o que previu … sucedeu ou está a ver-se que vai suceder!
Incomodava? Claro! A verdade incomoda sempre quem é desmascarado!
Pelos vistos … também a si ,,, incomodava!
A verdade de Medina não era a minha e a de muitos outros. Não são graves os grávidos de certezas. Regra geral violentam tranquilamente
ao som das suas verdades.
A morte para mim não é redentora, ou absolvição, de quem quer que seja. A morte não santifica.
A Liberdade de pensamento (ainda) é LIVRE em Portugal!
NÃO SEI, NEM ME INTERESSA, quem são os tais “milhares de pessoas” que diz, que, tal como é o seu caso, “as verdades do Medina não são as suas”!
Mas duma coisa estou 100% certo! Entre os tais “milhares” há vários (muitos) politiqueiros que, por cá “pululam”!
Sou DEMOCRATA (não partidocrata) e como dizia a canção:
JE PENSE CE QUE JE VEUX E DIT CE QUE JE PENSE!
Porque, sempre “segui” a letra dessa canção, a 24/Abril/1974, o meu Nome era um dos (muitos) milhares “referenciados” pela PIDE/DGS e, durante o PREC, “diziam” que me queriam “mandar para o Campo Pequeno”!
Não me deixo “cegar” por cantilenas!
Tenho ideias próprias e, por elas, me “rego”!
Respeito … as dos outros e … PONTO FINAL!
A morte é … o fim da vida dum ser!
Vou dizer-lhe isto:
SEMPRE abominei o Mário Soares! Quando ele faleceu … calei-me!
Um dia vou falecer! É inevitável, como vai suceder consigo!
Procure e leia um Livro com este título:
QUEM CHORARÁ POR MIM? Vai “fazer-lhe bem”!
O que “acha” (ou achou) de Medina Carreira é consigo!
Ouvi-o muitas vezes, e NÃO concordei sempre com ele!
Nasci com cérebro e … sei pensar!
Não “celebrei” a morte de Mário Soares!
Por respeito pela vida humana!
Na minha resposta, apenas me referi ao que escreveu e transcrevo:
“Ao saber ontem da sua morte fiz bolo de chocolate e bati palmas.”
E daí, tirei ilações sobre a sua (inexistente) “personalidade”!
PONTO FINAL NESTE DEBATE, PELA MINHA PARTE!
Jorge veja se lhe servem:
““Eu defendo o presidencialismo, mesmo que seja por 15 ou 20 anos. Os partidos precisavam de sossego para se arrumarem e arranjarem gente menos ambiciosa, menos amante do dinheiro alheio.”
E porque não 30-40 anos e um partido único ? Grande democrata!!!
“A imodéstia é um sintoma de estupidez.” seguido de “Gosto de olhar para mim com satisfação. É o grande momento do meu dia”. Uma imbecilidade!
“Desconfio do português coletivo” – onde o Jorge se inclui.
Concordo consigo excepto onde diz “Ao saber ontem da sua morte fiz bolo de chocolate e bati palmas. ” Nunca festejo a morte de ninguém, pelo contrário lamento.
Havia duas coisas de que eu não gostava.
Uma era a aversão aos políticos (eram todos medíocres e com estes políticos não se iria a lado nenhum…) e à política que, por vezes, fazia lembrar os tempos da antiga senhora como diz.
Outra de que não gostava era não ter, salvo raras excepções, quem dele discordasse nos programas da TV. Estes programas eram uma porcaria porque normalmente escolhiam-lhe (ou ele escolhia, não sei) um interlocutor que só dizia amen ou quase. Ele não gostava de debater mas somente de perorar de cátedra. Lembro-me de uma vez ou duas o ver na TV com alguém que não concordava com tudo. Então o seu nervosismo era nítido, até se via a mão a tremer-lhe. Os programas em que entrava na TV eram, no geral, execráveis do ponto de vista do confronto de ideias.
Paz à sua alma.
A razão para Medina Carreira achar os políticos medíocres e que com eles não se iria a lado algum – era o facto de os políticos serem medíocres e de, como estamos vendo, com eles não se ir a lado algum. A realidade é culpa de Medina Carreira?
Quanto a comentar o tremor das mãos de Medina Carreira – e eu, só por acaso, até o vi várias vezes em pessoa, portanto sei do que estou a falar -, tem tanta elegância como o daqueles que acusavam os ministros portugueses de se ajoelharem para ouvir Schauble.
“era o facto de os políticos serem medíocres ” João Sousa dixit, portanto é verdade. Hoje vi a luz.
Mas acha mesmo que diz bolo! Comi bacalhau com natas.
Compreendo o seu comentário.
Penso que a maioria dos portugueses concordariam (se o lessem).
Depois… morre-se como se morreu nos incêndios florestais!…
A mesma imprudência, o mesmo laxismo.
Pelo menos!
Reconheço-lhe a frontalidade que, ao menos nisso, o aproxima de Medina Carreira.
Frontalidade que, na última linha, descamba para o exagero.
Não havia necessidade!
João de Brito
Decerto conhece o poema fúnebre de Mário Sá Carneiro. Oxalá façam o mesmo no meu.
O que importa é a acção, e as ideias , do corpo vivo. O morto é apenas repasto. A morte humilhação da vida. Não me merece deferência, nem faço dela referência
Senhor Vlad, o Emborcador:
Deve ter emborcado absinto demais.
Se não foi assim ainda é mais grave.
Porque o seu comentário é verdadeiramente execrável.
Todo ele, mas em especial, a última linha.
De um anti-democrata do mais fino jaez: um típico produto da mentalidade intolerante fruto da ditadura salazarista, mas também podia ser de qualquer outra ditadura de sinal contrário: da soviética à venezuelana.
Tudo regimes que só geram sectários, intolerantes, fanáticos, pessoas incapazes de viver no pluralismo de ideias e conviver com quem não pensa como eles.
Nunca fui adorador do Medina Carreira, não concordava com algumas das coisas que dizia, mas concordava a 100% com muitas outras, especialmente com as análises macro que fazia da evolução nossa situação, em especial da despesa sem se cuidar da receita: que é um caminho para o desastre.
Sempre lhe reconheci bons propósitos e um desejo do bem do país.
Lamento a sua morte, como não podia deixar de ser.
Os maiores tiranos são sempre homens de boa vontade e de certezas inabaláveis. E através das suas certezas fazem pouco dos outros. E porque diabo a um homem de que não gostei em vida lhe tenho de homenagear na morte?
Para mim execrável é a hipocrisia e a covardia perante a Sra. Morte. São uns sacanas enquanto vivos e uns santos depois de mortos. Ridículo
Ele se te conhecesse também não te ia suportar. Até eu que li isto não te conheço nem quero conhecer. Aliás, a falares assim tão acidamente és a prova da grandeza do Sr Medina Carreira.
E hás-de morrer com grande sofrimento na sarjeta da tua viva.
e agora não deixem o gajo ler isto que estou-me borrifando….
Pelo tutear, deve ser camarada, Jorge!
RIP
Bom dia
Meus senhores, é assim mesmo, com letra pequena.
Quantas vezes já ouviram, ou até, já o disseram, que hoje havíamos de ter, não um, mas dois Salazares!!?
O Dr. Medina Carreira, trabalhou, praticamente, até á hora da morte.
E vocês!? O que têm feito???
Talvez façam parte do tal “sistema”.
Da minha parte resta-me enviar sentimentos à família.
Cumprimentos.
I.M.
Aplauso!
https://www.youtube.com/watch?v=zu9W8AtZ y7U
Nunca celebro a morte de ninguém.
Apenas digo que Medina Carreira não me deixa saudades.
Subscrevo quase na íntegra, o comentário de Vlad.
Argumentos ?? Para que vos quero!?
Então talvez me tenha enganado no comentário. Peço desculpa
Decida-se. Um comentário tão assertivo como o seu não dá lugar a hesitações.
Agora assustou-me. Terei sido tão assertivo quanto Medina??!!
Epá, isso é que não! Um pouco de dúvida…se calhar Medina era um bom malandro…que Deus o tenha ao seu lado esquerdo… e eu é que fui sacana no comentário, quem sabe?…sempre fui melhor a avaliar os outros que a mim mesmo…mas não somos todos assim?
Respeito. Muito.
SAC, o meu apoio. Medina Carreira gostaria de ouvir este seu, eloquentemente simples, texto ….
Quantos a alguns comentários aqui anexados. Dá para perceber porque é que Portugal está assim, e é o que é.
“Quantos a alguns comentários aqui anexados. Dá para perceber porque é que Portugal está assim, e é o que é.” Tem razão, nem todos são inteligentes como eu e você JS.
Veja bem, JS, faço parte da minoria!
Talvez esse seja o problema…
a independencia, o ser do contra, ganha simpatias ate entre aqueles ( no geral, nos todos ) que no maximo nao acreditam, no caso no Medina.
E em que era diferente o Medina ? Provavelmente tinha mais liberdade para chamar aos bois pelo nome, indicando como bois os politicos, para nao ridicularizar os eleitores.
Milagres só algures no brasil em que uma criança caiu e nossa senhora de portugal salvou. Calhou estar la no momento…
Pelo que sei o Dr Medina Carreira sempre foi um homem frontal, digno e recto e infelizmente teve nos raciocínios que fez.
Portugal perde um grande Português.
A única critica que eu entendo que lhe pode ser apontada foi não dar tanta importância a que parte da nossa tragédia financeira foi ela própria provocada pelos agentes privados (bancos) como a que dava á ruinosa gestão dos dinheiros públicos.
” A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia. “
Não faço bolo e abro champanhe pela morte de ninguém. Talvez o fizesse se o ditador da Coreia do Norte, ou o ditador de Cuba, ou o ditador da Venezuela, levassem com um balázio na cabeça… É deprimente pensar assim, mas as circunstâncias às vezes obrigam-nos a ser maus…