Sabe-se que os laboratórios farmacêuticos, para se defenderem de eventuais processos, valorizam todas as situações que reportam ao uso dos medicamentos que fabricam. Trata-se de um excesso de zelo a que os médicos se habituaram a dar o devido desconto. Porém, há limites de prudência que se devem respeitar
Se estão correctas as notícias que vieram a público, o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que compreende os hospitais de Sta Marta, Estefânia, S.José e Capuchos suspendeu a utilização de Avantin em Oftalmologia em 2008 por este não ter aprovação para uso oftalmológico. No entanto os hospitais de S.José e Capuchos revelaram ter suspendido o uso do medicamento apenas depois de terem vindo a público os casos do Hospital de Santa Maria.
Em medicina correr certos riscos e funcionar por palpite é prática que não se recomenda, que o digam os que trabalham em sistemas em que as consequências legais de um erro médico são cobradas a doer e não como vergonhosamente acontece por cá.
Há dias foram conhecidas as taxas de erros cometidos em doentes sujeitos a internamentos. Baseada no conhecimento directo que tenho de vários casos – e qual de nós é que pode dizer que não conhece uns quantos – tenho por seguro que se devem sobretudo à desorganização dos serviços e aos diagnósticos feitos a olhómetro. Em Portugal abusa-se do facilitismo. É um traço muito tuga. Mas em medicina dá nisto.


Nesses países,o doente,ou o seu seguro,PAGAM a saúde.Há uma relação hipocrática Médico/doente.Em Portugal há UM TERCEIRO ENVOLVIDO,que PAGA,o Estado.Conseguimos,à portuguesa,a quadratura do círculo : Além de GRATUITA (e não venham com o espantalho das taxas moderadoras,que só pagam o papel higiénico…)a saúde DÁ DIREITO A INDEMNIZAÇÕES !…Pelo que se tem visto,quem tenta aproveitar bemé a comunidade AFRO!Aprenderam logo !…(Ecertos advogados,CLARO !…)
Sivispacem: Deixe-me ver se entendi. Na sua opinião, pelo facto de a saúde ser quase gratuita as pessoas lesados por erros médicos não deveriam ter direito a indemnização. É isso? Se é isso, devo dizer-lhe que considero a sua lógica absolutamente extraordinária!
Teresa, a senhora a cometer tantos delitos de opinião ainda se arrisca a ir presa. Mas olhe, junto a minha voz à sua na condenação a esse traço tão tuga que é o facilitismo.
Facilitismo em saúde é nome de doença por vezes fatal, Mike.
O que é certo é que aquelas pessoas ficaram cegas,e não há indemenização do mundo que pague a falta de visão…E as IDENTIDADES COMPETENTES ficaram alegremente e vergonhosamente impunes… E assim vai a saúde em Portugal…lindo jardim á beira mar plantado!